sábado, agosto 16, 2008

A Supertaça mais algarvia...



No Estádio do Algarve, o Sporting derrotou FC Porto e o algarvio João Moutinho elevou aos céus a 7ª Supertaça Cândido de Oliveira...

3 comentários:

OBSERVADOR disse...

Djaló deu fogo a um Sporting mais seguro

in Diário de Notícias, 2008.08.17, por Manuel Queiroz

Sporting começa bem a época, ganhando mais uma Supertaça ao FC Porto. Leões mostraram uma equipa mais definida, enquanto dragões ainda procuram o melhor onze
O Sporting costuma ganhar as Supertaças ao FC porto e ontem ganhou mais uma. No Estádio do Algarve, longe de estar cheio, dois golos de Yannick Djaló - a fechar a primeira parte e a abrir a segunda - deram a vitória aos leões, justa pelo que o jogo foi globalmente. Lucho falhou um penálti e o FC Porto mostrou algumas fragilidades que já se sabiam.

Num jogo muito intenso - nem sempre bem jogado, como é normal nesta altura -, competitivo, com a bola a correr com rapidez e o Sporting a começar melhor. Paulo Bento apostou em Caneira para a esquerda da defesa e Moutinho a trinco (Grimi e Miguel Veloso no banco), enquanto Jesualdo manteve o seu 4-3-3 com Farias a ponta-de-lança em vez de Mariano, que ficou no Porto, passando Lisandro para a esquerda e com Rodriguez à direita.

Melhor o 4-4-2 do Sporting, mais simples e naturalmente mais forte no meio-campo, onde o FC Porto perdia sistematicamente as segundas bolas. O defeito estava sobretudo em Guarin, que jogava na posição 6, onde ainda não está à vontade - se alguma vez vier a estar. Mas claramente o colombiano tem dificuldades em saber qual é o seu lugar no campo, fez várias faltas escusadas e parecia sempre ou demasiado à frente ou demasiado atrás. E por isso o futebol do Sporting era apesar de tudo mais fluente, muito embora qualquer das equipas falhasse passes fáceis.

Algumas jogadas de perigo, nomeadamente em livres de Rochemback, um dos quais, a mais de 25 metros da baliza, passou perto do poste de Helton (21). Em cheio no poste acertou Lucho Gonzalez, num remate de fora, sobre a esquerda, a que Rui Patrício não podia chegar (33') e no resto o jogo estava substancialmente equilibrado quando, já sobre o minuto 45', Abel foi pela direita, deu a Romagnoli que fez um passe para dentro da área, a bola desviou em Benitez e foi cair no pé de Yannick que, sozinho, de primeira, rematou sem hipóteses. O Sporting ganhava uma vantagem importante sobre o intervalo como se viu logo depois, porque o 2-0 chegou passado pouco tempo num equívoco da defesa do FC Porto, já que Pedro Emanuel cortou a bola mas depois ficaram três homens a olhar e permitiram a Yannick Djaló fazer o golo.

Com 2-0 o FC Porto já tinha pouco a fazer. Mesmo antes do golo Jesualdo tinha trocado Farias por Hulk mas só tocou no essencial mais tarde, quando tirou Guarin e passou Raul Meireles para trás, com Candeias na direita. O miúdo ganhou logo o penálti, com o cruzamento em que Caneira jogou com a cabeça e depois com o braço, mas Rui Patrício foi melhor que Lucho e defendeu o castigo máximo (70'). O FC Porto entregava-se, voltando a não perceber como se bate o Sporting e mostrando que é preciso tempo para integrar novos jogadores. E que ou Meireles joga a trinco ou vai ser preciso arranjar um.

O Sporting esteve melhor e o jogo correu-lhe melhor, também. Tem uma vantagem: é que não precisa de integrar jogadores - os novos de ontem (Caneira e Rochemback) já conheciam a casa. E isso nota-se muito nesta altura. E tem ainda outra: Paulo Bento tem jogadores para todos os lugares o que não acontece no FC Porto.|

OBSERVADOR disse...

Djaló e Patrício, heróis imprevistos

in Público.pt, 17.08.2008, por Bruno Prata

Djaló foi ao Algarve vestir o fato de herói e marcar os dois golos com que o Sporting bateu o FC Porto e venceu a XXX edição da Supertaça Cândido Oliveira.

Um triunfo inteiramente justo e em que a equipa leonina (sétimo triunfo em outras tantas presenças) e também o treinador Paulo Bento confirmaram a sua apetência para as competições que se decidem em finais. Ao invés, o FC Porto e Jesualdo Ferreira confirmaram que não se dão bem em provas a eliminar, principalmente quando o adversário veste de verde e branco, um enguiço que já dura desde 2000.

A primeira parte teve muita parra e pouca uva, futebolisticamente falando, isto descontando, claro, o golo de Djaló, marcado praticamente na última jogada. Até aí, o confronto entre o campeão e o vencedor da Taça de Portugal foi claramente um jogo de início de época, muito intenso por vezes, mas quase sempre pouco fiável. E quem mais se distinguiu no capítulo das asneiras foi o FC Porto, ficando cada vez mais a ideia de que Guarín tem um potencial interessante, mas está longe ainda de ter a consistência suficiente para jogar na posição 6 e fazer esquecer Paulo Assunção.

Relativamente ao jogo com a Sampdória, o Sporting limitou-se a trocar o defesa-esquerdo Grimi por Caneira, que vai mesmo ser pau para toda a obra nesta equipa. João Moutinho ficou no vértice mais recuado do losango, enquanto Romagnoli se mantinha na outra extremidade. Por seu lado, o FC Porto só não apresentou a equipa mais óbvia porque uma indisposição gástrica deixou Mariano no Porto, entrando para o seu lugar Farias. Nada de surpreendente, a não ser talvez o facto de isso ter obrigado Lisandro a regressar às alas.

Mesmo que seja verdade que as duas equipas têm os seus sistemas tácticos e as suas ideias definidas e estabilizadas e que boa parte dos jogadores portistas sabe hoje de cor e salteado o que exige Jesualdo Ferreira, a versão 2008/09 do FC Porto apresentou quatro caras novas de início. Ao invés, Caneira e Rochemback foram as únicas novidades no Sporting - e até já conhecem os cantos à casa. A inconsistência dos campeões nacionais foi nítida para quem esteve atento às indicações do seu treinador, que cedo saltou do banco a reclamar para que Lisandro fizesse trajectórias de fora para dentro e, logo depois, mandou que Raul Meireles e Lucho trocassem de lados.

Mesmo assim, o Sporting precisou de 18 minutos para criar perigo pela primeira vez, num livre de Rochemback em que a bola saiu aos ziguezagues e perto do alvo. Dez minutos depois foi a vez de Djaló não aproveitar um contra-ataque, seguindo-se uma cabeçada de Derlei, na sequência de um canto. O Sporting tinha um ligeiro domínio e tirava partido da superior qualidade de circulação, fruto do poder de escrutínio de Moutinho e das acelerações de Izmailov. Os portistas só se mostraram aos 35', quando o remate de fora da área de Lucho fez a bola esbarrar no poste.

Curiosamente, foi nesta fase, em que o FC Porto já se tinha recomposto e até ganho algum ascendente, que o Sporting se colocou em vantagem. A um minuto do intervalo, Romagnoli centrou da direita e a bola foi desviada por Benitez para uma zona em que Pedro Emanuel ficou sem saber se devia marcar Derlei ou Djaló, acabando este por rematar para o fundo da baliza. Um erro de marcação que saiu caro ao FC Porto.

A segunda parte começou praticamente com um remate de Derlei às malhas laterais. O jogo estava mais vivo, Derlei e Lisandro (boa defesa de Patrício) desperdiçaram boas situações e o FC Porto trocou o inexistente Farias por Hulk. Mas ainda o "homem verde" tentava perceber para que lado corria o vento algarvio e já Djaló tinha marcado o seu segundo golo, aproveitando um duplo disparate de Sapuranu.

Começou então o festival de Rui Patrício, exímio a defender uma meia-distância de Meireles. Paulo Bento trocou o intermitente Romagnoli por Miguel Veloso, que entrou para trinco, subindo Moutinho para dez. Jesualdo respondeu com o risco total. Saiu Guarin (Meireles recuou) e entrou Candeias, passando o FC Porto a atacar com quatro homens. O problema é que Quaresma continuava no Porto a ver o jogo pela televisão, enquanto aguarda a correspondência de Milão...

O jogo podia ter mudado um pouco de cariz aos 75', quando um braço de Caneira desviou um centro de Candeias. Mas Lucho marcou o penálti ao alcance de Rui Patrício, o segundo herói imprevisto da noite.

OBSERVADOR disse...

Afinal, nada mudou

in Correio da Manhã, 2008.08.16, por Luís Sobral, Nuno Miguel Simas, Mário Pereira e David Barata

Como na época passada, o Sporting entrou a temporada a ganhar a Supertaça. Em Leiria, um pontapé de Izmailov decidiu. Desta vez foi Yannick a resolver. Além dos golos, os leões acrescentaram uma excelente exibição na noite em que Paulo Bento voltou a roubar uma taça a Jesualdo Ferreira.




A época dificilmente poderia ter encontrado melhor início. Ao fim de 45 minutos não havia dúvidas: FC Porto e Sporting estavam mesmo prontos para começar e ambos perto do nível do ano anterior.

Um pouco melhor a equipa de Paulo Bento, ainda assim. Os primeiros dez minutos pertenceram-lhe por inteiro. Com uma unidade a mais (os defesas portistas pouco móveis, para apenas dois adversários) no meio-campo, os leões dominavam, tinham bola e aproveitavam para desequilibrar o campeão. O FC Porto demorou a reagir. Fê-lo por Lucho, com o argentino a enviar uma bola ao poste, num remate de fora da área. Antes, Rochemback criara problemas a Helton.

O jogo estava excelente, com lances rápidos e vontade de chegar à baliza. Do lado do FC Porto, Lucho muito bem. Mas a defesa dava sinais de intranquilidade, convivendo mal com o ritmo intenso de Djaló e Derlei. E foi por aí que o primeiro golo chegou. Abel desequilibrou pela direita, Guarín foi dobrar à esquerda, Bruno Alves saiu fora da grande área, sobraram os dois avançados do Sporting para Sapunaru. Golo!

A segunda parte manteve o ritmo. O Sporting voltou forte e Djaló podia ter aproveitado uma falha da defesa do FC Porto para fazer o segundo. Não foi ali, aconteceu logo depois. Djaló ia mesmo ser o homem da noite.

A perder por 2-0, o campeão nunca deu sinais de conseguir entrar no jogo. Mal organizado, deficiente a defender, insuficiente na frente, onde se notou a ausência de Ricardo Quaresma. Sem a força de Rodríguez e a energia de Lisandro, sobrava Lucho. Com Hulk , Jesualdo ganhou mais um individualista. Com Candeias encontrou um ténue rasgo de luz. E foi precisamente o jovem extremo que cruzou para o braço de Caneira. Penálti de Lucho, defesa de Rui Patrício.

A Supertaça encontrou dono ali. E muito bem.

ANÁLISE

POSITIVO: MUITO EQUILIBRADO

Izmailov foi fundamental no equilíbrio que o Sporting manteve, quase sempre, ao longo dos 90 minutos. Mas houve muita gente bem na equipa de Paulo bento, que pensou sempre em termos colectivos.

NEGATIVO: MÁ ORGANIZAÇÃO

Poucas vezes se viu um FC Porto assim, tantas vezes perdido e mal posicionado. Defendeu mal, no meio-campo foi infeliz e manteve-se demasiado tempo em inferioridade, por ineficiência dos laterais.

ARBITRAGEM: MUITA CONVERSA

Carlos Xistra falou de mais e nem sempre isso foi compreendido pelos jogadores, o que se percebe. O critério foi às vezes estranho, mas no final saiu sem erros graves. Bem o auxiliar no penálti.

FRENTE A FRENTE

LUCHO

13 m. Polga escorrega, Lucho aproveita, progride e, já dentro da área, não consegue servir Farías, devido a intervenção de Tonel.

15 m. Faz passe milimétrico para Farías, que, pouco lesto, se deixou desarmar por Caneira.

33 m. Recebe um passe de Lisandro e, de fora da área, desfere um remate fortíssimo ao poste esquerdo da baliza de Rui Patrício.

43 m. Ganha a bola à entrada da área e pica para Lisandro, mas Rui Patrício antecipa-se.

54 m. Dentro da área, recebe com o peito um passe de Meireles e amortiza para Lisandro, que rematou à figura de Rui Patrício.

73 m. É escolhido para marcar um penálti, ao ser assinalado um por mão de Caneira. O remate saiu denunciado e Rui Patrício defendeu.

Passes certos: 14

Passes errados: 5

Recuperações: 2

Faltas sofridas: 0

Faltas cometidas: 1

Remates: 2

Assistências: 2

Golos: 0

ROCHEMBACK

5 m. Marca um livre na esquerda, a bola sai com muito efeito, mas ao lado.

19 m. Marca um livre directo e leva a bola a sair ligeiramente ao lado da baliza esquerda de Helton.

30 m. Cobra um livre para a área, Pedro Emanuel joga pela seguro e, apesar de estar sozinho, corta para canto.

41 m. À entrada da área, levanta a bola e isola Romagnoli, mas o árbitro assinala deslocação ao argentino.

58 m. Comete uma falta muito feia sobre Lucho González, que ficou a queixar-se no relvado, mas o árbitro nada assinala.

73 m. Num lance puro de contra-ataque, fez um longo sprint pelo corredor direito. Conseguiu chegar à bola, mas a pronta intervenção de Pedro Emanuel impediu-o de colocar a bola na área.

Passes certos: 8

Passes errados: 3

Recuperações: 2

Faltas sofridas: 1

Faltas cometidas: 0

Remates: 4

Assistências: 4

Golos: 0

SPORTING FUNCIONOU BEM: SUPER-YANNICK FEZ CARETAS AO DRAGÃO

Yannick Djaló – Rápido e agitador no ataque, foi capaz de trocar as voltas aos defesas e acabou por ser o herói da partida ao bisar. Decisivo.

Rui Patrício – Enorme. Defendeu uma grande penalidade de Lucho e remates com selo de golo de Lisandro e Raul Meireles. Antes, teve sorte num tiro ao poste de Lucho. Mereceu-a.

Abel – Cumpriu sem impressionar. Rodriguez causou-lhe problemas.

Tonel – Muito bravo a defender, resolveu sempre bem os problemas.

Polga – Teve uma escorregadela que podia ter custado caro e viu um amarelo logo no início. Seguro daí em diante.

Caneira – O lateral-esquerdo teve dificuldades e de mão desnecessária resultou a grande penalidade falhada por Lucho. Sofreu com Candeias.

J. Moutinho – Subiu com o tempo e acabou em bom plano, distribuindo bem o jogo. Boa actuação do capitão.

Rochemback – No centro do terreno, teve passes de arregalar a vista e num dos livres à Roca quase marcava. Correu o campo todo.

Romagnoli – É dele a abertura, com carambola, para o espaço livre de onde Djaló marcou.

Izmailov – Magnífico. Bons centros, muito trabalho de equipa. Desenhou o lance do segundo golo. O FC Porto inspira-o.

Derlei – Tirou Bruno Alves do sério, obrigou-o a errar e foi muito martirizado com faltas. Quase ia marcando.

Miguel Veloso – Entrou para reforçar o meio-campo e teve um remate perigoso.

Postiga – Para fazer a festa.

Pereirinha – Igual.

FC PORTO: MEIRELES APARECEU TARDE

Raul Meireles - Discreto na primeira parte, cresceu na segunda, quando pegou no jogo e empurrou o Porto para os seus melhores 20 minutos.

Helton – Desprotegido nos golos. Mais vítima do que réu.

Sapunaru – Dois disparates no lance do segundo golo do Sporting. Não convenceu.

Pedro Emanuel – Voz de comando na defesa e jogador mais consistente do sector.

Bruno Alves – Mais erros do que o habitual.

Benítez – Fraco. Começou menos mal mas desceu a pique, pelo tempo fora.

Guarín – Lento no passe e pouco interveniente no jogo. Nenhum rasgo, apenas dois esboços de remate.

Lucho González – Um remate ao poste e a melhor prestação da equipa, até estragar tudo com o penálti falhado.

Rodriguez – O mais intencional na primeira parte, mas no segundo tempo desapareceu.

Lisandro – Desviado à esquerda, ficou na penumbra enquanto por lá andou. A fazer lembrar os seus primeiros tempos no FC Porto.

Farías – Um fiasco total. Pior jogador em campo.

Hulk – Poderoso. Fez bem melhor do que Farías.

Candeias – Uma luzinha na forma de um bom cruzamento.

'VITÓRIA É JUSTA E MERECIDA' (Paulo Bento)

Penso que é uma vitória justa e merecida apesar de reconhecer que a vantagem mínima assentava melhor ao que se passou durante os noventa minutos'. As palavras são de Paulo Bento, após a vitória (0-2) de ontem frente ao FC Porto, que garantiu a sétima Supertaça da história do clube, elogiando o ritmo que a sua equipa impôs ao longo dos noventa minutos. 'Tenho de realçar a grande qualidade organizacional da equipa e a enorme intensidade que colocou em campo nesta fase da temporada', admitiu.

Conquistado que estava o quarto troféu da sua carreira (duas Taça de Portugal e duas Supertaças), Paulo Bento destacou ainda o desempenho de Yannick Djaló, autor dos dois golos da final. 'Está num bom momento, muito confiante, mas o mérito foi de toda a equipa', confessando que esta pode não ser a equipa que irá começar a Liga, frente ao Trofense, no sábado. 'Não sei se serão estes... vamos ver', concluiu.

NOTAS

RUI PATRÍCIO: 'SENSAÇÃO ÚNICA'

Oguarda-redes Rui Patrício foi um dos heróis da Supertaça. 'Levantar o troféu é uma sensação boa, única', afirmou o jogador leonino, que defendeu um penálti marcado por Lucho González.

COR: VERDE PREDOMINANTE

O verde foi a cor maioritária nas bancadas do Estádio Algarve, entre os 23 609 espectadores que assistiram à Supertaça. As bancadas Este e Oeste desequilibraram a favor dos leões.

INSULTOS: DRAGÕES E ÁGUIAS

Adeptos do FC Porto e do Benfica que se encontraram junto à praia dos Pescadores, em Albufeira, trocaram insultos e só a intervenção da GNRevitou confrontos entre dragões e águias.

LIEDSON: 'TRIUNFO JUSTO'

'Foi um justo triunfo. O resultado é excelente e a equipa está de parabéns', afirmou Liedson, que não jogou por estar a recuperar de uma lesão. 'Yannick merece tudo', acrescentou.

PEDRO EMANUEL: 'FALTOU MARCAR'

'Viemos para ganhar, mas o Sporting foi mais feliz na concretização. Penso que dignificámos a camisola. Só nos faltou marcar', afirmou o central e capitão do FC Porto, Pedro Emanuel.

MOUTINHO: 'SAIR É UM SONHO'

'Continuo a ter o sonho de jogar no estrangeiro. Vamos ver se isso sucede um dia. Mas estou de alma e coração no Sporting', afirmou João Moutinho que tinha cartazes de apoio no estádio.

PAULO BENTO: 'PAPA TAÇAS'

Nas três épocas como treinador do Sporting, Paulo Bento já ganhou duas Taças de Portugal e duas Supertaças. Só perdeu a Taça da Liga (2007), nos penáltis (3-2), diante do V. Setúbal.

POLGA: 'TRABALHÁMOS BEM'

'O Sporting trabalhou para ganhar este troféu. A equipa tem sido muito feliz e espero que durante o campeonato possa manter a regularidade. A minha renovação é mais um prémio', disse Polga.

FICHA DO JOGO

Supertaça – 16/08/08

Estádio Algarve – Assistência: 23 609

FC PORTO: Helton, Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Benítez, Guarín (Candeias, 70m), Raul Meireles, Lucho González, Lisandro, Rodriguez e Farías (Hulk, 56m). Treinador: Jesualdo Ferreira.

SPORTING: Rui Patrício, Abel, Tonel, Polga, Caneira, João Moutinho, Rochemback, Izmailov, Romagnoli (Miguel Veloso, 68m), Derlei (Postiga, 82m) e Yannick Djaló (Pereirinha, 90m). Treinador: Paulo Bento.

Golos: 0-1 Yannick Djaló (45m); 0-2 Yannick Djaló (57m)

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

Disciplina: Cartões amarelos - Polga (10m, Benítez (29m), Caneira (71m), Lucho (91m), Veloso (94m) e Rodriguez (94m)

Classificação do jogo: 7