sábado, dezembro 24, 2005

Voltamos ao princípio...


Há dias, quando referimos que as questões da segurança não são para ser tratadas "a quente" nem merecem uma abordagem populista, esperávamos que essa opinião fosse consensual ...

Contudo a reacção oportunista de certos responsáveis políticos, aproveitando uma
ocorrência a todos os títulos lamentável, entristece-nos e merece-nos uma reflexão adicional. Para que não se prejudique a imagem de destino turístico seguro que o Algarve detém internacionalmente e para que não se desconsidere o trabalho fantástico das forças e serviços de segurança, confirmados pelas estatísticas mais recentes, seria mais conveniente evitar aproveitamentos e emitir declarações pouco tranquilizadoras...

Para piorar as coisas, volta-se a falar da
reestruturação das forças de segurança, nomeadamente dos dispositivos da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana. Em 2004, o Governo recuou nas suas intenções e assumiu que não seriam tomadas quaisquer decisões sem a concordância das autarquias locais. Apesar da mudança política, esperemos que as conclusões de qualquer estudo efectuado na Praça do Comércio, na Penha de França ou no Largo do Carmo não se efectivem sem que seja desenvolvido um processo de diálogo com os municípios abrangidos e que sejam asseguradas as condições de segurança das populações residentes, dos visitantes e dos seus bens...

Nesse processo deveria reflectir-se sobre inúmeras situações que poderiam contribuir para melhorar as condições de trabalho dos profissionais ou interferir positivamente na eficácia da sua acção. Só a título de exemplo, refira-se que há processos de criação de polícias municipais que permanecem em banho-maria, nomeadamente em Albufeira, Lagos e Loulé, e outros que deveriam ser estudados, apesar das últimas alterações á lei permanecerem por regulamentar. Sublinhem-se as obras concluídas prontas a inaugurar e outras em curso ou os processos de reequipamento que estão a decorrer. Recordem-se as propostas políticas para reestruturação dos comandos e sua melhor adequação à realidade da região, constante do Programa Eleitoral do PS-Algarve e que visavam a autonomização das estruturas regionais da GNR em relação a Évora...

Aproveite-se a dinâmica do Programa de Reforma da Administração Central do Estado, reconheçam-se as especificidades do Algarve e decidam-se as alterações que forem julgadas mais convenientes. Contudo, é bom recordar que há homens e mulheres que não podem continuar a viver na incerteza do futuro e que
a imagem de segurança do Algarve é uma mais-valia para PORTUGAL!

2 comentários:

Anónimo disse...

Partido Comunista contra o encerramento de esquadras

O Partido Comunista está indignado com as notícias que dão conta de que o Governo pretende encerrar as esquadras da PSP em localidades com menos de 15 mil habitantes e afirma ser favorável a uma política de segurança de proximidade.

Caso esta medida avance, no Algarve poderão ser encerradas as esquadras de Vila Real de Santo António e Tavira.

Dizem os comunistas que sempre consideraram errados os «caminhos que visam prosseguir políticas de afastamento da polícia dos cidadãos».

Ao contrário, sempre consideraram «como uma arma eficaz de combate à criminalidade uma política de proximidade».

«Acresce que este conjunto de medidas tem subjacentes visões economicistas. Ora, matéria como a da segurança das populações necessita efectivamente de investimento, sem descurar medidas de reestruturação que permitam potenciar os meios existentes», dizem.

Por outro lado, o PCP pretende que sejam implementadas medidas de melhoramento nas várias instalações da PSP e também da GNR, denunciando, ao mesmo tempo, que iremos assistir às «manifestações de indignação de Macário Correia, às hesitações de Luís Gomes, embora o seu partido dê para o peditório».

«Enfim, iremos assistir ao já tradicional jogo de espelhos que caracteriza a acção dos responsáveis do PS e do PSD na região, ou seja, na região têm uma posição e em Lisboa os seus partidos tomam posição contrária», concluiu.

in Barlavento, 4 de Janeiro de 2006 - 18:44

Anónimo disse...

António Pina defende videovigilância no Algarve

O governador civil de Faro, António Pina, reúne no próximo dia 10 de Janeiro (terça-feira), pelas 10:30 horas, com várias entidades regionais para falar sobre segurança e o contributo da “videovigilância” para o reforço da mesma.

Em Agosto do ano passado, em conversa com o Região Sul/DiáriOnline Algarve, António Pina havia referido que “a videovigilância é um excelente meio para garantir a segurança nas praias, praças, ruas e zonas de comércio no Algarve”. Na mesma altura o governador civil adiantou que a ideia já está a ser desenvolvida pela Globalgarve, AMAL e a ACRAL em parceria com as forças de segurança (GNR e PSP).

A ideia é colocar câmaras de vigilância nos principais locais e espaço públicos de toda a região.

A acontecer tratar-se-á de um projecto piloto cuja concretização depende também de um parceria com a empresa Águas do Algarve de forma facultar, através de um aluguer, os 400 quilómetros de fibra óptica, propriedade da companhia, adiantou na mesma conversa em Agosto de 2005.

O encontro da próxima terça-feira conta com a participação de representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Região de Turismo do Algarve, Globalgarve - Cooperação e Desenvolvimento, Associação de Comércio da Região do Algarve e da Grande Área Metropolitana do Algarve.

MF/RS

in Região Sul, 5 de Janeiro de 2006 - 12:19