terça-feira, fevereiro 05, 2008

Será agora?!



Liderado pela Entreposto Imobiliária, o Convento das Bernardas irá transformar-se num condomínio privado de elevada qualidade, com capacidade para 39 apartamentos...

Este projecto vai pressupor um investimento de cerca de 1.300.000 euros, sendo Eduardo Souto Moura o arquitecto responsável. Autor do Estádio Municipal de Braga, entre outros projectos galardoados com vários prémios, é uma referência entre os arquitectos portugueses, sendo da sua geração aquele que alcançou maior projecção internacional...

Depois de vários falsos arranques (Sempre em vésperas de eleições autárquicas, note-se!), só perguntamos se será agora?! Gostávamos que assim fosse...

4 comentários:

Anónimo disse...

Caro José Graça.
Acusar executivos de lançarem obras públicas em períodos pré eleitorais, ainda se pode aceitar. Agora insinuar que o mesmo se passa com investimentos privados !!podem os executivos defenir interesses e prioridades aos privados? Tenho sérias dúvidas.
Um abraço. RH

JG. disse...

Ninguém fala dos condicionamentos impostos aos privados que acabam por levar a viabilização dos seus investimentos até determinadas ocasiões. Simplesmente, todos sabemos do aproveitamento político efectuado em 2001 com a versão anterior deste empreendimento, nomeadamente através da divulgação pública das intenções de investimento e da sua publicação no EXPRESSO IMOBILIÁRIO. Depois de algum tempo de aparente abandono, durante o qual tive que intervir por variadas vezes na Assembleia de Freguesia de Santiago para salvaguardar os interesses dos vizinhos, parece que a coisa tomou um rumo novo...
Ainda bem que assim é, só espero é que até 2009 haja mais contenção no aproveitamento político dos... investimentos privados!
Já agora, também penso que nunca será demais pedir para que não se aproveitem igualmente os investimentos públicos do Estado ou que, no mínimo, não se tenha algum pejo em "dar o seu a seu dono!"

OBSERVADOR disse...

Tavira: Convento das Bernardas transforma-se numa “zona habitacional de qualidade”

in REGIÃO SUL, 13:07 segunda-feira, 16 setembro 2002

Um investimento global de 1.881.864,71 euros

O antigo Mosteiro de São Bernardo, também conhecido por Convento das Bernardas, irá transformar-se num condomínio privado de elevada qualidade com a implementação de 39 apartamentos, sendo 1 de tipologia T1, 11 T2, 20 T3 e 7 T4.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, o projecto é da responsabilidade do Arquitecto Nuno Manuel Valente Santos Transmontano de Carvalho e consiste na adaptação de um antigo edifício conventual, degradado e adulterado, numa “zona habitacional de qualidade”.

Revela-nos a autarquia tavirense que a intervenção prevista “poderá contribuir para a dinamização do turismo da região”, na medida em que se reabilita um edifício histórico muito degradado, integrado no centro histórico da cidade e em zona protegida do Parque Natural da Ria Formosa”. O espaço da antiga igreja será reabilitado para fins culturais, podendo este passar a integrar um conjunto de locais visitados no âmbito de itinerários de turismo cultural.

O projecto contempla ainda a demolição de anexos recentes sem interesse histórico arquitectónico, restabelecendo parte da aparência original do antigo edifício e a requalificação do espaço urbano envolvente com novos arranjos paisagísticos.

De modo a salvaguardar todos os possíveis achados, adianta a autarquia que “dever-se-á proceder a uma prospecção arqueológica preventiva, a qual será considerada como uma parte da obra”, garantindo que a intervenção prevista irá, tanto quanto possível, “manter a traça original do imóvel”.

Refere a edilidade tavirense que este imóvel é o “único exemplar da Ordem de Cister no Algarve. Foi mandado construir pelo rei D. Manuel, em 1509, que depois o entregou ao Bispo de Silves, D. Fernão Coutinho que o concluiu e entregou às monjas em 1530”. O Convento foi extinto na década de 60 do século XIX, vendido em hasta pública a um particular, tendo aí sido instalada a Fábrica de Moagem e Massas a Vapor de Tavira, em 1890. Recentemente funcionava ali uma pequena industria de panificação.

Por tudo isto, eis a dificuldade em adoptar esta medida, que passa pelas limitações que decorrem do facto do edifício se encontrar bastante degradado e adulterado na sequência de várias vicissitudes históricas (sismos, alteração de usos, etc.) e atendendo ao facto de se tratar de um imóvel histórico, com valor patrimonial em vias de classificação.

O referido projecto para além de preservar a memória do local, assegura a Câmara Municipal que “irá acrescentar condições de habitabilidade tais, que proporcionará um conjunto homogéneo e de referência à cidade” de Tavira.

O início da obra está previsto para 2003, e representará um investimento global de 1.881.864,71 euros.

JG. disse...

Pois, pois...

Se procurarem bem encontram mais duas ou três peças destas espalhadas pela imprensa regional e nacional. Enfim!