sábado, março 24, 2007

Mais um tostãozinho...


A auditoria temática aos vencimentos e remunerações acessórias dos titulares do orgão de gestão das Empresas Municipais, promovida pelo Tribunal de Contas mostra-nos bem a quem entregamos a gestão da coisa pública...

São
trezentas e vinte páginas elaboradas pela equipa liderada por Sousa Ribeiro, com base em informações das próprias Empresas Municipais e incluindo já o contraditório das Câmaras Municipais, que vão direitinhas para o Presidente da Assembleia da República e para a Presidência do Conselho de Ministros, com conhecimento da Procuradoria-Geral da República. Será que vão haver consequências?!

Segundo o Diár
io de Notícias, "metade dos administradores de empresas municipais receberam, durante 2003 e 2004, vencimentos e despesas de representação que excederam os limites impostos pela Lei", corroborando as conclusões do relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) sobre o mesmo assunto, divulgado em Setembro.

Entre as diversas empresas auditadas, encontra-se a EMARP e a ExpoArade (Portimão) e a InfraQuinta (Loulé). Veja pelos seus olhos...

2 comentários:

Ludovicus Rex disse...

جيد عطلة نهاية الاسبوع

OBSERVADOR disse...

É preciso acabar com o velho "é fartar vilanagem"...

por José Mateus (consultor de comunicação e autor do blogue CLARO), 2007.03.27

Este nosso país é um sítio com muita graça… Tanta que às vezes até dá vontade de chorar ou então mete raiva.

Ele é o ministro que faz um ajuste directo de milhões de euros para uma campanha que assassina uma das pouquíssimas das nossas marcas globais. Ele é o fartar vilanagem em que sem organização, nem regras e nem objectivos se gasta o pouco dinheiro que ainda temos e mais o que não temos… e sem que daí venha qualquer vantagem para o país que somos nós todos. Ele é o regabofe que já entrou nos hábitos desta República mas a que é urgente pôr termo, se quisermos continuar a existir como povo e como nação.

Estou, por exemplo, a lembrar-me do escândalo dos senhores que saem de empresas públicas com chorudas indemnizações de centenas de milhares de euros e são readmitidos semanas depois com ordenados de 6 ou 8 mil euros, iguais ou superiores ao que tinham antes.

Estou também a lembrar-se do caso dos autarcas e gestores de câmaras falidos com ordenados milionários bem superiores ao do próprio Presidente da República, por vezes, quase o dobro!

E o que tem mais graça é que esses milionários estão em câmaras falidas, como a de Lisboa por exemplo. Ou seja, há autarcas e gestores a ganhar à tripa forra em câmaras falidas!

E tem ainda muita graça o facto do presidente da associação nacional dos municípios portugueses, o social-democrata, Fernando Ruas, de Viseu, ter vindo dizer que… “não sabia”! Veja-se bem… o homem não sabia o que se passa por nas câmaras e empresas municipais. Nunca tinha ouvido falar… Tem muita graça. Mas devemos rir ou chorar? Ou ter um ataque de raiva?

Felizmente, que o Tribunal de Contas veio agora dizer que este farrabadó não é possível, nem é legal e que, portanto, tem de acabar.

Mas esperemos que não acabe só. Esperemos que as ilegalidades sejam corrigidas e sancionadas. É claro que a esperar assim o melhor será comprar uma cadeirinha, para poder estar sentado enquanto se espera…

Felizmente ainda que no “top-ten” desses ordenados milionários de autarcas gestores de câmaras falidas não aparece nenhuma câmara do nosso Algarve… Ao menos isso,
felizmente.

Mas é urgente acabar com o velho "é fartar vilanagem"...