sexta-feira, outubro 17, 2008

Portugal é o país da UE onde a pobreza mais caiu


O director para o Protecção Social e Integração da Comissão Europeia, Jérôme Vignon, notou "impaciência" na 7.ª Mesa-Redonda sobre a Pobreza e a Exclusão Social...

O
Público acompanhou o evento em Marselha (França) e revela que a taxa de pobreza da União Europeia (UE) está nos 16 por cento desde 2000. Apesar de continuar acima da média europeia, a boa notícia é que em Portugal caiu mais do que em qualquer outro país, conforme se pode ver no Eurobarómetro sobre Pobreza e Exclusão!

O encontro juntou cerca de três centenas de "actores" da luta contra a pobreza em torno da recomendação adoptada pela Comissão Europeia a 3 de Outubro e assente em três pilares: garantia de um rendimento mínimo, políticas que favoreçam a inserção no mercado de trabalho e acesso a serviços sociais de qualidade.

Nesta jornada mundial de erradicação da pobreza, também é justo recordar os esforços comunitários para apoiar o desenvolvimento nos países mais carentes, através de inúmeros programas de cooperação externa, ajudando as comunidades desfavorecidas a terem acesso a infra-estruturas e serviços essenciais.

Não é motivo para fazer uma festa, mas constitui uma prova inequívoca de que estão a ser seguidas as políticas correctas e que se deve manter o rumo com determinação!

5 comentários:

Anónimo disse...

Para notícias populistas desta natureza, leiam a opinião de Mário Crespo.

In JN de 4/08/2008

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.

JG. disse...

Agradecendo o anterior comentário anónimo, deixe-me dizer que não percebo como é que se pode considerar qualquer notícia do Público como "populista", ainda por cima quando é baseada em factos ocorridos no estrangeiro e com base em dados do Eurostat.

Pessoalmente, Mário Crespo sempre mereceu a máxima consideração e respeito, não só pela forma como desempenha as suas funções, mas também pela determinação com que enfrenta a generalidade das situações.

Considero o texto em apreço uma reflexão de carácter pessoal e até concordo com algumas das sugestões, mas devemos cuidar-nos quando pretendemos utilizar as palavras dos outros para tentar justificar nos nossos desencantos!

Anónimo disse...

Caro JG,
Só tento alertar para os desencantos deste vergonhoso sistema que só penalizou todos nós trabalhadores e promoveu os dirigentes e gestores de topo.

A falta de produtividade de Portugal é exclusiva de uma deficiente organização, aportada por dirigentes e gestores que deixam muito a desejar!

É mais cego aquele que não quer ver.

Mário Crespo no jornalismo, Medina Carreira na economia e Marinho Pinto na justiça são homens dignos de respeito na nossa sociedade.
A moda do politicamente correcto para proteger o interesse de corporações irá um dia findar, para bem de todos nós portugueses.

Albuquerque de Lima disse...

Mais cego é quem não quer ver... os progressos e as reformas que foram feitos ao longo dos últimos três anos, contra ventos e marés!

Fez-se pouco? Poder-se-ia fazer mais? Sem qualquer dúvida, mas não podemos deixar de festejar aquilo que foi feito e continuar a lutar por mais, por tudo aquilo que merecemos!!!

Anónimo disse...

Peço desculpa pelos dois anteriores comentários anónimos, talvez eu tenha que repensar os meus valores e a minha visão da sociedade onde vivemos.

Talvez eu deva olhar só para o meu umbigo, para os meus interesses.

O esforço diário que faço para despir o meu ego mais profundo, tentando ser o mais isento possível deverá ser um exercício a rever.

Vou tentar perder os mais sagrados princípios, valores, moral, ética, isenção e objectividade que regem o meu dia-a-dia em prol do meu bem-estar.

Uma vénia às ovelhas e aos reis com olho em terra de cegos.

P.S : Não voltarei a incomodar este ilustre blog.