sexta-feira, julho 21, 2006

Não há duas sem três...


A edição do Barlavento desta semana junta mais dois elementos fortíssimos às pretensões dos adeptos da regionalização e do desenvolvimento institucional do Algarve...

A entrevista do secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, e as declarações do senador catalão Lluís Maria de Puig sustentam um processo autónomo e célere em relação ao Algarve e que "é uma perda de tempo não criar já as regiões!"

"O Algarve tem todas as condições para ser uma região-piloto. Já devia ter sido. Se se recordar, a discussão, no final da década de 70 no século passado, ia no sentido de que o Algarve devia ser uma região-piloto" sublinha o membro do Governo, acrescentando que "na primeira revisão constitucional, houve propostas para a existência de regiões-piloto, para que o processo de regionalização pudesse ter pernas para andar."

Na sua opinião "o Algarve tem todas as condições para ser uma região já, porque, efectivamente, não há nenhuma discussão territorial, há uma coincidência de opiniões praticamente entre todos os que pensam na região e há, da parte do Poder Central, uma adequada visão do que deve ser o desenvolvimento do Algarve, para se poder concretizar esta região, mais lenta ou mais rapidamente, mas sempre numa perspectiva de concretização dessa mesma região."

É pena que poucos tenham a coragem de falar assim, de pedir mais celeridade nos
próximos passos deste processo irreversível e prefiram deixar a água correr debaixo das pontes...

Mais adiante, Lluís Maria de Puig acrescenta que "as regiões são um elemento de coesão dos Estados. Quando há conflitos de identidade nalguns Estados, eles podem resolver-se graças à regionalização, à autonomia, que vai permitir um nível de união dentro dos parâmetros da Europa, num sentido positivo e nunca como forma de criar problemas ao Estado. É preciso perceber que a regionalização é fruto da identidade, coesão nacional e das vantagens, porque a Europa tem à sua cabeça as regiões".

Como não há duas sem três, na habitual
crónica de opinião, Hélder Nunes retoma o tema e evidencia que "o povo tem sido enganado quanto aos fins das regiões, que mais não são do que criar coesão nacional, desenvolvimento, progresso, porque, como ele afirma, quem entrou na carruagem nunca quis voltar atrás!"

1 comentário:

Carla disse...

Beijo e bom fim de semana :)