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domingo, março 27, 2016

Prometemos, cumprimos!



(Publicado na edição de 27 de março do Algarve Informativo)
 
Depois de mais de quatro anos de completo abandono por parte da Administração Central, apenas minimizada pela intervenção permanente das Autarquias Locais e das instituições de solidariedade social que minimizaram os efeitos trágicos dessa deserção do Estado, o Algarve enfrenta desafios enormes e ninguém pode sentir-se dispensado desta missão de elevado interesse público regional.
 
Este é um tempo novo, é tempo de voltar a colocar as pessoas na primeira linha da intervenção política, é tempo de dar aos cidadãos um papel central no espaço público, de discussão, de partilha de opiniões e de definição de prioridades em questões estratégicas para o nosso futuro comum.
 
Para algumas pessoas poderá parecer desfaçatez, ou até mesmo ofensivo, ver os deputados do Partido Socialista naAssembleia da República votarem ao lado dos membros das bancadas do Bloco deEsquerda ou Partido Comunista Português. Para algumas outras, até poderá parecer qualquer coisa de inacreditável assistir à satisfação dos compromissos eleitorais assumidos com os cidadãos. Habituados à mentira frequente, à “chico-espertice” mais rebuscada ou aos jogos de palavras dos seus representantes, quando não ao silêncio cúmplice com o Governo Central ou ao desaparecimento puro quando se tratam de medidas mais onerosas para a Região, os Algarvios devem esperar agora comportamentos renovados dos deputados apoiantes do Governo atual. Devem esperar e devem exigir essa mudança de atitude!



Aprovada por unanimidade no congresso de Tavira, a moção de orientação estratégica global “Algarve com Rumo” define as prioridades do PS-Algarve para a região e para o partido, mas é e será sempre um documento aberto à participação dos militantes e dos simpatizantes socialistas e dos amantes do Algarve. Subscrita em primeiro lugar pelo presidente reeleito dos socialistas algarvios, António Eusébio, foi elaborada com a mesma metodologia que havia estado na origem da proposta de programa eleitoral regional apresentada e discutida em Portimão na convenção regional “Afirmar o Algarve”, incluindo as principais bandeiras sufragadas nas legislativas de outubro de 2015.


Para defender os interesses do Algarve todos somos poucos, principalmente quando os constrangimentos financeiros do Estado são enormes e os compromissos internacionais extremamente exigentes. Porém, todos sabemos que o Algarve é um contribuinte líquido da Fazenda Pública, concorrendo de forma substancial para o equilíbrio da balança de pagamentos, apesar das medidas fiscais que nos últimos anos oneraram especialmente a economia regional, seja pelo aumento do IVA na restauração e na hotelaria, seja pela introdução de portagens na Via do Infante, agravando especialmente a mobilidade na região e dificultando o acesso dos turistas espanhóis…


Por tudo isto, podem saber os nossos representantes na Assembleia da República que contam com o total apoio dos Algarvios no trabalho desenvolvido para fazer valer as bandeiras eleitorais, seja na procura incessante de melhoria dos serviços públicos, seja no combate permanente pela beneficiação das condições de mobilidade na região, seja na criação de emprego digno e estável, seja na necessária revisão do modelo económico regional, seja no combate permanente contra as assimetrias entre o litoral e o interior…


Apesar de não ser uma zona do interior mais desfavorecido do País, o Algarve não se resume ao glamour de Albufeira, da Praia da Rocha ou de Vilamoura e a construção de infraestruturas públicas dimensionadas para acolher milhões de veraneantes tornou-se um fardo pesado para as autarquias locais da região, levando-as a descurar muitas vezes as zonas mais afastadas das respetivas áreas sem que se verifique uma verdadeira solidariedade territorial.


Cada vez mais, o Algarve carece de um olhar global e de um projeto regional, superior á soma das ambições e dos interesses dos dezasseis municípios e das sessenta e quatro freguesias. Estamos a começar bem, ultrapassando diferenças meramente conjunturais e colocando os objetivos estruturais acima das limitações partidárias!

domingo, março 20, 2016

Dar um rumo ao Algarve



(Publicado na edição de 20 de março do
Algarve Informativo)


Quatro anos atrás, os socialistas algarvios batiam no fundo, em pouco tempo passavam de seis para dois deputados na Assembleia da República e a presença no poder local estava nos valores mais baixos de sempre, com apenas sete presidências de câmara, muito longe da hegemonia de 1976 ou dos tempos de liderança e afirmação da AMAL - Associação de Municípios do Algarve.

O processo eleitoral interno da primavera de 2012 foi o arranque de caminhada que ainda está longe do seu termo. Sob a presidência de António Eusébio, um jovem autarca com provas dadas no tecido empresarial, na universidade e em São Brás de Alportel, os socialistas algarvios juntaram-se para afirmar a região, vencendo todas as eleições gerais e autárquicas desde então, duplicando a sua representatividade no Parlamento e voltando a liderar a maioria das câmaras e das assembleias dos dezasseis Municípios e liderando a Comunidade Intermunicipal do Algarve, herdeira do acrónimo AMAL, mas ainda com muito caminho para trilhar…
Nas eleições legislativas de outubro de 2015, os algarvios voltaram a confiar no Partido Socialista, reafirmando o sentido de voto dado em 2013 nas autárquicas ou em 2014 na europeias. Se a nível nacional, este é um tempo de confiança, no Algarve os socialistas não podem defraudar. Vou mais longe, como é que alguém que devolveu a esperança aos Algarvios, pode recursar a missão principal que é dar um rumo ao Algarve?!

Num documento tornado público recentemente, pode ler-se que “existe um espaço institucional de representação, afirmação e dinamização da região que está neste momento vazio e que todos unanimemente percecionam como suscetível de ser ocupado por uma AMAL renovada”. E será que aquilo que se pensa sobre uma organização é passível de ser alargado a toda uma região?!

Depois de mais de quatro anos de completo abandono, o Algarve enfrenta desafios enormes e ninguém pode sentir-se dispensado desta missão. Este é um tempo novo, de voltar a colocar as pessoas na primeira linha da intervenção política, de dar aos cidadãos um papel central no espaço público, de discussão, de partilha de opiniões e de definição de prioridades em questões muito importantes para o nosso futuro comum.
Do reino à região, o Algarve afirmou-se como um destino turístico de importância mundial, que vem granjeando prémios e galardões que sublinham a sua excelência como território de eleição, distinguem o empenhamento e o profissionalismo de tantos quantos criaram e suportam esta realidade e colocam um repto permanente aos decisores e líderes políticos para manter e elevar o nível dos serviços prestados e alargar às populações os benefícios da atividade económica predominante e das infraestruturas públicas associadas.

Nos tempos conturbados que atravessamos, os socialistas algarvios tem o dever de contrariar a forma como os cidadãos encaram a atividade política, de curto alcance, mera tática oportunista e repetitiva e cujo rumo que apenas se altera ao sabor das conveniências e dos calendários eleitorais.
Ao voto de confiança das populações, devem responder com uma atitude inteligente de serviço público, de cumprimento integral dos compromissos assumidos e de procura permanente de soluções de futuro, sempre de forma próxima e partilhada com os movimentos de cidadania.

O dinamismo da sociedade do conhecimento coloca uma exigência de renovação que ultrapassa em muito a resignação como enfrentámos a realidade regional nestes quatro anos. Mais do que nunca, este é um tempo de reflexão, de envolvimento dos cidadãos e de partilha de saber e de boas práticas. Hoje, com responsabilidade e pluralismo, todos podemos ser protagonistas da mudança e contribuir para dar um rumo ao Algarve!

sábado, março 19, 2016

Algarve com rumo

 
Tendo integrado o Secretariado Regional desde a sua eleição como Presidente da Federação Regional do Algarve do Partido Socialista, em 2012, António Eusébio honrou-me com o convite para efetuar a apresentação da moção de orientação estratégica global ALGARVE COM RUMO, que regerá a atuação no próximo mandato dos órgãos regionais, no XVI Congresso do PS-Algarve, que decorreu no último sábado em Tavira.
Ultrapassando a atuação interna de um partido político, entendo-a como um contributo sério para o desenvolvimento de uma nova atitude dos Algarvios perante a sociedade e o mundo que nos rodeia, desafiando acima de tudo e responsabilizando acima de todos aqueles que detém intervenção cívica regular e responsabilidades públicas ativas, pelo que partilho convosco a intervenção abriu a sessão da tarde do Congresso:
"Já refletimos nesta sala sobre o contexto político nacional e regional que enquadra o nosso congresso, já avaliámos a nossa intervenção política no passado recente e falámos da caminhada que juntos desenvolvemos nestes quatro anos para afirmar o Algarve.
Agora é o tempo de discutir as melhores propostas.
Agora é o tempo de refletir sobre os próximos passos.
Agora é o tempo de preparar as próximas vitórias!
O processo eleitoral interno da primavera de 2012 foi o arranque de caminhada que ainda está longe do seu termo.
Nas Legislativas de outubro de 2015, os Algarvios voltaram a confiar no Partido Socialista, reafirmando o sentido de voto dado em 2013 nas Autárquicas ou em 2014 nas Europeias.
Se a nível nacional, este é um tempo de confiança, no Algarve os socialistas não podem defraudar. Vou mais longe, como é que alguém que devolveu a esperança aos Algarvios, pode recusar a missão principal que é dar um rumo ao Algarve?!
Depois de mais de quatro anos de completo abandono por parte da Administração Central, apenas colmatada pela intervenção permanente das Autarquias Locais e das instituições de solidariedade social que minimizaram os efeitos trágicos dessa deserção do Estado, o Algarve enfrenta desafios enormes e ninguém pode sentir-se dispensado desta missão de elevado interesse público regional.
Este é um tempo novo, é tempo de voltar a colocar as pessoas na primeira linha da intervenção política, é tempo de dar aos cidadãos um papel central no espaço público, de discussão, de partilha de opiniões e de definição de prioridades em questões estratégicas para o nosso futuro comum.
A moção de orientação estratégica global ALGARVE COM RUMO, que tem o nosso camarada António Eusébio como primeiro subscritor, define as prioridades para a região e para o partido, mas é e será sempre um documento aberto à participação dos militantes e dos simpatizantes socialistas e dos amantes do Algarve.
Foi construída com todos e será concretizada com todos.
Em democracia, a participação de todos é fundamental. Foi assim que construímos a proposta de programa eleitoral regional apresentado e discutido em Portimão na convenção regional AFIRMAR O ALGARVE, posteriormente sufragado pelos Algarvios. É assim que queremos construir um ALGARVE COM RUMO!
Motiva-nos um projeto de cariz regional, superior á soma das ambições e dos interesses dos dezasseis municípios e das sessenta e quatro freguesias. Importa agora responder aos anseios do meio milhão de Algarvios e concretizar os compromissos assumidos nas Legislativas de 2015.
Podem saber os nossos representantes na Assembleia da República que contam com o nosso total apoio no trabalho desenvolvido para fazer valer as nossas bandeiras eleitorais, seja na procura incessante de melhoria dos serviços públicos, seja no combate permanente pela beneficiação das condições de mobilidade na região, seja na criação de emprego digno e estável, seja na necessária revisão do modelo económico regional, seja no combate permanente contra as assimetrias entre o litoral e o interior…
Caros Deputados, estaremos sempre convosco e com o Governo de António Costa para dar uma resposta aos Algarvios e concretizar os nossos compromissos eleitorais!
Do reino à região, o Algarve afirmou-se como um destino turístico de importância mundial, que vem granjeando prémios e galardões que sublinham a sua excelência como território de eleição, distinguem o empenhamento e o profissionalismo de tantos quantos criaram e suportam esta realidade e colocam um repto permanente aos decisores e líderes políticos para manter e elevar o nível dos serviços prestados e alargar às populações os benefícios da atividade económica predominante e das infraestruturas públicas associadas.
E aquilo que fazemos bem no setor do turismo, temos que saber fazer melhor nos outros domínios da atividade económica, valorizando os nossos recursos e preservando a nossa herança milenar.
Nesta cidade de Tavira que é a comunidade representativa da distinção maior atribuída internacionalmente ao Algarve, devemos dar o primeiro passo para ultrapassar a dependência excessiva do turismo e diversificar a Economia Regional.
Queremos uma verdadeira reforma do Estado, capacitando e democratizando as estruturas da Administração Central, transformando progressivamente a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve numa verdadeira autarquia regional, responsável pela concretização de políticas de âmbito e interesse regional e passível de ser avaliada e controlada perante as populações.
Prestar contas, em democracia, não é uma coisa que se faça apenas de quatro em quatro anos, faz-se de forma participada e permanente. Já pensaram há quanto tempo não se reúne o Conselho Regional ou qual é o impacto da atuação da Assembleia Intermunicipal?!
Temos que melhorar os nossos hábitos democráticos regionais e para tal é necessária uma verdadeira reforma do Estado que aposte claramente na descentralização de competências e no reforço do controle político dos órgãos regionais. Foi nesta sala que começamos esse trabalho com um Plenário Regional de Autarcas e é desta sala que levaremos essa determinação para o terreno!
Foi também nesta sala que a nossa Secretária-Geral Adjunta lançou um desafio aos dirigentes e militantes socialistas do Algarve.
Os desafios que enfrentamos exigem o nosso empenhamento total na defesa do Governo da República e no reforço da capacidade de intervenção do Partido Socialista na sociedade portuguesa.
Sempre fomos e seremos um partido plural, capaz de unir-se na diferença e de vencer nas dificuldades, valorizando sempre a nossa história e defendendo a nossa carta de princípios. Apenas um partido forte e coeso consegue captar a confiança e manter e esperança das pessoas!
Só assim, vencendo tiques individualistas e tentações de nepotismo, conseguiremos granjear o respeito dos adversários, ganhar peso político junto dos centros de decisão do Partido e autoridade nos órgãos de soberania!
A moção de orientação estratégica regional ALGARVE COM RUMO aponta para uma estratégia de ação articulada com os demais órgãos do Partido, de âmbito nacional e local, com as Mulheres Socialistas e a Juventude Socialista, assente na cooperação permanente e complementar, fundamentais para afirmar o ideário socialista.
No passado, esta estratégia articulada foi essencial na formação de quadros políticos e esse será o caminho a percorrer rumo às Autárquicas de 2017, contribuindo para a captação e formação quadros políticos de excelência.
Contudo, deverá ser a Comissão Política Regional a assumir um papel central na análise e debate das grandes questões, de forma plural e esclarecida, incentivando-se os seus membros a participarem ainda mais na revisitação constante e melhoria contínua do nosso programa político.
Identificados com o projeto político nacional, os próximos anos serão de combate permanente, devendo os órgãos da Federação assumir uma postura assertiva e proactiva, apoiando as estruturas concelhias, dinamizando o debate interno e assegurando a abertura à comunidade.
Porém, o próximo grande desafio do PS-Algarve será a eleição dos órgãos das Autarquias Locais em 2017 e a preparação do mandato 2017-2021. Será o tempo de concluir grandes projetos em curso e de preparar o próximo ciclo de fundos da União Europeia!
Hoje, os nossos autarcas beneficiam da confiança maioritária dos munícipes e dos fregueses. Queremos continuar a merecer a confiança dos Algarvios para liderar os processos de reforma da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e de reforço da capacidade institucional da Comunidade Intermunicipal do Algarve.
Neste contexto, o PS-Algarve promoverá uma maior abertura à sociedade civil, e com particular destaque para uma maior presença de jovens e de mulheres nas futuras candidaturas autárquicas, tornando-as mais abrangentes e representativas.
Nos tempos conturbados que atravessamos, devemos contrariar a forma como os cidadãos encaram a atividade política, classificando-se de curto alcance, mera tática oportunista e repetitiva e cujo rumo apenas se altera ao sabor das conveniências e dos calendários eleitorais.
Devemos vencer o desânimo e a desconfiança!
Ao voto de confiança que os Algarvios têm depositado no PS, devemos responder com uma atitude inteligente de serviço público, de cumprimento integral dos compromissos assumidos e de procura incessante de soluções de futuro, sempre de forma próxima e partilhada com os movimentos de cidadania.
O dinamismo da sociedade do conhecimento coloca-nos uma exigência permanente de renovação que ultrapassa em muito a resignação que caraterizou os responsáveis da administração desconcentrada do Estado nestes quatro anos no Algarve.
Nunca souberam escutar os sinais que vinham da sociedade civil, encarando resignadamente como uma fatalidade a degradação progressiva do Estado de Bem-Estar e o desmantelamento dos serviços públicos nos domínios da educação, da saúde ou da solidariedade social.
Mais do que nunca, este é um tempo de reflexão, de envolvimento dos cidadãos e de partilha de saber e de boas práticas. Hoje, com responsabilidade e pluralismo, todos podemos ser protagonistas da mudança e contribuir ativamente para construir um ALGARVE COM RUMO!"