(Publicado na edição de 17 de Março de 2005 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Os primeiros dias do novo Governo foram marcados pela necessidade de gerir com rigor os dinheiros públicos e pela possibilidade de aumento dos impostos.
A gestão dos recursos financeiros que cada cidadão partilha com o Estado para a promoção do bem comum deve ser uma preocupação de todos nós. Na tomada de posse, José Sócrates prometeu-nos rigor, transparência e verdade no domínio das contas públicas.
Se pagar os impostos é um dever de cada um, ao Estado compete dar a conhecer a verdadeira situação, sem embustes nem mistificações. Pessoalmente, creio que devemos começar por analisar a nossa atitude individual perante esta problemática.
Se ao Governo cabe simplificar o sistema dos impostos e fiscalizar o seu cumprimento, nós também podemos dar um contributo para limitar os efeitos nefastos da fuga e da evasão fiscal. Basta que cada um de nós exija sempre recibo quando adquire um bem ou paga uma prestação de serviços. Consegue imaginar o efeito deste pequeno gesto quando multiplicado por milhões de cidadãos responsáveis?!
Por outro lado, o processo de constituição da equipa governamental também abre boas expectativas. A própria dimensão e estrutura do Governo, com a redução substancial dos seus membros, a junção de pastas cuja articulação é fundamental e a eliminação de delegações “fantasmas”, espalhadas pelo País numa lógica meramente eleitoralista, são exemplos do indispensável emagrecimento das estruturas da Administração Pública.
A esfera pública é um espaço fundamental para a afirmação do interesse geral e para a coesão nacional. Devemos apostar de forma séria em serviços públicos de qualidade e bem preparados para a execução das suas missões. Em estruturas ligeiras que estejam disponíveis para serem avaliadas permanentemente e para evoluírem ao lado da iniciativa privada.
Contudo, há que eliminar redundâncias e reestruturar profundamente a máquina do Estado. A harmonização das circunscrições administrativas de acordo com as regiões-plano e com a estrutura governamental é urgente. A aplicação de processos de mobilidade, de formação e de avaliação coerente e justa de dirigentes e funcionários é fundamental.
O Estado deve manter áreas-chaves da intervenção pública, mas não deve recear partilhá-las com as autarquias, respeitando o princípio da subsidiariedade e a capacidade de intervenção dos municípios.
A atribuição destas missões fundamentais à segunda figura da Governo e a experiência governativa e autárquica de António Costa são bons sinais. Como diriam os mais velhos, raramente há uma segunda oportunidade para causar uma primeira impressão!
Estados de alma, intervenções e sinais de Tavira, do Algarve e de todo este mundo... e alguns raios de Sol!
quinta-feira, março 17, 2005
terça-feira, março 15, 2005
Uma decisão acertada!
Uma das primeiras medidas do novo Governo foi acabar com a deslocalização injustificada de seis secretarias de Estado. Qualquer pessoa sensata aceita bem que seja dado bom uso ao seu
dinheiro!
Indiferente à situação catastrófica das contas públicas e numa lógica meramente eleitoralista, o Governo de Santana Lopes transferiu seis dos seus membros para diferentes ponto do País, gerando mais despesa e não melhorando de forma alguma o desempenho. Eram, de facto, secretarias de Estado "fantasmas"!
PS - Claro que há uns senhores que ainda não perceberam o sentido de voto dos portugueses no dia 20 de Fevereiro. Como se pode ler aqui ou ali!
dinheiro!
Indiferente à situação catastrófica das contas públicas e numa lógica meramente eleitoralista, o Governo de Santana Lopes transferiu seis dos seus membros para diferentes ponto do País, gerando mais despesa e não melhorando de forma alguma o desempenho. Eram, de facto, secretarias de Estado "fantasmas"!
PS - Claro que há uns senhores que ainda não perceberam o sentido de voto dos portugueses no dia 20 de Fevereiro. Como se pode ler aqui ou ali!
sábado, março 12, 2005
Um tempo novo
José Sócrates sabe bem qual é o seu desafio, o desafio deste Governo. Deixou-o bem expresso na sua primeira intervenção, no acto de posse do 17.º Governo...
"Estar à altura da maioria absoluta que os portugueses" quiseram conferir ao Partido Socialista, responder com responsabilidades aos desafios acrescidos que uma maioria absoluta no Parlamento impõem.
No seu discurso, sem falhas nem achaques, o chefe do Governo fez questão de sublinhar que a maioria absoluta dos socialistas não terá o risco de silenciar as minorias.
"Nenhuma força política, parceiro social ou grupo de cidadãos ficará excluído do processo de decisão. A maioria absoluta que temos é também sinal de exigência para uma maior qualidade da democracia" sublinhou José Sócrates, advertindo ainda que "Este Governo tem a sua agenda. Este Governo vem para cumprir o seu programa". É um tempo novo que se inicia!
É tempo de ultrapassar o conformismo e de vencer as adversidades, é tempo de afirmar as nossas diferenças e de conquistar o sucesso!
"Estar à altura da maioria absoluta que os portugueses" quiseram conferir ao Partido Socialista, responder com responsabilidades aos desafios acrescidos que uma maioria absoluta no Parlamento impõem.
No seu discurso, sem falhas nem achaques, o chefe do Governo fez questão de sublinhar que a maioria absoluta dos socialistas não terá o risco de silenciar as minorias.
"Nenhuma força política, parceiro social ou grupo de cidadãos ficará excluído do processo de decisão. A maioria absoluta que temos é também sinal de exigência para uma maior qualidade da democracia" sublinhou José Sócrates, advertindo ainda que "Este Governo tem a sua agenda. Este Governo vem para cumprir o seu programa". É um tempo novo que se inicia!
É tempo de ultrapassar o conformismo e de vencer as adversidades, é tempo de afirmar as nossas diferenças e de conquistar o sucesso!
quarta-feira, março 09, 2005
Vamos ficar mais pobres...
Esta Terra não é nossa, foi-nos emprestada pelos nossos antepassados e pertence aos nossos herdeiros...
Inconscientemente, todos os dias estamos a delapidar um património que é único, estamos a prejudicar a nossa qualidade de vida e a contribuir para agravar problemas que são de todos...
Infelizmente, por vezes há notícias destas. E você, não se importa de ficar mais pobre?!
Inconscientemente, todos os dias estamos a delapidar um património que é único, estamos a prejudicar a nossa qualidade de vida e a contribuir para agravar problemas que são de todos...
Infelizmente, por vezes há notícias destas. E você, não se importa de ficar mais pobre?!
terça-feira, março 08, 2005
Veto de gaveta!
Feito em Setembro de 2001, na sequência de um pedido expresso de José Sócrates, o programa nacional para o uso eficiente da água previa uma optimização da utilização da água que todos os portugueses consomem.
Enviado para a tutela para que pudesse ser implementado, durante os governos do PSD foi esquecido. Agora está a ser reestruturado para que o próximo executivo possa aplicá-lo através de uma resolução do Conselho de Ministros. Claro, só se lembram de Santa Bárbara...
Enviado para a tutela para que pudesse ser implementado, durante os governos do PSD foi esquecido. Agora está a ser reestruturado para que o próximo executivo possa aplicá-lo através de uma resolução do Conselho de Ministros. Claro, só se lembram de Santa Bárbara...
sábado, março 05, 2005
A blogosfera no Governo...
Enquanto não se conhecem os restantes membros do Governo, aproveitamos para dar a conhecer o poiso habitual do indigitado ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (ufa, não podia ser só do Equipamento Social?!)...
Para além da colaboração regular no Puxa Palavra, Mário Lino, também costuma partilhar connosco as suas intervenções na imprensa no Alforge. Visitas recomendadas!
Para além da colaboração regular no Puxa Palavra, Mário Lino, também costuma partilhar connosco as suas intervenções na imprensa no Alforge. Visitas recomendadas!
quinta-feira, março 03, 2005
Governar para todos
(Publicado na edição de 3 de Março de 2005 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Nas eleições de 20 de Fevereiro, os portugueses escolheram a mudança e quiseram acreditar que é possível ter um rumo. Sem excepções, os partidos da esquerda do espectro político cresceram e os da direita foram penalizados nas urnas. Há que meditar sobre isto…
Procurando desculpas, umas mais esfarrapadas do que outras, a maioria dos analistas e dirigentes afectos ao bloco governamental optaram por classificar os resultados eleitorais como de rejeição dos sacrifícios e das dificuldades dos últimos três. Pura ilusão!
Sem excluir essa possibilidade, para ser honesto não posso deixar de sublinhar que as propostas dos partidos da esquerda e a vontade de mudar foram determinantes para congregar a torrente de votos que deu a maioria absoluta ao Partido Socialista.
Sem iludir ninguém sobre as dificuldades que se avizinham nem prometendo um paraíso impossível, José Sócrates foi cirúrgico nas suas intervenções e definiu prioridades que foram ao encontro das necessidades dos portugueses. Vai ser Primeiro-Ministro enquanto mantiver esta determinação e souber motivar os portugueses para as grandes causas nacionais!
Já escrevemos aqui que Portugal precisa de uma classe política mais competente e de renovar os seus protagonistas. Esperamos que o próximo Governo tenha uma dimensão adequada à crise que devemos enfrentar, a estrutura certa para um combate sem tréguas contra a burocracia e a desmotivação e as pessoas exactas para vencer desafios e cumprir objectivos!
Os portugueses e a nossa economia não suportam mais erros de “casting” nem desperdício de meios e recursos. Os erros mais longínquos e os mais recentes devem ser considerados para não serem repetidos. A confiança na classe política depende do esforço de cada um de nós, mas acima de tudo de um Governo que trabalhe para todos…
Compreendemos que, apesar de entrarmos num novo ciclo político, é difícil mudar radicalmente os maus hábitos adquiridos ao longo de anos. Mas, seria conveniente dar alguns sinais, de garantir o primado do interesse público, dos princípios e dos valores na prática quotidiana. Conquistada a maioria absoluta através da conquista do centro político, o PS não pode desbaratar esta oportunidade histórica esquecendo as causas da esquerda. Seria imperdoável!
Não podemos esquecer os erros, os vícios e as disfuncionalidades que levaram à erosão fatal das maiorias de Cavaco Silva em 1995. Nem agora, nem nos próximos tempos…
Como bem lembrou António Vitorino durante a campanha eleitoral, os próximos tempos vão ser difíceis, há reformas impopulares para executar e os portugueses têm de suportar mais alguns sacrifícios, mas tudo deve ser explicado com rigor e transparência, de forma que cada um possa perceber qual é o seu papel e saiba qual pode ser o seu contributo.
Os primeiros dias já provaram que José Sócrates está empenhado em mostrar as diferenças com o passado recente, não deixando que o processo de composição do elenco governamental seja feito na praça pública e garantindo que a estrutura partidária mantenha elevados níveis de autonomia e de operacionalidade. Para enfrentar com sucesso os próximos desafios, Portugal precisa destes sinais!
Nas eleições de 20 de Fevereiro, os portugueses escolheram a mudança e quiseram acreditar que é possível ter um rumo. Sem excepções, os partidos da esquerda do espectro político cresceram e os da direita foram penalizados nas urnas. Há que meditar sobre isto…
Procurando desculpas, umas mais esfarrapadas do que outras, a maioria dos analistas e dirigentes afectos ao bloco governamental optaram por classificar os resultados eleitorais como de rejeição dos sacrifícios e das dificuldades dos últimos três. Pura ilusão!
Sem excluir essa possibilidade, para ser honesto não posso deixar de sublinhar que as propostas dos partidos da esquerda e a vontade de mudar foram determinantes para congregar a torrente de votos que deu a maioria absoluta ao Partido Socialista.
Sem iludir ninguém sobre as dificuldades que se avizinham nem prometendo um paraíso impossível, José Sócrates foi cirúrgico nas suas intervenções e definiu prioridades que foram ao encontro das necessidades dos portugueses. Vai ser Primeiro-Ministro enquanto mantiver esta determinação e souber motivar os portugueses para as grandes causas nacionais!
Já escrevemos aqui que Portugal precisa de uma classe política mais competente e de renovar os seus protagonistas. Esperamos que o próximo Governo tenha uma dimensão adequada à crise que devemos enfrentar, a estrutura certa para um combate sem tréguas contra a burocracia e a desmotivação e as pessoas exactas para vencer desafios e cumprir objectivos!
Os portugueses e a nossa economia não suportam mais erros de “casting” nem desperdício de meios e recursos. Os erros mais longínquos e os mais recentes devem ser considerados para não serem repetidos. A confiança na classe política depende do esforço de cada um de nós, mas acima de tudo de um Governo que trabalhe para todos…
Compreendemos que, apesar de entrarmos num novo ciclo político, é difícil mudar radicalmente os maus hábitos adquiridos ao longo de anos. Mas, seria conveniente dar alguns sinais, de garantir o primado do interesse público, dos princípios e dos valores na prática quotidiana. Conquistada a maioria absoluta através da conquista do centro político, o PS não pode desbaratar esta oportunidade histórica esquecendo as causas da esquerda. Seria imperdoável!
Não podemos esquecer os erros, os vícios e as disfuncionalidades que levaram à erosão fatal das maiorias de Cavaco Silva em 1995. Nem agora, nem nos próximos tempos…
Como bem lembrou António Vitorino durante a campanha eleitoral, os próximos tempos vão ser difíceis, há reformas impopulares para executar e os portugueses têm de suportar mais alguns sacrifícios, mas tudo deve ser explicado com rigor e transparência, de forma que cada um possa perceber qual é o seu papel e saiba qual pode ser o seu contributo.
Os primeiros dias já provaram que José Sócrates está empenhado em mostrar as diferenças com o passado recente, não deixando que o processo de composição do elenco governamental seja feito na praça pública e garantindo que a estrutura partidária mantenha elevados níveis de autonomia e de operacionalidade. Para enfrentar com sucesso os próximos desafios, Portugal precisa destes sinais!
terça-feira, março 01, 2005
Novidades?! Na net, não faltam...
A multiplicação dos títulos da imprensa regional algarvia é apontada desde há anos como a principal razão para a sua debilidade, dada a reduzida dimensão do mercado regional e a sua incapacidade para captar meios e recursos fora da região, com excepção de algumas honrosas excepções...
A introdução das novas tecnologias e a dimensão dos investimentos não veio corrigir o rumo. Ou seja, perante as críticas reiteradas dos principais "empresários" da imprensa regional algarvia, esperava-se uma congregação de esforços entre profissionais do sector e investidores disponibilizasse um projecto profissional, de qualidade inquestionável e que dignificasse a imagem externa do Algarve!
Assim, ao longo dos últimos dois/três anos, a multiplicação dos títulos repete-se no espaço virtual, com o surgimento de inúmeros canais e portais onde impera a mesma informação oficial que as câmaras municipais, as instituições e serviços públicos, algumas empresas e uma miríade de associações e organizações distribuem. Salvo um ou outro caso, basta ler um, para saber o que está nos outros...
Vem tudo isto a propósito da entrada em serviço dos portais de notícias da Rádio Horizonte Algarve (Algarve Notícias) e da Central de Notícias do Algarve (Observatório do Algarve), que se somam ao Região Sul on-line, ao Canal de Lagos e ao Jornal de Portimão. É só escolher!
A introdução das novas tecnologias e a dimensão dos investimentos não veio corrigir o rumo. Ou seja, perante as críticas reiteradas dos principais "empresários" da imprensa regional algarvia, esperava-se uma congregação de esforços entre profissionais do sector e investidores disponibilizasse um projecto profissional, de qualidade inquestionável e que dignificasse a imagem externa do Algarve!
Assim, ao longo dos últimos dois/três anos, a multiplicação dos títulos repete-se no espaço virtual, com o surgimento de inúmeros canais e portais onde impera a mesma informação oficial que as câmaras municipais, as instituições e serviços públicos, algumas empresas e uma miríade de associações e organizações distribuem. Salvo um ou outro caso, basta ler um, para saber o que está nos outros...
Vem tudo isto a propósito da entrada em serviço dos portais de notícias da Rádio Horizonte Algarve (Algarve Notícias) e da Central de Notícias do Algarve (Observatório do Algarve), que se somam ao Região Sul on-line, ao Canal de Lagos e ao Jornal de Portimão. É só escolher!
A lista secreta!
Ao longo da última semana, perante o silêncio de José Sócrates e da sua entourage mais próxima, muitos têm sido os palpites e os prognósticos lançados sobre a estrutura e a composição do 17.º Governo Constitucional!
No sítio do Expresso, Nicolau Santos elogiou ontem a discrição de José Sócrates e realçou as diferenças com episódios passados. Vinda de quem segue com especial atenção a vida política e o estado de espírito dos nossos empresários, esta análise permite-nos respirar de alívio!
É isso que importa sublinhar nesta fase do processo, Portugal precisa de estabilidade e de muito bom senso e os sinais que têm vindo do Largo do Rato são positivos...
No sítio do Expresso, Nicolau Santos elogiou ontem a discrição de José Sócrates e realçou as diferenças com episódios passados. Vinda de quem segue com especial atenção a vida política e o estado de espírito dos nossos empresários, esta análise permite-nos respirar de alívio!
É isso que importa sublinhar nesta fase do processo, Portugal precisa de estabilidade e de muito bom senso e os sinais que têm vindo do Largo do Rato são positivos...
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Longa noite, longa noite...
Clint Eastwood e "Million Dollar Baby" foram os grandes vencedores da longa noite dos Óscares. Eastwood viu o seu trabalho como realizador recompensado com uma estatueta dourada, o seu filme foi considerado o melhor de 2004 e Hillary Swank venceu a categoria de melhor actriz.
Sublinhe-se a atribuição do Óscar para o melhor filme estrangeiro a "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar, que dedicou o prémio a Ramón Sampedro, cuja história é contada no filme.
O Óscar de melhor actor foi para Jamie Foxx, pelo seu papel em "Ray", um tributo notável à memória de Ray Charles. Para os apreciadores, está aqui a listagem completa dos laureados!
Sublinhe-se a atribuição do Óscar para o melhor filme estrangeiro a "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar, que dedicou o prémio a Ramón Sampedro, cuja história é contada no filme.
O Óscar de melhor actor foi para Jamie Foxx, pelo seu papel em "Ray", um tributo notável à memória de Ray Charles. Para os apreciadores, está aqui a listagem completa dos laureados!
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Fez-se história!
(Publicado na edição de 24 de Fevereiro de 2005 do jornal BARLAVENTO)
Os portugueses acreditaram que tudo pode ser diferente, apostaram na esperança e disseram que querem participar na construção de um Portugal melhor!
Pela primeira vez na história da Democracia, um Governo em funções é alvo de uma acção de despejo com justa causa e um líder passa directamente da oposição para a maioria absoluta. Em apenas seis meses, José Sócrates conquistou o partido e mereceu a confiança do País, transmitindo a motivação que Portugal precisa para vencer dificuldades e ultrapassar a crise!
Com dignidade e sobriedade, José Sócrates explicou as fragilidades e apontou o rumo. Com seriedade e determinação, fixou uma estratégia e estabeleceu prioridades de intervenção. Não tenho qualquer dúvida que entenderá os sinais que o eleitorado transmitiu das urnas, constituindo um Governo com grande qualidade e capacidade de intervenção!
A maioria de esquerda na Assembleia da República confere ao Estado uma responsabilidade especial na dinamização da economia, na redução das assimetrias e do desemprego e na correcção das injustiças sociais.
A qualificação do território, a melhor preparação das pessoas, a coesão social, a inovação do tecido produtivo e a reforma das instituições públicas constituem os grandes desafios.
São agora necessárias políticas de curto prazo que permitam resolver a situação criada nas contas públicas e recuperar a confiança indispensável para assegurar a retoma da economia. De forma combinada, também devem ser adoptadas políticas estruturais que nos coloquem numa trajectória sustentada de crescimento, modernização e progresso.
Os resultados eleitorais no Algarve são um cartão amarelo aos autarcas do PSD, que foram cúmplices com um Governo que foi mau de mais. Irresponsavelmente, já começaram a fazer exigências que silenciaram nos últimos anos, pactuando com um esquecimento da região e uma falta de respeito pelos algarvios, que só pode dever-se à vitória que o PS aqui obteve em 2002. Despudoradamente, participaram na campanha negra contra José Sócrates utilizando meios e recursos públicos das suas autarquias a favor do seu partido. Apesar de agora querem dar a entender que não foi nada com eles, fiquem a saber que o povo não esquece!
Os algarvios merecem mais e esperam do PS propostas de mudança compatíveis com os desafios apresentados por José Sócrates e sufragados pelos portugueses. Há compromissos e objectivos a cumprir que não podem ser esquecidos!
Os princípios e os valores da Esquerda Moderna devem ser alargados aos programas eleitorais das autarquias locais, as equipas devem ser renovadas e incluir mais mulheres e jovens, onde a capacidade e a competência sejam factores imperativos.
Estes resultados conferem ao PS uma responsabilidade extraordinária e não permitem que se desiludam as expectativas dos cidadãos. Na Assembleia da República, nos gabinetes governamentais ou nos serviços públicos, mostra-se agora necessária uma dedicação exemplar e exige-se um empenhamento superior!
Os portugueses acreditaram que tudo pode ser diferente, apostaram na esperança e disseram que querem participar na construção de um Portugal melhor!
Pela primeira vez na história da Democracia, um Governo em funções é alvo de uma acção de despejo com justa causa e um líder passa directamente da oposição para a maioria absoluta. Em apenas seis meses, José Sócrates conquistou o partido e mereceu a confiança do País, transmitindo a motivação que Portugal precisa para vencer dificuldades e ultrapassar a crise!
Com dignidade e sobriedade, José Sócrates explicou as fragilidades e apontou o rumo. Com seriedade e determinação, fixou uma estratégia e estabeleceu prioridades de intervenção. Não tenho qualquer dúvida que entenderá os sinais que o eleitorado transmitiu das urnas, constituindo um Governo com grande qualidade e capacidade de intervenção!
A maioria de esquerda na Assembleia da República confere ao Estado uma responsabilidade especial na dinamização da economia, na redução das assimetrias e do desemprego e na correcção das injustiças sociais.
A qualificação do território, a melhor preparação das pessoas, a coesão social, a inovação do tecido produtivo e a reforma das instituições públicas constituem os grandes desafios.
São agora necessárias políticas de curto prazo que permitam resolver a situação criada nas contas públicas e recuperar a confiança indispensável para assegurar a retoma da economia. De forma combinada, também devem ser adoptadas políticas estruturais que nos coloquem numa trajectória sustentada de crescimento, modernização e progresso.
Os resultados eleitorais no Algarve são um cartão amarelo aos autarcas do PSD, que foram cúmplices com um Governo que foi mau de mais. Irresponsavelmente, já começaram a fazer exigências que silenciaram nos últimos anos, pactuando com um esquecimento da região e uma falta de respeito pelos algarvios, que só pode dever-se à vitória que o PS aqui obteve em 2002. Despudoradamente, participaram na campanha negra contra José Sócrates utilizando meios e recursos públicos das suas autarquias a favor do seu partido. Apesar de agora querem dar a entender que não foi nada com eles, fiquem a saber que o povo não esquece!
Os algarvios merecem mais e esperam do PS propostas de mudança compatíveis com os desafios apresentados por José Sócrates e sufragados pelos portugueses. Há compromissos e objectivos a cumprir que não podem ser esquecidos!
Os princípios e os valores da Esquerda Moderna devem ser alargados aos programas eleitorais das autarquias locais, as equipas devem ser renovadas e incluir mais mulheres e jovens, onde a capacidade e a competência sejam factores imperativos.
Estes resultados conferem ao PS uma responsabilidade extraordinária e não permitem que se desiludam as expectativas dos cidadãos. Na Assembleia da República, nos gabinetes governamentais ou nos serviços públicos, mostra-se agora necessária uma dedicação exemplar e exige-se um empenhamento superior!
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Mudar de vida
(Publicado na edição de Março de 2005 da revista ALGARVE MAIS)
Portugal acreditou e tem uma nova maioria para os próximos quatro anos. Para ultrapassar a crise, precisávamos de estabilidade e apostámos na esperança. Os portugueses deram uma maioria de responsabilidade absoluta a José Sócrates!
No dia 20 de Fevereiro, acabou um ciclo de três anos de desnorte, instabilidade e populismo. Os portugueses optaram por quem falou verdade e não escondeu os sacrifícios que ainda são necessários. A democracia que Abril viu nascer está mais madura, os eleitores disseram não ao autismo e à arrogância. Querem honestidade e responsabilidade, exigem competência e transparência, impõem dignidade e sobriedade!
Esta maioria de confiança atribuiu ao Partido Socialista poder e legitimidade para enfrentar a dura tarefa de governar com serenidade até Outubro de 2009. Permitem-lhe colocar em prática todas as propostas incluídas nas bases programáticas, sem ficar preso a quaisquer interesses corporativos ou posicionamentos conjunturais!
As fragilidades e os problemas foram identificados em conjunto com inúmeros cidadãos que deram corpo ao movimento Novas Fronteiras. Foram estabelecidos objectivos ambiciosos e concretizáveis com uma grande mobilização nacional. Nas urnas, os portugueses disseram que acreditavam e aceitavam o desafio!
A inovação, o crescimento económico, a justiça social, a redução do desemprego, o combate à pobreza e o aprofundamento da construção europeia são propostas para colocar em prática com uma exigência redobrada. Vai ser necessário o empenhamento de todos e uma motivação excepcional de cada português, das empresas e dos serviços públicos.
A desburocratização, a modernização e a simplificação do relacionamento dos cidadãos e das empresas com a Administração Pública são prioridades que não podem ser contornadas.
Os serviços do Estado devem ser os primeiros a investir nas virtualidades do Plano Tecnológico, para gastar de forma mais eficaz cada euro dos impostos que todos nós pagamos, para reduzir a despesa pública e disponibilizar mais recursos para o desenvolvimento da nossa competitividade internacional, melhorando os índices de coesão social e territorial.
Os compromissos assumidos com os algarvios são para cumprir. Aliás, já foram suficientemente castigados por terem dado a vitória ao PS em 2002, contra a corrente nacional. Basta de imobilismo e de acomodação!
A construção do Hospital Central e a criação da Faculdade de Medicina vão concretizar-se. As universidades e as empresas vão ter um ponto de encontro da rede pólos e centros tecnológicos. O alargamento da educação pré-escolar e da rede de serviços sociais vai ser uma realidade. Vamos retomar o programa das bibliotecas e arquivos municipais e concluir os Polis de Albufeira, Lagos e Silves. Vamos tornar as cidades do Algarve mais aprazíveis para habitantes e visitantes, o turismo vai ser qualificado e proporcionar mais e melhores empregos. Vamos avançar com soluções ferroviárias nos percursos suburbanos e regionais. Não vamos ter portagens na Via do Infante e as ligações aos principais núcleos urbanos vão ser concluídas.
O desenvolvimento sustentado e solidário do Algarve é parte integrante do percurso para a regionalização. É tempo de ter um rumo certo e acreditar no futuro da região!
Felizmente, o Presidente da República interpretou correctamente os desejos dos portugueses, que acorreram exemplarmente às urnas e votaram de forma inequívoca. Como salientou Vital Moreira, Jorge Sampaio “criou doutrina constitucional ao pôr fim a um governo de maioria em caso de degradação extrema da governação”. Agora, é preciso mudar de vida e enfrentar com determinação os problemas de Portugal!
Portugal acreditou e tem uma nova maioria para os próximos quatro anos. Para ultrapassar a crise, precisávamos de estabilidade e apostámos na esperança. Os portugueses deram uma maioria de responsabilidade absoluta a José Sócrates!
No dia 20 de Fevereiro, acabou um ciclo de três anos de desnorte, instabilidade e populismo. Os portugueses optaram por quem falou verdade e não escondeu os sacrifícios que ainda são necessários. A democracia que Abril viu nascer está mais madura, os eleitores disseram não ao autismo e à arrogância. Querem honestidade e responsabilidade, exigem competência e transparência, impõem dignidade e sobriedade!
Esta maioria de confiança atribuiu ao Partido Socialista poder e legitimidade para enfrentar a dura tarefa de governar com serenidade até Outubro de 2009. Permitem-lhe colocar em prática todas as propostas incluídas nas bases programáticas, sem ficar preso a quaisquer interesses corporativos ou posicionamentos conjunturais!
As fragilidades e os problemas foram identificados em conjunto com inúmeros cidadãos que deram corpo ao movimento Novas Fronteiras. Foram estabelecidos objectivos ambiciosos e concretizáveis com uma grande mobilização nacional. Nas urnas, os portugueses disseram que acreditavam e aceitavam o desafio!
A inovação, o crescimento económico, a justiça social, a redução do desemprego, o combate à pobreza e o aprofundamento da construção europeia são propostas para colocar em prática com uma exigência redobrada. Vai ser necessário o empenhamento de todos e uma motivação excepcional de cada português, das empresas e dos serviços públicos.
A desburocratização, a modernização e a simplificação do relacionamento dos cidadãos e das empresas com a Administração Pública são prioridades que não podem ser contornadas.
Os serviços do Estado devem ser os primeiros a investir nas virtualidades do Plano Tecnológico, para gastar de forma mais eficaz cada euro dos impostos que todos nós pagamos, para reduzir a despesa pública e disponibilizar mais recursos para o desenvolvimento da nossa competitividade internacional, melhorando os índices de coesão social e territorial.
Os compromissos assumidos com os algarvios são para cumprir. Aliás, já foram suficientemente castigados por terem dado a vitória ao PS em 2002, contra a corrente nacional. Basta de imobilismo e de acomodação!
A construção do Hospital Central e a criação da Faculdade de Medicina vão concretizar-se. As universidades e as empresas vão ter um ponto de encontro da rede pólos e centros tecnológicos. O alargamento da educação pré-escolar e da rede de serviços sociais vai ser uma realidade. Vamos retomar o programa das bibliotecas e arquivos municipais e concluir os Polis de Albufeira, Lagos e Silves. Vamos tornar as cidades do Algarve mais aprazíveis para habitantes e visitantes, o turismo vai ser qualificado e proporcionar mais e melhores empregos. Vamos avançar com soluções ferroviárias nos percursos suburbanos e regionais. Não vamos ter portagens na Via do Infante e as ligações aos principais núcleos urbanos vão ser concluídas.
O desenvolvimento sustentado e solidário do Algarve é parte integrante do percurso para a regionalização. É tempo de ter um rumo certo e acreditar no futuro da região!
Felizmente, o Presidente da República interpretou correctamente os desejos dos portugueses, que acorreram exemplarmente às urnas e votaram de forma inequívoca. Como salientou Vital Moreira, Jorge Sampaio “criou doutrina constitucional ao pôr fim a um governo de maioria em caso de degradação extrema da governação”. Agora, é preciso mudar de vida e enfrentar com determinação os problemas de Portugal!
Parte II - Os resultados...
Em relação aos resultados nacionais, o intervalo previsto para o PS está correcto (120 deputados eleitos, podendo ir a 122, pelo menos...), mas Santana Lopes estragou-me as contas (só 72 eleitos, almejando os 74, talvez...), enquanto que CDU e CDS/PP trocam de posições e o BE surpreende (embora quedando-se aquém das melhores expectativas...). Enganei-me, pronto!
No Algarve, apesar de sentir-se uma evolução positiva do eleitorado em relação ao PS na última semana de campanha, os resultados foram uma surpresa. Apesar do imbróglio de São Bartolomeu de Messines, o PS conquista dois mandatos ao PSD de Mendes Bota, mesmo em cima da linha de chegada...
Um mar de rosas!
No Algarve, apesar de sentir-se uma evolução positiva do eleitorado em relação ao PS na última semana de campanha, os resultados foram uma surpresa. Apesar do imbróglio de São Bartolomeu de Messines, o PS conquista dois mandatos ao PSD de Mendes Bota, mesmo em cima da linha de chegada...
Um mar de rosas!
domingo, fevereiro 20, 2005
Obrigado pela sua participação!
Quando ler estas notas, o meu caro leitor já exerceu certamente o seu dever cívico. Obrigado!
Agora, pode acompanhar a evolução dos resultados, compará-los com outros actos eleitorais e saber quem vão ser os nossos representantes na Assembleia da República neste sítio do STAPE e do ITIJ...
Agora, pode acompanhar a evolução dos resultados, compará-los com outros actos eleitorais e saber quem vão ser os nossos representantes na Assembleia da República neste sítio do STAPE e do ITIJ...
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Parte I - As sondagens...
Se não vem chuva, que venha um dilúvio de sondagens. Todas têm um ponto em comum (a vitória do PS), algumas exprimem uma dúvida (a sua dimensão)...
Estão todas nos órgãos de comunicação social hoje publicados, embora a mais representativa, quer pela dimensão, quer pelo método empregue, parece-me ser a da Universidade Católica, efectuada sob a supervisão do Pedro Magalhães, para o Público, RDP e RTP.
Pelas minhas contas, analisados os diversos cenários decorrentes destes estudos, o PS pode eleger de 118 a 125 deputados e o PSD queda-se no intervalo entre os 80 a 84 eleitos. No Algarve, a distribuição deve regressar aos números de 1995 e 1999, para descanso de muita gente e para insatisfação de outros...
Leiam os postes anteriores para perceber melhor as diferenças entre uma vitória relativa e uma maioria absoluta. Escutem os analistas do Compromisso Portugal. Tomem a vossa decisão pensando no futuro, a médio e longo prazo. Para mudar, mais vale VOTAR!
Estão todas nos órgãos de comunicação social hoje publicados, embora a mais representativa, quer pela dimensão, quer pelo método empregue, parece-me ser a da Universidade Católica, efectuada sob a supervisão do Pedro Magalhães, para o Público, RDP e RTP.
Pelas minhas contas, analisados os diversos cenários decorrentes destes estudos, o PS pode eleger de 118 a 125 deputados e o PSD queda-se no intervalo entre os 80 a 84 eleitos. No Algarve, a distribuição deve regressar aos números de 1995 e 1999, para descanso de muita gente e para insatisfação de outros...
Leiam os postes anteriores para perceber melhor as diferenças entre uma vitória relativa e uma maioria absoluta. Escutem os analistas do Compromisso Portugal. Tomem a vossa decisão pensando no futuro, a médio e longo prazo. Para mudar, mais vale VOTAR!
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Eu voto em Portugal!
(Publicado na edição de 17 de Fevereiro de 2005 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Apesar de nem sempre transparecer, governar é uma tarefa difícil. Estabelecer uma estratégia para recuperar a confiança dos portugueses e escolher as melhores pessoas para executá-la são tarefas dignas de Hércules!
Durante os anos do Governo de António Guterres, Portugal cresceu acima da média europeia, criaram-se mais empregos na iniciativa privada, regularizam-se situações inacreditáveis que existiam em inúmeros organismos públicos e melhoraram-se os índices sociais. Apostou-se com seriedade nas pessoas!
É certo que foram cometidos erros, por acção e por omissão, mas felizmente houve humildade para reconhecê-los. Imperdoável seria o contrário. Durante os últimos três anos, aprendemos que a verdade é o melhor aliado das boas políticas. Manter os portugueses na ignorância ou alimentar falsas expectativas são erros que se pagam caro!
Por tudo isto, devemos ser claros e concisos nos compromissos que assumimos. A prioridade ao Plano Tecnológico para promover o desenvolvimento económico e a introdução do ensino do inglês no início do ensino básico são dois bons exemplos.
Apontar metas objectivas como a criação de 150.000 empregos ou retirar 300.000 idosos da pobreza nos próximos quatro anos é uma questão de transparência. A harmonização da área de influência territoriais ou a criação do cartão do cidadão e do documento único do automóvel são propostas possíveis para combater a burocracia e modernizar os serviços públicos!
E no Algarve, como é?! O PSD vai preparando o dia seguinte e tentando não perder representantes no Parlamento. Em vez de assumirem a Via do Infante sem portagens, dizem-nos que querem uma via alternativa. Para quem não foi capaz de acabá-la e não fez um único acesso ao litoral, só pode tratar-se de puro delírio!
O CDS/PP tem um candidato que conhecemos da televisão, mas que não conhece a região nem os seus problemas. Tem um líder regional que é contra a regionalização, mas defende que o presidente da associação de municípios seja eleito pelos algarvios. Para acabar, dizem ser suas obras que não fizeram e que os algarvios reclamam há muitos anos. Basta de demagogia!
No PS, garantimos a construção do Hospital Central do Algarve e o apoio à criação da Faculdade de Medicina. Apoiamos a criação de pólos tecnológicos e o alargamento da educação pré-escolar a todas as crianças. A conclusão do programa de instalação de bibliotecas e arquivos históricos é uma certeza. Vamos dar um novo impulso ao POLIS e lançar novos programas de requalificação urbana. Garantimos que a Via do Infante não vai ter portagens e defendemos a implantação do metro de superfície. Sustentamos os projectos de navegabilidade dos rios Arade e Guadiana e asseguramos a conclusão da Barragem de Odelouca. Vamos concretizar um Plano Regional de Intervenção Turística. Esta é a nossa agenda para os próximos anos, este é o caminho a seguir para a regionalização!
Queremos acreditar que o futuro pode ser melhor, que é possível impulsionar o crescimento económico e criar mais e melhores empregos. A maioria absoluta é fundamental para modernizar a máquina da Administração Pública e fazer avançar a regionalização!
O Algarve é a nossa causa e os algarvios sabem que respeitamos os nossos compromissos. Sabem que os nossos objectivos são concretizáveis. No próximo domingo, votar é uma obrigação!
Apesar de nem sempre transparecer, governar é uma tarefa difícil. Estabelecer uma estratégia para recuperar a confiança dos portugueses e escolher as melhores pessoas para executá-la são tarefas dignas de Hércules!
Durante os anos do Governo de António Guterres, Portugal cresceu acima da média europeia, criaram-se mais empregos na iniciativa privada, regularizam-se situações inacreditáveis que existiam em inúmeros organismos públicos e melhoraram-se os índices sociais. Apostou-se com seriedade nas pessoas!
É certo que foram cometidos erros, por acção e por omissão, mas felizmente houve humildade para reconhecê-los. Imperdoável seria o contrário. Durante os últimos três anos, aprendemos que a verdade é o melhor aliado das boas políticas. Manter os portugueses na ignorância ou alimentar falsas expectativas são erros que se pagam caro!
Por tudo isto, devemos ser claros e concisos nos compromissos que assumimos. A prioridade ao Plano Tecnológico para promover o desenvolvimento económico e a introdução do ensino do inglês no início do ensino básico são dois bons exemplos.
Apontar metas objectivas como a criação de 150.000 empregos ou retirar 300.000 idosos da pobreza nos próximos quatro anos é uma questão de transparência. A harmonização da área de influência territoriais ou a criação do cartão do cidadão e do documento único do automóvel são propostas possíveis para combater a burocracia e modernizar os serviços públicos!
E no Algarve, como é?! O PSD vai preparando o dia seguinte e tentando não perder representantes no Parlamento. Em vez de assumirem a Via do Infante sem portagens, dizem-nos que querem uma via alternativa. Para quem não foi capaz de acabá-la e não fez um único acesso ao litoral, só pode tratar-se de puro delírio!
O CDS/PP tem um candidato que conhecemos da televisão, mas que não conhece a região nem os seus problemas. Tem um líder regional que é contra a regionalização, mas defende que o presidente da associação de municípios seja eleito pelos algarvios. Para acabar, dizem ser suas obras que não fizeram e que os algarvios reclamam há muitos anos. Basta de demagogia!
No PS, garantimos a construção do Hospital Central do Algarve e o apoio à criação da Faculdade de Medicina. Apoiamos a criação de pólos tecnológicos e o alargamento da educação pré-escolar a todas as crianças. A conclusão do programa de instalação de bibliotecas e arquivos históricos é uma certeza. Vamos dar um novo impulso ao POLIS e lançar novos programas de requalificação urbana. Garantimos que a Via do Infante não vai ter portagens e defendemos a implantação do metro de superfície. Sustentamos os projectos de navegabilidade dos rios Arade e Guadiana e asseguramos a conclusão da Barragem de Odelouca. Vamos concretizar um Plano Regional de Intervenção Turística. Esta é a nossa agenda para os próximos anos, este é o caminho a seguir para a regionalização!
Queremos acreditar que o futuro pode ser melhor, que é possível impulsionar o crescimento económico e criar mais e melhores empregos. A maioria absoluta é fundamental para modernizar a máquina da Administração Pública e fazer avançar a regionalização!
O Algarve é a nossa causa e os algarvios sabem que respeitamos os nossos compromissos. Sabem que os nossos objectivos são concretizáveis. No próximo domingo, votar é uma obrigação!
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
E você, também vai colaborar?!
Entre 2010 e 2012, os 30 países industrializados que ratificaram o protocolo (os grandes ausentes são os EUA e a Austrália) terão que reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa em 5,2%, em relação a 1990. A partir de hoje, tudo tem que começar a ser preparado para que os objectivos possam ser atingidos na data prevista.
Estamos a falar da aplicação do Protocolo de Quioto, que hoje se inicia, conforme é referenciado pelo Diário de Notícias e pelo Público. Vamos lá poluir menos!
Estamos a falar da aplicação do Protocolo de Quioto, que hoje se inicia, conforme é referenciado pelo Diário de Notícias e pelo Público. Vamos lá poluir menos!
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Um, dois, três...
Quando uns estão a acabar muitas voltas ao Algarve, por outras razões, há quem esteja a começar...
A Volta ao Algarve em Bicicleta tem lutado pela promoção internacional da nossa região e pela dignificação da modalidade. Pelos vistos, parece ser uma tarefa ganha!!!
Em termos competitivos, esperamos que ganhe o melhor... e que ele seja um tavirense!
A Volta ao Algarve em Bicicleta tem lutado pela promoção internacional da nossa região e pela dignificação da modalidade. Pelos vistos, parece ser uma tarefa ganha!!!
Em termos competitivos, esperamos que ganhe o melhor... e que ele seja um tavirense!
Eles lá sabem...
O Compromisso Portugal apresentou ontem, em Lisboa, um estudo comparativo entre os programas eleitorais do PS e do PSD às legislativas do próximo domingo, cujo resumo pode-se ler no Diário de Notícias.
Deixam bem claro que não querem "promover o voto num partido", mas sim dar instrumentos para que os portugueses possam, nestas eleições, "tomar livremente a sua opção".
Apesar de não estarem a pensar ir para o Governo ou candidatarem-se ao Parlamento, perante o cenário preocupante do nosso País, os seus membros defendem a necessidade de maioria absoluta para promover as reformas que consideram indispensáveis...
Deixam bem claro que não querem "promover o voto num partido", mas sim dar instrumentos para que os portugueses possam, nestas eleições, "tomar livremente a sua opção".
Apesar de não estarem a pensar ir para o Governo ou candidatarem-se ao Parlamento, perante o cenário preocupante do nosso País, os seus membros defendem a necessidade de maioria absoluta para promover as reformas que consideram indispensáveis...
domingo, fevereiro 13, 2005
Obviamente, foi calado!
Cumprem-se hoje 40 anos sobre o assassinado de Humberto Delgado. É tempo de recordar a sua coragem e de gritar que também não tememos quem usa e abusa do Poder!
Vítima de um assassinato político premeditado nos corredores do Estado fascista e executado com frieza pela PIDE, o "General sem medo" foi um dos principais símbolos da luta contra o regime salazarista e continua hoje a ser um exemplo de determinação...
Vítima de um assassinato político premeditado nos corredores do Estado fascista e executado com frieza pela PIDE, o "General sem medo" foi um dos principais símbolos da luta contra o regime salazarista e continua hoje a ser um exemplo de determinação...
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
E se alguém fosse o dono do alfabeto?!
O texto "Inovação, liberdade e poder na Era da Informação" que foi o guia da apresentação do sociólogo catalão Manuel Castells no Fórum Social Mundial pode ser lido aqui.
Uma reflexão profunda sobre os efeitos da globalização, das trajectórias tecnológicas e dos seus efeitos que convém ler, nem que seja para percebermos melhor o potencial contido na proposta do Plano Tecnológico, em torno da qual estão organizadas as Bases Programáticas apresentadas pelo Partido Socialista na Convenção das Novas Fronteiras...
Uma receita para a explosão económica do Brasil, naquele caso, que bem pode ser aplicada em Portugal!
Uma reflexão profunda sobre os efeitos da globalização, das trajectórias tecnológicas e dos seus efeitos que convém ler, nem que seja para percebermos melhor o potencial contido na proposta do Plano Tecnológico, em torno da qual estão organizadas as Bases Programáticas apresentadas pelo Partido Socialista na Convenção das Novas Fronteiras...
Uma receita para a explosão económica do Brasil, naquele caso, que bem pode ser aplicada em Portugal!
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Também ele!
O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva aposta numa maioria absoluta do PS nas legislativas de dia 20 e considera que esse é o melhor cenário para o lançamento da sua candidatuta à Presidência da República.
De acordo com um texto do Público, Cavaco Silva está mesmo convencido de que esse cenário se vai concretizar e tem manifestado essa opinião em reuniões sociais em que tem participado e nas quais se tem encontrado com figuras do PSD, sobretudo críticos da actual liderança de Pedro Santana Lopes.
Pelos vistos, o PSD está mesmo mobilizado para... o dia seguinte!
De acordo com um texto do Público, Cavaco Silva está mesmo convencido de que esse cenário se vai concretizar e tem manifestado essa opinião em reuniões sociais em que tem participado e nas quais se tem encontrado com figuras do PSD, sobretudo críticos da actual liderança de Pedro Santana Lopes.
Pelos vistos, o PSD está mesmo mobilizado para... o dia seguinte!
Palavras sábias
O PS admite a realização de um referendo à regionalização, mas apenas num eventual segundo mandato de Governo. De acordo com António Vitorino, coordenador do programa eleitoral socialista, a convocação da consulta popular só deverá avançar depois de criada a "realidade material" que garanta êxito ao processo.
"Se esta agenda [de descentralização] for devidamente preenchida nos próximos quatro anos, estarão criadas as condições no terreno para realizar posteriormente o referendo de instituição em concreto das regiões, ou seja, na legislatura seguinte", afirmou hoje António Vitorino no Montijo, durante uma acção de campanha.
Na edição de hoje do Público, Vital Moreira também aborda esta temática, sustentanto que "se há reformas importantes adiadas, entre elas está seguramente a da administração territorial. A regionalização é somente uma delas!"
"Se esta agenda [de descentralização] for devidamente preenchida nos próximos quatro anos, estarão criadas as condições no terreno para realizar posteriormente o referendo de instituição em concreto das regiões, ou seja, na legislatura seguinte", afirmou hoje António Vitorino no Montijo, durante uma acção de campanha.
Na edição de hoje do Público, Vital Moreira também aborda esta temática, sustentanto que "se há reformas importantes adiadas, entre elas está seguramente a da administração territorial. A regionalização é somente uma delas!"
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Pelo bem comum...
O Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), uma organização não governamental recém-criada, assegura que vai fazer participações criminais das entidades responsáveis pela construção e manutenção de estradas, quando o incumprimento de regras colocar em perigo a vida dos utentes.
Segundo o Público, entre os membros do OSEC estão o comandante da Brigada de Trânsito (BT) e o Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, além de juízes, advogados e engenheiros civis.
Parece que o Estado é o principal criminoso neste domínio, mas não se compreende porque é que ainda não tomaram qualquer iniciativa, pelo menos desde Novembro. É que já havia tempo ou será que o alvo é o próximo Governo?!
Segundo o Público, entre os membros do OSEC estão o comandante da Brigada de Trânsito (BT) e o Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, além de juízes, advogados e engenheiros civis.
Parece que o Estado é o principal criminoso neste domínio, mas não se compreende porque é que ainda não tomaram qualquer iniciativa, pelo menos desde Novembro. É que já havia tempo ou será que o alvo é o próximo Governo?!
domingo, fevereiro 06, 2005
Pinóquio?!
Com a maior desfaçatez, o "por enquanto" Primeiro-Ministro afirmou que a criminalidade estava a diminuir em Portugal, durante o debate com José Sócrates na última quinta-feira...
Segundo o Público, "a estatística da PJ mostra que os roubos violentos estão a aumentar" e as outras forças de segurança refugiam-se nos números que serão apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna, que deve ser apresentado pelo Governo na Assembleia da República até 31 de Março.
Como diz o povo, apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo!
Segundo o Público, "a estatística da PJ mostra que os roubos violentos estão a aumentar" e as outras forças de segurança refugiam-se nos números que serão apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna, que deve ser apresentado pelo Governo na Assembleia da República até 31 de Março.
Como diz o povo, apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo!
Há 3 anos...
No Carnaval de 2002, dias antes de começar a campanha eleitoral que levaria o PSD e o PP ao poder, o presidente da Câmara de Tavira atacou o Governo de António Guterres por manter as limitações de velocidade na Ponte sobre o Rio Gilão e ter o Quartel da Atalaia ao abandono...
Sustentava que o viaduto da EN 125 sobre o Rio Gilão não tinha qualquer problema que justificasse as limitações ao tráfego e que o Quartel poderia ter outras utilizações mais úteis. No primeiro caso, sabemos que isso não corresponde à verdade e que todas as medidas cautelares evitaram uma degradação maior daquela infra-estrutura pública. Na segunda situação, estamos todos de acordo!
Porém, passados três anos, será que alguém pode dizer-nos se foi feita alguma coisa?!
Sustentava que o viaduto da EN 125 sobre o Rio Gilão não tinha qualquer problema que justificasse as limitações ao tráfego e que o Quartel poderia ter outras utilizações mais úteis. No primeiro caso, sabemos que isso não corresponde à verdade e que todas as medidas cautelares evitaram uma degradação maior daquela infra-estrutura pública. Na segunda situação, estamos todos de acordo!
Porém, passados três anos, será que alguém pode dizer-nos se foi feita alguma coisa?!
sábado, fevereiro 05, 2005
Hora de Mudar
Está assente, com José Sócrates, o Algarve vai ter um Hospital Central e uma Faculdade de Medicina, a Barragem de Odelouca e os Polis vão ser concluídos e as portagens nunca serão colocadas na Via do Infante!
Perante quase duas mil pessoas, o Secretário-Geral do Partido Socialista assumiu estes compromissos e demonstrou porque vale a pena voltar a acreditar em gente determinada!
PS - Também está aqui... e aqui... e aqui, também...
Perante quase duas mil pessoas, o Secretário-Geral do Partido Socialista assumiu estes compromissos e demonstrou porque vale a pena voltar a acreditar em gente determinada!
PS - Também está aqui... e aqui... e aqui, também...
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
Está a chegar a hora...
Começámos a trabalhar há muitos dias, a Direcção Nacional do PS voltou a escolher o Algarve para começar a campanha eleitoral. Depois do estrondoso sucesso das Europeias de Junho, esperamos voltar a dar sorte. Desta vez a José Sócrates...
Contra a corrente, os algarvios deram a vitória ao PS em 2002. Como vai ser agora?! Será possível recuperar o quinto deputado e garantir uma voz forte da região no Parlamento?!
Em Lagos, em Portimão, em Faro esperam pela passagem da caravana socialista milhares de pessoas. Para dar uma palavra de alento a Sócrates, para dizer-lhe olhos nos olhos que confiamos nele para melhorar Portugal, para afirmar que está na hora de MUDAR!
Contra a corrente, os algarvios deram a vitória ao PS em 2002. Como vai ser agora?! Será possível recuperar o quinto deputado e garantir uma voz forte da região no Parlamento?!
Em Lagos, em Portimão, em Faro esperam pela passagem da caravana socialista milhares de pessoas. Para dar uma palavra de alento a Sócrates, para dizer-lhe olhos nos olhos que confiamos nele para melhorar Portugal, para afirmar que está na hora de MUDAR!
...até estes!!!
Os portugueses inquiridos pelas empresas de sondagens nas últimas semanas têm-se revelado cruéis para Pedro Santana Lopes, demonstrando uma desobediência inacreditável ao Primeiro-Ministro...
Parece que há uma conspiração e já ninguém esconde que Jorge Sampaio teve reazão em despedi-lo por incompetência apesar da boa figura. Agora que certos jornais participem na cabala parece-me demais. Há sondagens que não deviam ser publicadas, meus senhores!
Parece que há uma conspiração e já ninguém esconde que Jorge Sampaio teve reazão em despedi-lo por incompetência apesar da boa figura. Agora que certos jornais participem na cabala parece-me demais. Há sondagens que não deviam ser publicadas, meus senhores!
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
O exemplo da coragem!
(Publicado na edição de 3 de Fevereiro de 2005 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Apesar das ameaças e do clima de terror, a participação massiva dos cidadãos do Iraque no acto eleitoral do último domingo fez lembrar-nos os gloriosos dias do pós-25 de Abril. Que bom é sentir o alvor da democracia!
No meu País, os meus avós tiveram o mesmo prazer do avô iraquiano que beija a urna onde acaba de depositar o seu voto. No meu País, também houve mártires da luta contra o fascismo e o obscurantismo. No meu País, a coragem de uns garantiu a liberdade de todos!
Perante o cenário actual da política portuguesa, é tempo de enfrentar o desânimo e a descrença, é tempo de corrigir o somatório de erros. Portugal precisa de gente determinada e séria à frente dos seus destinos, que trace metas e seja capaz de cumpri-las!
O meio milhão de desempregados e os dois milhões de pobres têm o direito de acreditar que tudo pode ser diferente. Todos aqueles que escolheram o nosso País para procurar melhores condições de vida devem saber que há entre nós quem saiba o rumo!
É tempo de voltar a ouvir falar de solidariedade sem vergonha, de ousar pensar em crescimento sem discriminações, de inovar, competir e formar empresas para criar mais empregos, de investir para compensar lacunas da interioridade!
Que ninguém tenha dúvidas, estamos a atravessar dias difíceis. Depois de conhecer o último relatório da Direcção-Geral do Orçamento e perante a irresponsabilidade das medidas tomadas pelo Governo em gestão, acredito que ninguém tem a verdadeira noção do estado a que isto possa chegar…
Assim, aos portugueses impõem-se duas decisões de carácter individual e inadiáveis, sob a pena de ficarem incapacitados de exigir quaisquer responsabilidades no futuro. Em primeiro lugar, seguindo o exemplo dos fundadores da Democracia, ninguém deve abster-se de exercer o seu direito de voto no próximo dia 20 de Fevereiro. Participar é um dever!
Depois, decidir como valorizar o seu voto, independentemente das opções políticas de sempre ou das tentações da última hora. Aos portugueses, cabe decidir se querem continuar na mesma ou mudar para melhor…
No Algarve, mais concretamente, as opções de voto são reduzidas. Tradicionalmente, apenas o PS e o PSD elegem deputados. Em rigor, nas eleições legislativas, os votos nos restantes partidos não servem para nada. Por isso, a escolha é facilitada, bastando analisar programas e verificar quem está em melhor posição de garantir o seu cumprimento… com verdade e rigor!
Mais do que nunca, é necessário apostar numa estratégia de médio e longo prazo assente no crescimento económico moderado, na gestão criteriosa das finanças públicas e na reforma do aparelho do Estado, no combate à pobreza e à exclusão, no investimento na ciência, no ensino superior e na saúde. É preciso definir e concretizar uma agenda de prioridades para o Algarve. Haja coragem para votar e… mudar!
PS – Para concluir, é meu dever felicitar a equipa que semanalmente coloca nas bancas o POSTAL. Num contexto marcado pela proliferação de títulos, subir ao terceiro lugar das audiências da imprensa regional algarvia é obra!
Apesar das ameaças e do clima de terror, a participação massiva dos cidadãos do Iraque no acto eleitoral do último domingo fez lembrar-nos os gloriosos dias do pós-25 de Abril. Que bom é sentir o alvor da democracia!
No meu País, os meus avós tiveram o mesmo prazer do avô iraquiano que beija a urna onde acaba de depositar o seu voto. No meu País, também houve mártires da luta contra o fascismo e o obscurantismo. No meu País, a coragem de uns garantiu a liberdade de todos!
Perante o cenário actual da política portuguesa, é tempo de enfrentar o desânimo e a descrença, é tempo de corrigir o somatório de erros. Portugal precisa de gente determinada e séria à frente dos seus destinos, que trace metas e seja capaz de cumpri-las!
O meio milhão de desempregados e os dois milhões de pobres têm o direito de acreditar que tudo pode ser diferente. Todos aqueles que escolheram o nosso País para procurar melhores condições de vida devem saber que há entre nós quem saiba o rumo!
É tempo de voltar a ouvir falar de solidariedade sem vergonha, de ousar pensar em crescimento sem discriminações, de inovar, competir e formar empresas para criar mais empregos, de investir para compensar lacunas da interioridade!
Que ninguém tenha dúvidas, estamos a atravessar dias difíceis. Depois de conhecer o último relatório da Direcção-Geral do Orçamento e perante a irresponsabilidade das medidas tomadas pelo Governo em gestão, acredito que ninguém tem a verdadeira noção do estado a que isto possa chegar…
Assim, aos portugueses impõem-se duas decisões de carácter individual e inadiáveis, sob a pena de ficarem incapacitados de exigir quaisquer responsabilidades no futuro. Em primeiro lugar, seguindo o exemplo dos fundadores da Democracia, ninguém deve abster-se de exercer o seu direito de voto no próximo dia 20 de Fevereiro. Participar é um dever!
Depois, decidir como valorizar o seu voto, independentemente das opções políticas de sempre ou das tentações da última hora. Aos portugueses, cabe decidir se querem continuar na mesma ou mudar para melhor…
No Algarve, mais concretamente, as opções de voto são reduzidas. Tradicionalmente, apenas o PS e o PSD elegem deputados. Em rigor, nas eleições legislativas, os votos nos restantes partidos não servem para nada. Por isso, a escolha é facilitada, bastando analisar programas e verificar quem está em melhor posição de garantir o seu cumprimento… com verdade e rigor!
Mais do que nunca, é necessário apostar numa estratégia de médio e longo prazo assente no crescimento económico moderado, na gestão criteriosa das finanças públicas e na reforma do aparelho do Estado, no combate à pobreza e à exclusão, no investimento na ciência, no ensino superior e na saúde. É preciso definir e concretizar uma agenda de prioridades para o Algarve. Haja coragem para votar e… mudar!
PS – Para concluir, é meu dever felicitar a equipa que semanalmente coloca nas bancas o POSTAL. Num contexto marcado pela proliferação de títulos, subir ao terceiro lugar das audiências da imprensa regional algarvia é obra!
segunda-feira, janeiro 31, 2005
E o vencedor é...
Apesar de estarmos a alguns dias das eleições e da atribuição dos óscares, não obstante ainda falterem muitas jornadas para acabar o campeonato, há competições e disputas que nunca acabam e que todos os dias se reiniciam...
Vem este paleio a propósito da estudo da Marktest sobre as audiências da Imprensa Regional em Portugal, apresentado nesta semana em terras algarvias, e que permite conhecer melhor os indicadores globais de audiência e a penetração/perfil dos leitores dos diversos títulos em cada distrito e para as variantes sócio-demográficas mais relevantes.
Findo o paleio mais tecnocrático, refira-se que, 56,5% dos algarvios dizem-se leitores da imprensa regional (a média nacional fica-se pelos 51,4%)e que entre os dezanove (sim, 19!) títulos inventariados no estudo destacam-se quatro. A saber, Barlavento, Jornal do Algarve, Postal do Algarve e A Avezinha. Parabéns ao Hélder Nunes, ao Fernando Reis, ao Henrique Dias e ao Aleluia Martins e às suas equipas!!!
Com excepção do Jornal do Algarve, nenhum deles está na net, porque será?!
Vem este paleio a propósito da estudo da Marktest sobre as audiências da Imprensa Regional em Portugal, apresentado nesta semana em terras algarvias, e que permite conhecer melhor os indicadores globais de audiência e a penetração/perfil dos leitores dos diversos títulos em cada distrito e para as variantes sócio-demográficas mais relevantes.
Findo o paleio mais tecnocrático, refira-se que, 56,5% dos algarvios dizem-se leitores da imprensa regional (a média nacional fica-se pelos 51,4%)e que entre os dezanove (sim, 19!) títulos inventariados no estudo destacam-se quatro. A saber, Barlavento, Jornal do Algarve, Postal do Algarve e A Avezinha. Parabéns ao Hélder Nunes, ao Fernando Reis, ao Henrique Dias e ao Aleluia Martins e às suas equipas!!!
Com excepção do Jornal do Algarve, nenhum deles está na net, porque será?!
domingo, janeiro 30, 2005
E a segurança?!
Embora muitos ainda desconheçam o conceito de desenvolvimento sustentável, repetindo barbaridades e sujeitando-se ao ridículo, o futuro do Algarve e a sua transformação numa sociedade inclusiva dependem quase exclusivamente da sua aplicação...
Há um conjunto de desafios e problemas da região que devem ser discutidos e enfrentados sem quaisquer tipos de temores, com determinação e empenhamento e ultrapassando divergências partidárias. É preciso ter coragem!
Na última quinta-feira, os candidatos do Partido Socialista promoveram um encontro com reputados especialistas da Universidade do Algarve e de outras instituições sobre riscos naturais, onde foram debatidos sismos e tsunamis, onde foi denunciado o abandono do estudo de risco sísmico, onde foram lamentadas as lacunas do POOC nesta matéria...
Para ultrapassar tanta incúria, talvez seja necessário "um tsunami de cooperação!"
Há um conjunto de desafios e problemas da região que devem ser discutidos e enfrentados sem quaisquer tipos de temores, com determinação e empenhamento e ultrapassando divergências partidárias. É preciso ter coragem!
Na última quinta-feira, os candidatos do Partido Socialista promoveram um encontro com reputados especialistas da Universidade do Algarve e de outras instituições sobre riscos naturais, onde foram debatidos sismos e tsunamis, onde foi denunciado o abandono do estudo de risco sísmico, onde foram lamentadas as lacunas do POOC nesta matéria...
Para ultrapassar tanta incúria, talvez seja necessário "um tsunami de cooperação!"
sábado, janeiro 29, 2005
PS-Algarve on-line...
Depois da realização do Convenção Nacional do Fórum Novas Fronteiras e da promoção de iniciativas de carácter temático na região do Algarve sobre agricultura e prevenção de sismos e tsunamis, a Federação Regional do Partido Socialista promove hoje um encontro denominado Novas Fronteiras do Algarve, onde será apresentada "Uma Nova Agenda para o Algarve".
Por enquanto, também já pode ser visitado o seu novo sítio na rede das redes, onde estão patentes os compromissos dos seus candidatos com o Algarve e com os algarvios. Dê um clique, vale a pena...
Por enquanto, também já pode ser visitado o seu novo sítio na rede das redes, onde estão patentes os compromissos dos seus candidatos com o Algarve e com os algarvios. Dê um clique, vale a pena...
sexta-feira, janeiro 28, 2005
Confiança e realismo...
Na sondagem da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena Um, o PS detém uma vantagem de 12 pontos sobre o PSD e o CDS somados e venceria as legislativas com maioria absoluta, se as eleições fossem hoje, com 46% dos votos, enquanto o PSD e o CDS somam 34%.
No Barómetro da Marktest para o Diário de Notícias e a TSF de Janeiro, o PS desce nas intenções de voto, mantendo-se dentro dos limites da maioria absoluta, com pouco mais de 45%, e o PSD de Pedro Santana Lopes dá um "trambolhão", quedando-se pelo seu pior resultado de sempre - 27,7% na projecção de voto. Somados os votos da actual maioria governtiva, o valor alcançado é idêntico aos resultados da Católica!
De que se queixa o presidente do PPD/PSD?! Porque não continua a apresentar as suas propostas aos portugueses, mesmo que sejam completamente irreais e fantasiosas?! Será que já percebeu que não engana mais ninguém, nem mesmo os laranjinhas mais irredutíveis?! Está convencido da derrota estrondosa que vai ter e da inevitável demissão?!
Como sempre, a culpa das más notícias é do mensageiro!
No Barómetro da Marktest para o Diário de Notícias e a TSF de Janeiro, o PS desce nas intenções de voto, mantendo-se dentro dos limites da maioria absoluta, com pouco mais de 45%, e o PSD de Pedro Santana Lopes dá um "trambolhão", quedando-se pelo seu pior resultado de sempre - 27,7% na projecção de voto. Somados os votos da actual maioria governtiva, o valor alcançado é idêntico aos resultados da Católica!
De que se queixa o presidente do PPD/PSD?! Porque não continua a apresentar as suas propostas aos portugueses, mesmo que sejam completamente irreais e fantasiosas?! Será que já percebeu que não engana mais ninguém, nem mesmo os laranjinhas mais irredutíveis?! Está convencido da derrota estrondosa que vai ter e da inevitável demissão?!
Como sempre, a culpa das más notícias é do mensageiro!
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Felizmente, há pessoas assim!
Há personalidades da vida política portuguesa que merecem o nosso respeito, independentemente da sua posição político-partidária, pelo seu percurso político, pelas suas qualidades pessoais, pela intervenção cívica permanente, pela sua postura perante as adversidades, pelo facto de nunca desistirem de melhorar a sociedade em que todos vivemos...
Felizmente, há pessoas como Diogo Freitas do Amaral, que não escondem opções, fundamentando-as de forma irrebatível... neste texto brilhante na revista VISÃO!
Felizmente, há pessoas como Diogo Freitas do Amaral, que não escondem opções, fundamentando-as de forma irrebatível... neste texto brilhante na revista VISÃO!
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Mais um...
A utilização das potencialidades das novas tecnologias nas campanhas eleitorais não parece uma inovação digna de nota especial, mas quando os líderes políticos começam a partilhar connosco as suas reflexões diárias merecem um sublinhado!
Devido aos esforços da empresa que domina o mercado português de internet, os dirigentes máximos dos principais partidos dispõem agora de um blog pessoal que, espera-se, possa ter um período de vida que ultrapasse os dias da campanha...
PS - Já agora, também poderiam ter um sistema de comentários, nem que seja para conheceram melhor a opinião do povo que por aqui navega e procura novas fronteiras!!!
Devido aos esforços da empresa que domina o mercado português de internet, os dirigentes máximos dos principais partidos dispõem agora de um blog pessoal que, espera-se, possa ter um período de vida que ultrapasse os dias da campanha...
PS - Já agora, também poderiam ter um sistema de comentários, nem que seja para conheceram melhor a opinião do povo que por aqui navega e procura novas fronteiras!!!
terça-feira, janeiro 25, 2005
Tanto sacrifício para nada...
A síntese da execução do ORÇAMENTO DO ESTADO relativa ao período de Janeiro a Dezembro de 2004, hoje divulgada pela Direcção Geral do Orçamento, é imprópria para cardíacos e confirma os temores do Presidente da República e do Governador do Banco de Portugal!
Afinal, onde estão os resultados da contenção da despesa e do investimento público?! É esta a verdade que Bagão Félix ameaçava espalhar aos quatro ventos em Agosto?! Será que não há mais nada que tenham sido varrido para debaixo do tapete?!
Afinal, onde estão os resultados da contenção da despesa e do investimento público?! É esta a verdade que Bagão Félix ameaçava espalhar aos quatro ventos em Agosto?! Será que não há mais nada que tenham sido varrido para debaixo do tapete?!
sexta-feira, janeiro 21, 2005
E...
As últimas semanas foram marcadas regionalmente pela polémica à volta da construção do Hospital Central do Algarve. Foi impressionante!
Nunca se tinha visto tanta união em torno de um desígnio regional, tentando aproveitar a honestidade de Correia de Campos, ao confessar o seu desconhecimento sobre o estado real das contas da saúde e sobre o grau de prioridade dos novos hospitais. Puro oportunismo político!
Esquecidos dos sucessivos adiamentos dos prazos indicados pelo ministro da Saúde e pelo ex-secretário de Estado da Saúde (também ex-presidente do PSD/Algarve, actual secretário de Estado Adjunto do Turismo demissionário e putativo candidato a deputado purgado das listas ao Parlamento), os autarcas laranjas de Loulé e Faro e os dirigentes regionais dos partidos do Governo comportaram-se como se fossem da oposição e, dando por perdido o próximo pleito eleitoral, desencadearam uma espiral reivindicativa nunca vista!
Pela minha parte, como podem consultar nos arquivos, já há muito tempo que defendemos a imperiosidade da construção do Hospital Central do Algarve, a qual é imprenscindível para melhorar a prestação de cuidados de saúde aos algarvios e para qualificar o turismo algarvio e como factor estruturante da criação da faculdade de Medicina da Universidade do Algarve. Ontem José Sócrates e João Cravinho confirmaram a sua necessidade!
Convém recordar que, depois deste Inverno, vem a Primavera, o Verão e as... Autárquicas!!!
Nunca se tinha visto tanta união em torno de um desígnio regional, tentando aproveitar a honestidade de Correia de Campos, ao confessar o seu desconhecimento sobre o estado real das contas da saúde e sobre o grau de prioridade dos novos hospitais. Puro oportunismo político!
Esquecidos dos sucessivos adiamentos dos prazos indicados pelo ministro da Saúde e pelo ex-secretário de Estado da Saúde (também ex-presidente do PSD/Algarve, actual secretário de Estado Adjunto do Turismo demissionário e putativo candidato a deputado purgado das listas ao Parlamento), os autarcas laranjas de Loulé e Faro e os dirigentes regionais dos partidos do Governo comportaram-se como se fossem da oposição e, dando por perdido o próximo pleito eleitoral, desencadearam uma espiral reivindicativa nunca vista!
Pela minha parte, como podem consultar nos arquivos, já há muito tempo que defendemos a imperiosidade da construção do Hospital Central do Algarve, a qual é imprenscindível para melhorar a prestação de cuidados de saúde aos algarvios e para qualificar o turismo algarvio e como factor estruturante da criação da faculdade de Medicina da Universidade do Algarve. Ontem José Sócrates e João Cravinho confirmaram a sua necessidade!
Convém recordar que, depois deste Inverno, vem a Primavera, o Verão e as... Autárquicas!!!
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Haja decoro…
(Publicado na edição de 20 de Janeiro de 2005 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
A sequência dos acontecimentos das últimas semanas roça o irreal e causa-nos arrepios. Perante tal espectáculo, é preciso ter coragem para continuar a acreditar nas virtudes da Democracia!
As inaugurações de obras prontas há dois anos e guardadas para a véspera das eleições autárquicas são antecipadas por pressão ministerial.
Há financiamentos, obras e projectos que são assumidos, sabendo-se que não têm enquadramento orçamental e que não se podem cumprir.
A catadupa de nomeações para altos cargos, para empresas e institutos públicos e as aberturas de concursos de promoção ameaçam esgotar o espaço disponível no Diário da República.
As notas de imprensa com anúncios e boas novas entopem as redacções da imprensa, das rádios e das televisões.
Publicam-se encartes propagandísticos nos jornais e editam-se livros luxuosos com o dinheiro de todos os portugueses.
Os meios e os agentes do Estado são mobilizados para a campanha eleitoral de forma nunca vista.
Os funcionários recebem convites para jantaradas do partido em papel timbrado dos municípios, são pressionados telefonicamente pelos seus chefes a participar e não há consequências.
Os membros do Governo percorrem o País, fazendo inaugurações de manhã e despindo a farda à tarde, participando em acções de campanha nos círculos onde são candidatos.
No meio de tanta confusão, o partido convida a imprensa para o balanço da actividade autárquica e, pasme-se, a tarefa cabe ao Presidente da Câmara que faz a apresentação pública numa sessão partidária de um documento oficial.
Que venha rapidamente o dia 20 de Fevereiro, trave-se já esta espiral de desorientação, insensatez e pouca vergonha. Que haja decoro, senhores!
Em completo desespero, o Governo PSD / CDS vai aumentar os funcionários públicos na véspera das eleições, os salários e as reformas vão aumentar pela redução do IRS, anunciam-se reduções de impostos para as empresas, a actualização dos transportes públicos ficou para Março e as portagens nas SCUT até vão avançar… mas só são pagas daqui a quatro anos!
Portugal precisa de políticos e de políticas responsáveis que garantam estabilidade governativa e permitam a consolidação das contas públicas, congregando em torno dos interesses nacionais toda a sociedade civil. Precisamos de um desígnio mobilizador que agregue gerações, que valorize as energias positivas e potencie os mais optimistas e empreendedores.
Está provado que os portugueses estão prontos a assumir sacrifícios cujos fins sejam conhecidos, concretizáveis e contribuam para melhorar a sua qualidade de vida. Contudo, exigem que se fale verdade em cada momento, para ultrapassar as nossas fragilidades e rentabilizar as forças de todo o País!
Dois em cada três portugueses desejam que o vencedor das eleições para a Assembleia da República obtenha a maioria absoluta. Quase metade de todos nós queremos voltar a acreditar!
A sequência dos acontecimentos das últimas semanas roça o irreal e causa-nos arrepios. Perante tal espectáculo, é preciso ter coragem para continuar a acreditar nas virtudes da Democracia!
As inaugurações de obras prontas há dois anos e guardadas para a véspera das eleições autárquicas são antecipadas por pressão ministerial.
Há financiamentos, obras e projectos que são assumidos, sabendo-se que não têm enquadramento orçamental e que não se podem cumprir.
A catadupa de nomeações para altos cargos, para empresas e institutos públicos e as aberturas de concursos de promoção ameaçam esgotar o espaço disponível no Diário da República.
As notas de imprensa com anúncios e boas novas entopem as redacções da imprensa, das rádios e das televisões.
Publicam-se encartes propagandísticos nos jornais e editam-se livros luxuosos com o dinheiro de todos os portugueses.
Os meios e os agentes do Estado são mobilizados para a campanha eleitoral de forma nunca vista.
Os funcionários recebem convites para jantaradas do partido em papel timbrado dos municípios, são pressionados telefonicamente pelos seus chefes a participar e não há consequências.
Os membros do Governo percorrem o País, fazendo inaugurações de manhã e despindo a farda à tarde, participando em acções de campanha nos círculos onde são candidatos.
No meio de tanta confusão, o partido convida a imprensa para o balanço da actividade autárquica e, pasme-se, a tarefa cabe ao Presidente da Câmara que faz a apresentação pública numa sessão partidária de um documento oficial.
Que venha rapidamente o dia 20 de Fevereiro, trave-se já esta espiral de desorientação, insensatez e pouca vergonha. Que haja decoro, senhores!
Em completo desespero, o Governo PSD / CDS vai aumentar os funcionários públicos na véspera das eleições, os salários e as reformas vão aumentar pela redução do IRS, anunciam-se reduções de impostos para as empresas, a actualização dos transportes públicos ficou para Março e as portagens nas SCUT até vão avançar… mas só são pagas daqui a quatro anos!
Portugal precisa de políticos e de políticas responsáveis que garantam estabilidade governativa e permitam a consolidação das contas públicas, congregando em torno dos interesses nacionais toda a sociedade civil. Precisamos de um desígnio mobilizador que agregue gerações, que valorize as energias positivas e potencie os mais optimistas e empreendedores.
Está provado que os portugueses estão prontos a assumir sacrifícios cujos fins sejam conhecidos, concretizáveis e contribuam para melhorar a sua qualidade de vida. Contudo, exigem que se fale verdade em cada momento, para ultrapassar as nossas fragilidades e rentabilizar as forças de todo o País!
Dois em cada três portugueses desejam que o vencedor das eleições para a Assembleia da República obtenha a maioria absoluta. Quase metade de todos nós queremos voltar a acreditar!
terça-feira, janeiro 18, 2005
Os retratos da nação...
É hoje divulgado um documento preocupante da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) onde é defendido que o próximo Governo deve aumentar impostos e cortar despesas, por considerar que Portugal manteve nos últimos três anos os "desequilíbrios macroeconómicos" e agravou os "bloqueios políticos".
O pântano político apontado por António Guterres em 2001 manteve-se e, em muitos casos, agravou-se de forma imperdoável, com especial incidência nos domínios económicos e sociais.
Apesar dos três anos de sacrifícios impostos aos portugueses, depois do aumento exponencial do empreso e da pobreza, após as empresas portuguesas terem perdido competitividade internacionalmente, é certo que vamos continuar a apertar o cinto!
Um resumo do documento pode ser consultado no Público, mas é melhor sentar-se antes...
O pântano político apontado por António Guterres em 2001 manteve-se e, em muitos casos, agravou-se de forma imperdoável, com especial incidência nos domínios económicos e sociais.
Apesar dos três anos de sacrifícios impostos aos portugueses, depois do aumento exponencial do empreso e da pobreza, após as empresas portuguesas terem perdido competitividade internacionalmente, é certo que vamos continuar a apertar o cinto!
Um resumo do documento pode ser consultado no Público, mas é melhor sentar-se antes...
terça-feira, janeiro 11, 2005
Ideias, propostas e... programas!
A precipitação do calendário eleitoral, provocada pela dissolução da Assembleia da República, não surpreendeu a generalidade dos seguidores da política nacional. Havia que mudar de rumo!
De facto, os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, o baldanço de Durão Barroso (aka José Manuel Barroso) para Bruxelas, a sucessão de Pedro Santana Lopes, o estado em quem deixam as contas públicas e a sucessão calamitosa de omissões, erros e asneiras do Governo não tinham outra saída!
Só faltava mesmo saber quando, apesar dos avisos do Presidente da República, na tomada de posse do Governo e nas comemorações do 5 de Outubro, deixarem perceber que a paciência e o calendário estavam prestes a entender-se...
Por outro lado, apesar dos timings defenidos por José Sócrates no Congresso de Guimarães apontarem um período mais alargado para avaliação dos danos e preparação das propostas socialistas, o líder do PS soube gerir o encurtamento dos prazos e mobilizar um conjunto notável de quadros socialistas e de personalidades independentes para fazer arrancar sem demoras o Fórum Novas Fronteiras. Com dois algarvios no limitadíssimo núcleo coordenador, note-se...
Aliás, o Fórum beneficia do trabalho mantido nos últimos dois anos pelo Gabinete de Estudos liderado por António José Seguro e Luís Nazaré, no qual participaram mais de quatro mil portugueses. As ideias foram sendo amadurecidas e debatidas em cerca de quarenta grupos de trabalho um pouco por todo o país. O Programa de Governo do PS não precisará de nenhuma incubadora instável e conta agora com a participação dos portugueses... que queiram dar o seu contributo!
De facto, os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, o baldanço de Durão Barroso (aka José Manuel Barroso) para Bruxelas, a sucessão de Pedro Santana Lopes, o estado em quem deixam as contas públicas e a sucessão calamitosa de omissões, erros e asneiras do Governo não tinham outra saída!
Só faltava mesmo saber quando, apesar dos avisos do Presidente da República, na tomada de posse do Governo e nas comemorações do 5 de Outubro, deixarem perceber que a paciência e o calendário estavam prestes a entender-se...
Por outro lado, apesar dos timings defenidos por José Sócrates no Congresso de Guimarães apontarem um período mais alargado para avaliação dos danos e preparação das propostas socialistas, o líder do PS soube gerir o encurtamento dos prazos e mobilizar um conjunto notável de quadros socialistas e de personalidades independentes para fazer arrancar sem demoras o Fórum Novas Fronteiras. Com dois algarvios no limitadíssimo núcleo coordenador, note-se...
Aliás, o Fórum beneficia do trabalho mantido nos últimos dois anos pelo Gabinete de Estudos liderado por António José Seguro e Luís Nazaré, no qual participaram mais de quatro mil portugueses. As ideias foram sendo amadurecidas e debatidas em cerca de quarenta grupos de trabalho um pouco por todo o país. O Programa de Governo do PS não precisará de nenhuma incubadora instável e conta agora com a participação dos portugueses... que queiram dar o seu contributo!
segunda-feira, janeiro 10, 2005
As sondagens...
Em período pré-eleitoral, elas são uma companhia certa e um instrumento indispensável para alinhar discursos e corrigir o rumo, nem que seja milimetricamente...
Sem grandes pretensões de análise técnica, parece-nos que a tendência para a maioria absoluta do PS pode ter um efeito inverso ao pretendido pelos socialistas. Ninguém pense que são favas contadas!
Perante o actual estado da nação, face aos números das sondagens do Expresso/Sic/RR e no Correio da Manhã, a responsabilidade é cada vez maior, não permite discursos pouco razoáveis, seja a nível nacional, seja no plano regional...
Mais do que nunca, é imperioso FALAR VERDADE!
Sem grandes pretensões de análise técnica, parece-nos que a tendência para a maioria absoluta do PS pode ter um efeito inverso ao pretendido pelos socialistas. Ninguém pense que são favas contadas!
Perante o actual estado da nação, face aos números das sondagens do Expresso/Sic/RR e no Correio da Manhã, a responsabilidade é cada vez maior, não permite discursos pouco razoáveis, seja a nível nacional, seja no plano regional...
Mais do que nunca, é imperioso FALAR VERDADE!
domingo, janeiro 09, 2005
Para quem gosta de sondagens...
Chama-se Pedro Magalhães, é investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sendo um dos melhores analistas políticos cá da terrinha, para além de ser o responsável pelas sondagens eleitorais do Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica.
Desde há muito que seguimos as suas opiniões nas páginas do Público (espero que continue...) e noutras obras que tem publicado. Desde esta semana, também está na blogosfera, tentando reduzir as margens de erro!
PS: Já repararam que a nossa listagem de Links está mais completa?!
Desde há muito que seguimos as suas opiniões nas páginas do Público (espero que continue...) e noutras obras que tem publicado. Desde esta semana, também está na blogosfera, tentando reduzir as margens de erro!
PS: Já repararam que a nossa listagem de Links está mais completa?!
sábado, janeiro 08, 2005
Quem está disponível?!
Começa hoje, no Porto, e vai ser notícia nos próximos dias...
Para saber mais, é melhor clicar aqui!
Para saber mais, é melhor clicar aqui!
quinta-feira, janeiro 06, 2005
E Odelouca?!
Descobriu-se hoje que Portugal está a atravessar um período de seca severa, em boa parte do país, em termos climáticos. Sergundo o Público, em termos hidrológicos, a situação ainda não é preocupante, a não ser no Algarve, onde duas das principais barragens têm apenas 14 por cento da água que poderiam comportar...
Em Portugal, é costume lembramo-nos de Santa Bárbara quando faz trovões. Neste caso concreto, não há fundamentos que justifiquem os atrasos na construção da Barragem de Odelouca ou as indecisões em torno de todo o sistema de abastecimento de água da região e, nomeadamente, do projecto da Barragem da Foupana...
O futuro do Algarve assenta no desenvolvimento sustentado de toda a economia regional e a água é um elemento básico para ser analisado de ânimo leve!
Em Portugal, é costume lembramo-nos de Santa Bárbara quando faz trovões. Neste caso concreto, não há fundamentos que justifiquem os atrasos na construção da Barragem de Odelouca ou as indecisões em torno de todo o sistema de abastecimento de água da região e, nomeadamente, do projecto da Barragem da Foupana...
O futuro do Algarve assenta no desenvolvimento sustentado de toda a economia regional e a água é um elemento básico para ser analisado de ânimo leve!
Entre o melhor e o pior...
(Publicado na edição de 6 de Janeiro de 2005 do jornal BARLAVENTO)
Os números do desemprego, a situação na saúde, a quebra do poder de compra, a incerteza das reformas e a incompetência na educação marcam a memória de 2004. Apesar dos sacrifícios exigidos aos portugueses, não há retoma nem sinais que alimentem a esperança.
Os algarvios envolvem-se outra vez na discussão das vantagens da regionalização, com debates sucessivos sobre as novas associações de municípios. Ultrapassados os ímpetos divisionistas de Miguel Relvas, houve unanimidade na opção que dá mais garantias no futuro – a grande área metropolitana – apesar de precisarmos urgentemente da verdadeira descentralização!
No dia 30 de Maio, Durão Barroso chega de comboio para assinalar a conclusão dos trabalhos da ligação do alfa pendular entre Faro e Braga, com passagem pela Ponte 25 de Abril. Depois da inauguração da auto-estrada em 2003, há boas razões para recordar João Cravinho e Jorge Coelho!
Com apenas três jogos no Estádio do Algarve, o Euro2004 foi um sucesso nas várias vertentes – organização, competição, mobilização e participação dos portugueses. Resta-nos agora definir com urgência o que fazer com o Estádio e com o Parque das Cidades. Surgem dúvidas sobre a construção do Hospital Central do Algarve, indispensável para a criação da Faculdade de Medicina 25 anos depois do Hospital Distrital e da Universidade, seria conveniente que fossem cabalmente dissipadas até 20 de Fevereiro!
Derrotado nas eleições para o Parlamento Europeu e concluída a festa do Euro, Barroso baldou-se para Bruxelas e o país político começa a arder.
Os incêndios florestais de Julho e de Agosto devoram hectares de floresta insubstituível e demonstram um Governo à deriva, arrogante e prepotente, incapaz de enfrentar a calamidade e a tragédia que se abateu sobre as gentes de Loulé, Silves, São Brás de Alportel, Castro Marim e Tavira!
Setembro e Outubro ficam na história pela abertura do ano lectivo mais caótica dos últimos trinta anos, que marca um Governo sem noção de responsabilidade e sem sentido de futuro. Cometidos os erros, aprenda-se com a experiência, para que nunca mais se repita!
Graças à Via do Infante, as estradas algarvias andaram mais calmas ao longo de 2004, com menos acidentes e menos vítimas mortais. Graças a este (des)governo, o dia 12 de Novembro fica marcado pela unanimidade regional contra a introdução de portagens!
Politicamente, assinalem-se os regressos de Mendes Bota ao activo e de Carlos Carvalhas ao retiro de Santo Estêvão.
Apesar do Euro2004, este acabou por ser o pior ano turístico de última década, marcando quatro anos de descida progressiva na ocupação hoteleira. Extremamente dependente do sector, a economia regional ressentiu-se e os níveis do desemprego crescem sem parar desde Agosto. No dia 20 de Fevereiro, é tempo de mudar de vida!
Em termos culturais, foi o cinema quem mais ordenou. Kiss Me, rodado em Tavira, e Costa dos Murmúrios, baseado na obra homónima de Lídia Jorge, mostram que há matéria-prima para fazer bom cinema em português, embora o publico continue a rarear!
Este foi também o ano da passagem de Humberto Fernandes e de Sophia de Mello Breyner, para além de Sousa Franco; Maria de Lurdes Pintassilgo ou de Carlos Paredes. Sentimos saudades deles!
Os números do desemprego, a situação na saúde, a quebra do poder de compra, a incerteza das reformas e a incompetência na educação marcam a memória de 2004. Apesar dos sacrifícios exigidos aos portugueses, não há retoma nem sinais que alimentem a esperança.
Os algarvios envolvem-se outra vez na discussão das vantagens da regionalização, com debates sucessivos sobre as novas associações de municípios. Ultrapassados os ímpetos divisionistas de Miguel Relvas, houve unanimidade na opção que dá mais garantias no futuro – a grande área metropolitana – apesar de precisarmos urgentemente da verdadeira descentralização!
No dia 30 de Maio, Durão Barroso chega de comboio para assinalar a conclusão dos trabalhos da ligação do alfa pendular entre Faro e Braga, com passagem pela Ponte 25 de Abril. Depois da inauguração da auto-estrada em 2003, há boas razões para recordar João Cravinho e Jorge Coelho!
Com apenas três jogos no Estádio do Algarve, o Euro2004 foi um sucesso nas várias vertentes – organização, competição, mobilização e participação dos portugueses. Resta-nos agora definir com urgência o que fazer com o Estádio e com o Parque das Cidades. Surgem dúvidas sobre a construção do Hospital Central do Algarve, indispensável para a criação da Faculdade de Medicina 25 anos depois do Hospital Distrital e da Universidade, seria conveniente que fossem cabalmente dissipadas até 20 de Fevereiro!
Derrotado nas eleições para o Parlamento Europeu e concluída a festa do Euro, Barroso baldou-se para Bruxelas e o país político começa a arder.
Os incêndios florestais de Julho e de Agosto devoram hectares de floresta insubstituível e demonstram um Governo à deriva, arrogante e prepotente, incapaz de enfrentar a calamidade e a tragédia que se abateu sobre as gentes de Loulé, Silves, São Brás de Alportel, Castro Marim e Tavira!
Setembro e Outubro ficam na história pela abertura do ano lectivo mais caótica dos últimos trinta anos, que marca um Governo sem noção de responsabilidade e sem sentido de futuro. Cometidos os erros, aprenda-se com a experiência, para que nunca mais se repita!
Graças à Via do Infante, as estradas algarvias andaram mais calmas ao longo de 2004, com menos acidentes e menos vítimas mortais. Graças a este (des)governo, o dia 12 de Novembro fica marcado pela unanimidade regional contra a introdução de portagens!
Politicamente, assinalem-se os regressos de Mendes Bota ao activo e de Carlos Carvalhas ao retiro de Santo Estêvão.
Apesar do Euro2004, este acabou por ser o pior ano turístico de última década, marcando quatro anos de descida progressiva na ocupação hoteleira. Extremamente dependente do sector, a economia regional ressentiu-se e os níveis do desemprego crescem sem parar desde Agosto. No dia 20 de Fevereiro, é tempo de mudar de vida!
Em termos culturais, foi o cinema quem mais ordenou. Kiss Me, rodado em Tavira, e Costa dos Murmúrios, baseado na obra homónima de Lídia Jorge, mostram que há matéria-prima para fazer bom cinema em português, embora o publico continue a rarear!
Este foi também o ano da passagem de Humberto Fernandes e de Sophia de Mello Breyner, para além de Sousa Franco; Maria de Lurdes Pintassilgo ou de Carlos Paredes. Sentimos saudades deles!
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Mais um fracasso!
Apesar do largo consenso social em torno das necessárias alterações do Código da Estrada, parece que este é um dos mais fracassos da Legislatura. Prometido para os primeiros dias do novo Governo, aproximam-se as eleições e o diploma continua emperrado nos gabinetes...
Anunciado para entrar em vigor em cada novo trimestre que se aproximava ou em cada operação especial das autoridades de Trânsito, a acreditar no Diário de Notícias, o caso do "novo" Código revela bem os abusos de informação e a manipulação da imprensa, pretendendo fazer crer aos portugueses que já vigorava uma Lei que não consegue chegar a Belém para ser devidamente promulgada!
Anunciado para entrar em vigor em cada novo trimestre que se aproximava ou em cada operação especial das autoridades de Trânsito, a acreditar no Diário de Notícias, o caso do "novo" Código revela bem os abusos de informação e a manipulação da imprensa, pretendendo fazer crer aos portugueses que já vigorava uma Lei que não consegue chegar a Belém para ser devidamente promulgada!
domingo, janeiro 02, 2005
Mudar de vida
Nós, os portugueses, demos mundos ao mundo. Humanos, continuamos à procura do nosso lugar. Insatisfeitos, procuramos forma de mudar de vida. Desesperados, não entendemos que temos nas mãos os meios para vencer a depressão que parece justificar o estado das coisas...
O Diário de Notícias aproveita os primeiros raios de sol de 2005 para fazer o balanço de Portugal e perspectivar o novo ano, contando com a ajuda preciosa do mestre Eduardo Lourenço, que nos desafia a apostar na democracia para ultrapassar os males que nos apoquentam!
Insatisfeitos, contrafeitos, acomodados, é tempo de dizer basta! No dia 20 de Fevereiro, vamos mudar de vida!
O Diário de Notícias aproveita os primeiros raios de sol de 2005 para fazer o balanço de Portugal e perspectivar o novo ano, contando com a ajuda preciosa do mestre Eduardo Lourenço, que nos desafia a apostar na democracia para ultrapassar os males que nos apoquentam!
Insatisfeitos, contrafeitos, acomodados, é tempo de dizer basta! No dia 20 de Fevereiro, vamos mudar de vida!
sábado, janeiro 01, 2005
E você, vai ficar de braços cruzados?!
Com as eleições marcadas para 20 de Fevereiro, o Presidente da República aproveitou a Mensagem de Ano Novo para lembrar a "sucessão imprevista de crises governamentais" de 2004 e apelou aos portugueses para que usem o seu voto para renovar a legitimidade democrática da Assembleia da República.
Depois do bom exemplo do Cardeal Patriarca, o mais alto magistrado da Nação apela à participação dos portugueses na vida pública, ao direito constitucional de elegerem os seus representantes e ao dever de votar!!!
Nesse sentido, Jorge Sampaio defendeu que "a legitimidade democrática renovada da próxima Assembleia da República pode e deve criar as condições políticas necessárias para responder, decisivamente, à presente situação!"
Em 2005, vamos construir um mundo melhor, ok?!
Depois do bom exemplo do Cardeal Patriarca, o mais alto magistrado da Nação apela à participação dos portugueses na vida pública, ao direito constitucional de elegerem os seus representantes e ao dever de votar!!!
Nesse sentido, Jorge Sampaio defendeu que "a legitimidade democrática renovada da próxima Assembleia da República pode e deve criar as condições políticas necessárias para responder, decisivamente, à presente situação!"
Em 2005, vamos construir um mundo melhor, ok?!
sexta-feira, dezembro 31, 2004
O ano em que Durão... baldou-se!!!
Nos próximo dias, vamos fazer por aqui o balanço do ano que agora finda. Aceitam-se contributos e sugestões...
O grosso da análise, pelo menos em termos regionais, está reservada para a próxima edição do BARLAVENTO. Como dizia um amigo num destes dias frios, esperemos que o pior de 2005 seja igual ao melhor do ano de (quase) todas as desilusões!!!
O grosso da análise, pelo menos em termos regionais, está reservada para a próxima edição do BARLAVENTO. Como dizia um amigo num destes dias frios, esperemos que o pior de 2005 seja igual ao melhor do ano de (quase) todas as desilusões!!!
sábado, dezembro 25, 2004
O caminho da reconciliação...
É tempo de Natal, os discursos são de esperança, as armas estão arrumadas, os noticiários falam de solidariedade, os sorrisos aparentam felicidade, as mesas estão cheias e as prendas escondem a crise!!!
Em Portugal e no resto do mundo, é tempo de fazer balanços do ano que agora termina e começar a perspectivar o próximo, sendo certo que Bush vai arrancar para um novo mandato de quatro anos como defensor do planeta, que o curto e reinadio consulado da dupla Santana / Portas aproxima-se em crescendo do termo e que as novidades vão ser tantas que ultrapassam as fronteiras do continente...
Nos próximos dias, enquanto o nome de D. José Policarpo vai ganhando peso na sucessão de S. Pedro, Lisboa vai estar no centro do mundo cristão com mais um Encontro Europeu de Jovens promovido pela Comunidade Ecuménica de Taizé!
Na sua habitual carta aos participantes e que será discutida durante o ano de 2005 nos encontros de Taizé, o irmão Roger, fundador desta comunidade monástica, escreve que "restabelecer a comunhão" entre cristãos separados "é hoje urgente". Na carta "Um Futuro de Paz", o prior desta comunidade que reúne monges católicos e protestantes diz que essa tarefa "não se pode adiar permanentemente até ao fim dos tempos"!
Se há um caminho para a paz e para a reconciliação dos povos, ele vai passar por Lisboa...
Em Portugal e no resto do mundo, é tempo de fazer balanços do ano que agora termina e começar a perspectivar o próximo, sendo certo que Bush vai arrancar para um novo mandato de quatro anos como defensor do planeta, que o curto e reinadio consulado da dupla Santana / Portas aproxima-se em crescendo do termo e que as novidades vão ser tantas que ultrapassam as fronteiras do continente...
Nos próximos dias, enquanto o nome de D. José Policarpo vai ganhando peso na sucessão de S. Pedro, Lisboa vai estar no centro do mundo cristão com mais um Encontro Europeu de Jovens promovido pela Comunidade Ecuménica de Taizé!
Na sua habitual carta aos participantes e que será discutida durante o ano de 2005 nos encontros de Taizé, o irmão Roger, fundador desta comunidade monástica, escreve que "restabelecer a comunhão" entre cristãos separados "é hoje urgente". Na carta "Um Futuro de Paz", o prior desta comunidade que reúne monges católicos e protestantes diz que essa tarefa "não se pode adiar permanentemente até ao fim dos tempos"!
Se há um caminho para a paz e para a reconciliação dos povos, ele vai passar por Lisboa...
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Voltar a confiar!
(Publicado na edição de 23 de Dezembro de 2004 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
O ano de 2004 fica marca pela queda incessante da confiança na política e nos políticos que nos servem. Todos perceberam as razões que levaram Jorge Sampaio a dissolver a Assembleia da República. Pela incapacidade e pelo caos na governação de Portugal!
Cada dia isso é mais evidente, apesar de tentarem ocultar o sol da realidade com a peneira das medidas desgarradas e ineficazes. É tempo de enfrentar a verdade do défice orçamental e o descalabro total das contas públicas, não obstante os sacrifícios impostos às famílias portuguesas desde 2002.
Os números do desemprego, a situação na saúde, a quebra do poder de compra, a incerteza das reformas e a incompetência na educação são indesmentíveis.
Liderados por Durão Barroso e Santana Lopes, os governos do PSD e do CDS/PP tiveram muito tempo para melhorar a situação do País, contando com o apoio do Presidente da República e com a paciência dos portugueses, mas só aprofundaram os efeitos da crise económica e geraram uma crise social impensável. É justo que os portugueses questionem a utilidade destes governantes!
Certos de derrota caso se se apresentassem coligados, depois de consultarem os oráculos e as sondagens, os seus líderes optaram por uma pobre estratégia de mercearia – vamos cada um pelo seu lado, eu pesco á direita e tu ao centro e depois dividimos os despojos. Não há um projecto nacional, não há uma ambição, não há razões para merecerem um único voto!
Portugal precisa de uma classe política mais competente, de renovar os seus protagonistas.
Após um período de grande participação cívica depois da Revolução de Abril, os portugueses deixaram de interessar-se pela política de forma activa. Votam e vão à sua vida. Basta assistir às assembleias ou às reuniões de câmara, basta entrar numa assembleia de freguesia!
A restauração da racionalidade burocrática no funcionamento dos órgãos autárquicos e a consolidação de procedimentos de gestão rotineiros e impessoais conduziram-nos a este beco. Os portugueses toleram quem não cumpre a lei e não há uma intervenção cívica continuada e vigorosa contra este estado das coisas. Se calhar, por ser conveniente aos titulares dos cargos e dos poderes públicos!
Mas, este beco tem saída, não passa por cruzarmos e braços, optarmos pela abstenção e permitir que outros decidam por nós. Isso é o que eles queriam!
Assim, importa encontrar soluções para aumentar a transparência do financiamento dos partidos políticos e dignificar a participação dos melhores na função política, garantindo-lhes um maior reconhecimento social da sua dedicação à causa pública.
É imprescindível assegurar o funcionamento eficaz da máquina da justiça, para voltarmos a acreditar na força da lei e do Estado de Direito, para desincentivar a corrupção e fazer com que as pessoas difamadas possam defender a sua credibilidade e restabelecer a sua dignidade em pouco tempo.
Uma maior abertura dos processos de decisão a conselheiros técnicos especializados, a avaliação regular das iniciativas desenvolvidas e uma melhor gestão da exposição pública dos titulares, bem como a reforma do sistema eleitoral seriam medidas bem recebidas.
A introdução de círculos eleitorais uninominais e a regionalização administrativa aumentariam a responsabilização dos eleitos perante os cidadãos.
A participação personalizada dos cidadãos mostra-se essencial, senão vital para a sobrevivência do nosso sistema democrático. Vale a pena pensar nisto. Boas Festas!
O ano de 2004 fica marca pela queda incessante da confiança na política e nos políticos que nos servem. Todos perceberam as razões que levaram Jorge Sampaio a dissolver a Assembleia da República. Pela incapacidade e pelo caos na governação de Portugal!
Cada dia isso é mais evidente, apesar de tentarem ocultar o sol da realidade com a peneira das medidas desgarradas e ineficazes. É tempo de enfrentar a verdade do défice orçamental e o descalabro total das contas públicas, não obstante os sacrifícios impostos às famílias portuguesas desde 2002.
Os números do desemprego, a situação na saúde, a quebra do poder de compra, a incerteza das reformas e a incompetência na educação são indesmentíveis.
Liderados por Durão Barroso e Santana Lopes, os governos do PSD e do CDS/PP tiveram muito tempo para melhorar a situação do País, contando com o apoio do Presidente da República e com a paciência dos portugueses, mas só aprofundaram os efeitos da crise económica e geraram uma crise social impensável. É justo que os portugueses questionem a utilidade destes governantes!
Certos de derrota caso se se apresentassem coligados, depois de consultarem os oráculos e as sondagens, os seus líderes optaram por uma pobre estratégia de mercearia – vamos cada um pelo seu lado, eu pesco á direita e tu ao centro e depois dividimos os despojos. Não há um projecto nacional, não há uma ambição, não há razões para merecerem um único voto!
Portugal precisa de uma classe política mais competente, de renovar os seus protagonistas.
Após um período de grande participação cívica depois da Revolução de Abril, os portugueses deixaram de interessar-se pela política de forma activa. Votam e vão à sua vida. Basta assistir às assembleias ou às reuniões de câmara, basta entrar numa assembleia de freguesia!
A restauração da racionalidade burocrática no funcionamento dos órgãos autárquicos e a consolidação de procedimentos de gestão rotineiros e impessoais conduziram-nos a este beco. Os portugueses toleram quem não cumpre a lei e não há uma intervenção cívica continuada e vigorosa contra este estado das coisas. Se calhar, por ser conveniente aos titulares dos cargos e dos poderes públicos!
Mas, este beco tem saída, não passa por cruzarmos e braços, optarmos pela abstenção e permitir que outros decidam por nós. Isso é o que eles queriam!
Assim, importa encontrar soluções para aumentar a transparência do financiamento dos partidos políticos e dignificar a participação dos melhores na função política, garantindo-lhes um maior reconhecimento social da sua dedicação à causa pública.
É imprescindível assegurar o funcionamento eficaz da máquina da justiça, para voltarmos a acreditar na força da lei e do Estado de Direito, para desincentivar a corrupção e fazer com que as pessoas difamadas possam defender a sua credibilidade e restabelecer a sua dignidade em pouco tempo.
Uma maior abertura dos processos de decisão a conselheiros técnicos especializados, a avaliação regular das iniciativas desenvolvidas e uma melhor gestão da exposição pública dos titulares, bem como a reforma do sistema eleitoral seriam medidas bem recebidas.
A introdução de círculos eleitorais uninominais e a regionalização administrativa aumentariam a responsabilização dos eleitos perante os cidadãos.
A participação personalizada dos cidadãos mostra-se essencial, senão vital para a sobrevivência do nosso sistema democrático. Vale a pena pensar nisto. Boas Festas!
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Está alguém a ouvir?!
A possibilidade que os blogues dão aos jornalistas para expressarem em público as suas opiniões são uma das razões que levam cada vez mais jornalistas à blogosfera, enquanto para quem não é profissional da informação a possibilidade de participação cívica e de fazer de alguma forma jornalismo poderão ser motivações importantes.
Estas foram ideias que ficaram do colóquio "O papel dos blogues no jornalismo actual", com as participações de Manuel Pinho e João Paulo Meneses, realizado no Cybercentro de Guimarães e hoje referenciado no Público.
Para confirmar a primeira ideia, esperemos que mais jornalistas algarvios cheguem à blogosfera...
Estas foram ideias que ficaram do colóquio "O papel dos blogues no jornalismo actual", com as participações de Manuel Pinho e João Paulo Meneses, realizado no Cybercentro de Guimarães e hoje referenciado no Público.
Para confirmar a primeira ideia, esperemos que mais jornalistas algarvios cheguem à blogosfera...
Semear e colher
(Publicado na edição de 9 de Dezembro de 2004 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Por minha iniciativa, no dia 29 de Novembro de 2004, cessei as funções de Presidente da Comissão Política Concelhia de Tavira do Partido Socialista, que vinha desempenhando ao longo dos últimos dezoito meses.
Desde que assumi aquelas funções, desejei colocar em prática os compromissos assumidos com os militantes e consagrados na moção “Soluções de Futuro – T@vira’2003”, sempre numa lógica de lealdade e de solidariedade com os órgãos políticos de âmbito regional e nacional e na estreita observância dos princípios e valores que regem o PS.
Apesar das dificuldades inerentes à situação local, acredito que foram dados passos importantes para a sua plena concretização, discutindo e fazendo aprovar na Comissão Política um conjunto de ferramentas essenciais para criar as condições mínimas de funcionamento e para aproximar mais a estrutura dos tavirenses.
Externamente, registou-se um acompanhamento regular e sistemático da actividade desenvolvida pelos nossos representantes nos órgãos autárquicos do concelho, protagonizando uma oposição firme, séria e construtiva, procurando corresponder aos anseios e expectativas neles depositados.
A luta contra o encerramento da esquadra da Polícia de Segurança Pública ou da estação de Correios da Luz de Tavira, a dignificação do funcionamento dos órgãos autárquicos e o aumento da participação dos cidadãos no processo decisório, a reivindicação do cumprimento das promessas eleitorais feitas aos tavirenses, a oposição à reintrodução da derrama sobre o IRC ou à aplicação das taxas máximas nos Impostos Municipais, são exemplos que pontuam essa capacidade de iniciativa e de compromisso.
Perante actos eleitorais de acrescida dificuldade, assegurámos a mobilização dos militantes, dos simpatizantes e de inúmeros cidadãos, contribuindo para obter um dos melhores resultados de sempre em eleições de âmbito nacional, ultrapassando as médias regional e nacional.
No plano interno, os militantes registados aumentaram em mais de trinta por cento e melhorou-se a comunicação com os cidadãos, publicando onze edições do boletim do PS-Tavira e distribuindo mais de quatro dezenas de comunicados e notas de imprensa.
O processo electivo do Secretário-Geral e dos delegados foi marcado por uma participação maciça dos militantes nas acções de esclarecimento, no acto eleitoral e no próprio XIV Congresso Nacional.
Compete-me dirigir uma palavra especial de agradecimento aos militantes que integraram o Secretariado e a Comissão Política, durante este período, salvaguardando com a sua coragem e determinação uma situação de vazio que seria certamente devastadora. Conto com a vossa disponibilidade e motivação para ultrapassar os próximos desafios!
Há um tempo para semear e há um tempo para colher…
Estão asseguradas as condições necessárias para ser apresentado um projecto ganhador nas próximas eleições autárquicas, liderado por uma figura de referência para os socialistas e merecedora do respeito dos tavirenses, com listas renovadas e rejuvenescidas, preparadas para merecer a confiança e devolver a esperança aos cidadãos.
Sempre encarei a actividade política como uma missão de serviço público, enquadrada pelos princípios e valores do socialismo democrático e por uma cultura de trabalho de equipa e de avaliação permanente do desempenho.
Por tudo isto, em nome do rigor e da transparência, justificava-se esta prestação de contas aos tavirenses!
Por minha iniciativa, no dia 29 de Novembro de 2004, cessei as funções de Presidente da Comissão Política Concelhia de Tavira do Partido Socialista, que vinha desempenhando ao longo dos últimos dezoito meses.
Desde que assumi aquelas funções, desejei colocar em prática os compromissos assumidos com os militantes e consagrados na moção “Soluções de Futuro – T@vira’2003”, sempre numa lógica de lealdade e de solidariedade com os órgãos políticos de âmbito regional e nacional e na estreita observância dos princípios e valores que regem o PS.
Apesar das dificuldades inerentes à situação local, acredito que foram dados passos importantes para a sua plena concretização, discutindo e fazendo aprovar na Comissão Política um conjunto de ferramentas essenciais para criar as condições mínimas de funcionamento e para aproximar mais a estrutura dos tavirenses.
Externamente, registou-se um acompanhamento regular e sistemático da actividade desenvolvida pelos nossos representantes nos órgãos autárquicos do concelho, protagonizando uma oposição firme, séria e construtiva, procurando corresponder aos anseios e expectativas neles depositados.
A luta contra o encerramento da esquadra da Polícia de Segurança Pública ou da estação de Correios da Luz de Tavira, a dignificação do funcionamento dos órgãos autárquicos e o aumento da participação dos cidadãos no processo decisório, a reivindicação do cumprimento das promessas eleitorais feitas aos tavirenses, a oposição à reintrodução da derrama sobre o IRC ou à aplicação das taxas máximas nos Impostos Municipais, são exemplos que pontuam essa capacidade de iniciativa e de compromisso.
Perante actos eleitorais de acrescida dificuldade, assegurámos a mobilização dos militantes, dos simpatizantes e de inúmeros cidadãos, contribuindo para obter um dos melhores resultados de sempre em eleições de âmbito nacional, ultrapassando as médias regional e nacional.
No plano interno, os militantes registados aumentaram em mais de trinta por cento e melhorou-se a comunicação com os cidadãos, publicando onze edições do boletim do PS-Tavira e distribuindo mais de quatro dezenas de comunicados e notas de imprensa.
O processo electivo do Secretário-Geral e dos delegados foi marcado por uma participação maciça dos militantes nas acções de esclarecimento, no acto eleitoral e no próprio XIV Congresso Nacional.
Compete-me dirigir uma palavra especial de agradecimento aos militantes que integraram o Secretariado e a Comissão Política, durante este período, salvaguardando com a sua coragem e determinação uma situação de vazio que seria certamente devastadora. Conto com a vossa disponibilidade e motivação para ultrapassar os próximos desafios!
Há um tempo para semear e há um tempo para colher…
Estão asseguradas as condições necessárias para ser apresentado um projecto ganhador nas próximas eleições autárquicas, liderado por uma figura de referência para os socialistas e merecedora do respeito dos tavirenses, com listas renovadas e rejuvenescidas, preparadas para merecer a confiança e devolver a esperança aos cidadãos.
Sempre encarei a actividade política como uma missão de serviço público, enquadrada pelos princípios e valores do socialismo democrático e por uma cultura de trabalho de equipa e de avaliação permanente do desempenho.
Por tudo isto, em nome do rigor e da transparência, justificava-se esta prestação de contas aos tavirenses!
terça-feira, dezembro 07, 2004
Parabéns... a todos nós!!!
Há líderes que souberam combinar o seu carisma pessoal com um elevado sentido de Estado, a sua capacidade de combate político com a clarividência dos visionários cuja acção faz o Mundo mudar para melhor!
Nem todos os países podem orgulhar-se de contar entre os seus e, em particular, na sua família política, de pessoas desse calibre raro. Felizmente, em Portugal, no seio da família socialista, contamos com Mário Soares!
Perante o desânimo dos dias tristes que atravessamos, perante a urgência de voltar ao combate por um Portugal melhor, mais solidário, mais fraterno, há exemplos de vida que são uma candeia na escuridão...
A plenitude dos teus 80 anos está estampada em todos os jornais, os colunistas desdobram-se em homenagens, as tuas palavras são escutadas com reverência e nós estaremos atentos, prontos para a luta. Hoje como ontem!
Parabéns, Mário Soares! Parabéns, Portugal!
PS - Como sempre, ao lado dos grandes homens, está sempre uma enorme mulher, algarvia, por acaso!
Nem todos os países podem orgulhar-se de contar entre os seus e, em particular, na sua família política, de pessoas desse calibre raro. Felizmente, em Portugal, no seio da família socialista, contamos com Mário Soares!
Perante o desânimo dos dias tristes que atravessamos, perante a urgência de voltar ao combate por um Portugal melhor, mais solidário, mais fraterno, há exemplos de vida que são uma candeia na escuridão...
A plenitude dos teus 80 anos está estampada em todos os jornais, os colunistas desdobram-se em homenagens, as tuas palavras são escutadas com reverência e nós estaremos atentos, prontos para a luta. Hoje como ontem!
Parabéns, Mário Soares! Parabéns, Portugal!
PS - Como sempre, ao lado dos grandes homens, está sempre uma enorme mulher, algarvia, por acaso!
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Falar verdade
Lembram-se do slogan escolhido por Ferro Rodrigues para a sua campanha eleitoral em 2002?!
Falar verdade e fazer bem, foram as máximas escolhidas para apelar ao voto dos portugueses e à união dos socialistas.
Hoje, o director do jornal Público, José Manuel Fernandes, faz esse desafio aos candidatos a Primeiro-Ministro, elevando qualitativamente a fasquia das próximas eleições para a Assembleia da República.
Esperemos que o seu alerta seja escutado e que os portugueses não embalem em cantos de sereia...
Falar verdade e fazer bem, foram as máximas escolhidas para apelar ao voto dos portugueses e à união dos socialistas.
Hoje, o director do jornal Público, José Manuel Fernandes, faz esse desafio aos candidatos a Primeiro-Ministro, elevando qualitativamente a fasquia das próximas eleições para a Assembleia da República.
Esperemos que o seu alerta seja escutado e que os portugueses não embalem em cantos de sereia...
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Um final anunciado...
O Governo começou a ensaiar ontem um braço de ferro com o Presidente da República, Jorge Sampaio, para aprovar o Orçamento do Estado para 2005, procurando já o papel de vítima que lhe pode render alguns votos e garantir uma unidade interna que não soube manter nestes últimos quatro meses...
Nas declarações que fizeram ontem ao início da noite, o PSD e o CDS atiraram o ónus da responsabilidade para Jorge Sampaio, não obstante a Presidência da República ter passado a tarde a dar sinais que quer essa aprovação, os dois partidos quem pedem um sinal claro de que irá promulgar o diploma e que não lhe fará críticas, conforme salienta o Público num destaque que procura esclarecer muitas das dúvidas constitucionais e jurídicas que a dissolução da Assembleia da República não deixam de gerar...
Curiosa a mensagem do CDS-PP reclamando para si o papel de "competência e estabilidade" no Governo, responsabilizando Santana Lopes pela queda do executivo...
Se eles o dizem, quem somos nós para sustentar o contrário?!
Nas declarações que fizeram ontem ao início da noite, o PSD e o CDS atiraram o ónus da responsabilidade para Jorge Sampaio, não obstante a Presidência da República ter passado a tarde a dar sinais que quer essa aprovação, os dois partidos quem pedem um sinal claro de que irá promulgar o diploma e que não lhe fará críticas, conforme salienta o Público num destaque que procura esclarecer muitas das dúvidas constitucionais e jurídicas que a dissolução da Assembleia da República não deixam de gerar...
Curiosa a mensagem do CDS-PP reclamando para si o papel de "competência e estabilidade" no Governo, responsabilizando Santana Lopes pela queda do executivo...
Se eles o dizem, quem somos nós para sustentar o contrário?!
Sobre o Referendo... adiado!
(Publicado na edição de 2 de Dezembro de 2004 do jornal BARLAVENTO)
A pergunta enviada para o Tribunal Constitucional, órgão competente para apreciar a sua constitucionalidade e a legalidade, submete aos eleitores portugueses três aspectos relevantes da Constituição Europeia.
Contudo, para além das dúvidas levantadas sobre a sua forma e conteúdo, a primeira preocupação deve consistir em saber se a pergunta é compreensível para o cidadão comum, que não dispõe de conhecimentos especializados em direito constitucional e comunitário, como é o nosso caso, sublinhe-se!
Estando assente que as perguntas referendárias devem ser suficientemente claras para garantir que os eleitores votem conscientemente, aos partidos políticos e as instituições públicas compete a especial obrigação de suprir eventuais dúvidas que possam surgir.
De facto, a Constituição Europeia prevê a adopção da Carta dos Direitos Fundamentais que garante a ampliação e o reforço dos direitos dos cidadãos europeus, estabelecendo um vasto conjunto de direitos e garantias contra as instituições comunitárias, que as vinculam no exercício das suas funções legislativas e administrativas, como sublinhou o constitucionalista Vital Moreira.
Noutro sentido, a Carta vai ser uma referência obrigatória para os Estados-membros e países candidatos à adesão sinalizando indiscutivelmente a sua obrigação de respeito pelos direitos fundamentais.
A questão sobre o processo de decisão, através da adopção de votações por maioria qualificada ou de dupla maioria (população e países), está justificada pelo facto de traduzir-se numa transferência de soberania efectiva, embora corrigida pela previsão da existência de minorias de bloqueio.
Finalmente, a terceira questão incide sobre o quadro institucional, alertando os cidadãos para a criação dos lugares de presidente do Conselho Europeu e do ministro dos Negócios Estrangeiros.
Caso esta pergunta seja aprovada, é certo que o debate incidirá especialmente sobre estas três matérias. Porém, outros temas também devem ser alvo de esclarecimento aprofundado, nomeadamente em relação às competências partilhadas e ao reforço de poderes do Parlamento Europeu, a aplicação do princípio da subsidiariedade com a devolução de poderes aos Estados e volta a colocar na agenda a questão da regionalização administrativa, o novo perfil da Comissão ou o primado da Constituição.
Com uma participação valiosa de António Vitorino, em representação da anterior Comissão, nenhum tratado europeu foi até agora elaborado de forma tão transparente e tão participada. Depois de longos meses de intenso trabalho, com várias versões das propostas e diversos relatórios de comissões especializadas formadas dentro da Convenção Europeia, presidida por Valery Giscard d’Estaing. Finalmente, o texto foi aprovado, com algumas alterações, pelos governos dos 25 Estados-membros.
Exige-se, por isso, um empenhamento suplementar dos responsáveis políticos nacionais nos próximos passos do processo e o envolvimento “do maior número de cidadãos” no debate nacional que antecederá o Referendo, para consolidar a democracia e aprovar a nova Constituição para a Europa!
(NOTA: Este artigo procura responder à questão lançada no Frente e Verso desta semana e foi concluído muito antes de ser conhecida a decisão de Sua Excelência o Senhor Presidente da República...)
A pergunta enviada para o Tribunal Constitucional, órgão competente para apreciar a sua constitucionalidade e a legalidade, submete aos eleitores portugueses três aspectos relevantes da Constituição Europeia.
Contudo, para além das dúvidas levantadas sobre a sua forma e conteúdo, a primeira preocupação deve consistir em saber se a pergunta é compreensível para o cidadão comum, que não dispõe de conhecimentos especializados em direito constitucional e comunitário, como é o nosso caso, sublinhe-se!
Estando assente que as perguntas referendárias devem ser suficientemente claras para garantir que os eleitores votem conscientemente, aos partidos políticos e as instituições públicas compete a especial obrigação de suprir eventuais dúvidas que possam surgir.
De facto, a Constituição Europeia prevê a adopção da Carta dos Direitos Fundamentais que garante a ampliação e o reforço dos direitos dos cidadãos europeus, estabelecendo um vasto conjunto de direitos e garantias contra as instituições comunitárias, que as vinculam no exercício das suas funções legislativas e administrativas, como sublinhou o constitucionalista Vital Moreira.
Noutro sentido, a Carta vai ser uma referência obrigatória para os Estados-membros e países candidatos à adesão sinalizando indiscutivelmente a sua obrigação de respeito pelos direitos fundamentais.
A questão sobre o processo de decisão, através da adopção de votações por maioria qualificada ou de dupla maioria (população e países), está justificada pelo facto de traduzir-se numa transferência de soberania efectiva, embora corrigida pela previsão da existência de minorias de bloqueio.
Finalmente, a terceira questão incide sobre o quadro institucional, alertando os cidadãos para a criação dos lugares de presidente do Conselho Europeu e do ministro dos Negócios Estrangeiros.
Caso esta pergunta seja aprovada, é certo que o debate incidirá especialmente sobre estas três matérias. Porém, outros temas também devem ser alvo de esclarecimento aprofundado, nomeadamente em relação às competências partilhadas e ao reforço de poderes do Parlamento Europeu, a aplicação do princípio da subsidiariedade com a devolução de poderes aos Estados e volta a colocar na agenda a questão da regionalização administrativa, o novo perfil da Comissão ou o primado da Constituição.
Com uma participação valiosa de António Vitorino, em representação da anterior Comissão, nenhum tratado europeu foi até agora elaborado de forma tão transparente e tão participada. Depois de longos meses de intenso trabalho, com várias versões das propostas e diversos relatórios de comissões especializadas formadas dentro da Convenção Europeia, presidida por Valery Giscard d’Estaing. Finalmente, o texto foi aprovado, com algumas alterações, pelos governos dos 25 Estados-membros.
Exige-se, por isso, um empenhamento suplementar dos responsáveis políticos nacionais nos próximos passos do processo e o envolvimento “do maior número de cidadãos” no debate nacional que antecederá o Referendo, para consolidar a democracia e aprovar a nova Constituição para a Europa!
(NOTA: Este artigo procura responder à questão lançada no Frente e Verso desta semana e foi concluído muito antes de ser conhecida a decisão de Sua Excelência o Senhor Presidente da República...)
domingo, novembro 28, 2004
Ele... e todos nós!!!
Quatro dias depois de tomar posse nas suas novas funções, o ministro Henrique Chaves demite-se com estrondo!
O conteúdo do comunicado referido na Lusa e na TSF é demasiado grave para passar despercebido em Belém, confirmando as afirmações de Jorge Sampaio no Barranco do Velho sobre a frequência inusitada de demissões e remodelações no elenco governativo...
Se, como milhões de portugueses, Henrique Chaves sente-se enganado, como se sentirá Jorge Sampaio?!
O conteúdo do comunicado referido na Lusa e na TSF é demasiado grave para passar despercebido em Belém, confirmando as afirmações de Jorge Sampaio no Barranco do Velho sobre a frequência inusitada de demissões e remodelações no elenco governativo...
Se, como milhões de portugueses, Henrique Chaves sente-se enganado, como se sentirá Jorge Sampaio?!
sábado, novembro 27, 2004
Dois terços de todos nós...
Mais de dois terços dos eleitores (67) acha que, a realizarem-se hoje eleições, o PS seria vencedor. Este é um dos principais dados da mais recente sondagem que Universidade Católica efectuou para o PÚBLICO, Antena 1 e RTP.
A sondagem revela que o PS mantém, com alguma folga, a maioria absoluta. De Janeiro para cá, os socialistas subiram dois pontos percentuais (de 44 passaram para 46 por cento).
O PSD também subiu, mas só um ponto (de 34 para 35 por cento), o PCP manteve-se nos sete por cento e tanto o Bloco de Esquerda como o CDS/PP perderam intenções de voto: o partido de Francisco Louçã passou de sete para seis por cento e o de Paulo Portas de quatro para três, mantendo-se "firme" na condição de partido mais pequeno do arco parlamentar.
Nota-se também uma diminuição do número de indecisos e dos que ameaçam abster-se, parecendo-se encaminhar ambos para os dois maiores partidos, sobretudo para o PS.
Com estes números, confirma-se o Barómetro DN/TSF/Marktest que ontem referimos. O PS cria raízes e merece a confiança de cada vez mais portugueses!
A sondagem revela que o PS mantém, com alguma folga, a maioria absoluta. De Janeiro para cá, os socialistas subiram dois pontos percentuais (de 44 passaram para 46 por cento).
O PSD também subiu, mas só um ponto (de 34 para 35 por cento), o PCP manteve-se nos sete por cento e tanto o Bloco de Esquerda como o CDS/PP perderam intenções de voto: o partido de Francisco Louçã passou de sete para seis por cento e o de Paulo Portas de quatro para três, mantendo-se "firme" na condição de partido mais pequeno do arco parlamentar.
Nota-se também uma diminuição do número de indecisos e dos que ameaçam abster-se, parecendo-se encaminhar ambos para os dois maiores partidos, sobretudo para o PS.
Com estes números, confirma-se o Barómetro DN/TSF/Marktest que ontem referimos. O PS cria raízes e merece a confiança de cada vez mais portugueses!
sexta-feira, novembro 26, 2004
Criar raízes...
O PS consegue, pelo segundo mês consecutivo, uma maioria mais que absoluta, com perto do 50% das intenções de voto no Barómetro DN/TSF/Marktest de Novembro, beneficiando, de forma clara, do mau momento da maioria governamental - PSD e CDS/PP.
Sem fazer muito alarido, José Sócrates vai preparando o Programa de Governo, conquistando novos quadros para a área socialista e dando passos decisivos para enfrentar com sucesso o grande desafio do próximo ano...
Sem fazer muito alarido, José Sócrates vai preparando o Programa de Governo, conquistando novos quadros para a área socialista e dando passos decisivos para enfrentar com sucesso o grande desafio do próximo ano...
quinta-feira, novembro 25, 2004
A energia dos algarvios
(Publicado na edição de 25 de Novembro de 2004 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
Para quem tinha qualquer tipo de dúvidas, a manifestação anti-portagens do dia 12 de Novembro foi uma prova concreta da energia dos algarvios e da sua capacidade para ultrapassarem divergências ancestrais quando estão em jogo interesses vitais da região e das suas gentes…
Certamente, durante as longas horas de marcha na EN125, milhares de algarvios devem ter pensado nos prejuízos que a adopção das portagens vai acarretar para a economia do Algarve, no aumento dos índices de sinistralidade e no estado caótico da rede viária, marcada pela elevada degradação de estradas e obras de arte e pela ausência de investimentos de vulto nos últimos dois anos.
Como tudo seria diferente se estes milhares de participantes tivessem a hipótese de responsabilizar directamente quem tomou a decisão de impor as portagens, contra os compromissos assumidos pelos ex-Primeiros-Ministros Cavaco Silva e Durão Barroso, ou quem retardou investimentos urgentes previstos no Plano Rodoviário Nacional. Como tudo seria diferente se a regionalização fosse uma realidade!
Poucos dias depois, esta lacuna do edifício administrativo português foi recordada por Miguel Cadilhe, sublinhando tratar-se de um imperativo constitucional, desenvolvido de forma sequencial pelas leis 56/91 e 19/98, que previa o mapa das oito regiões, posteriormente rejeitado no referendo.
Já defendemos nestas páginas a necessidade de voltar a colocar este tema na agenda política, assegurando um processo de verdadeira descentralização, transferindo atribuições e competências do Estado para quem está em melhores condições de tomar as decisões mais acertadas e permita uma melhor gestão dos recursos disponíveis, que são cada vez mais limitados, garantindo a aplicação do princípio da subsidiariedade e a responsabilização democrática dos decisores políticos.
A regionalização teria permitido atenuar as assimetrias regionais e a criação de empregos, constituindo um factor de incentivo à fixação das populações e contrariando o êxodo das populações do interior, que marcou a demografia portuguesa das últimas décadas.
Por tudo isto, é fundamental insistir no reforço dos mecanismos de participação democrática nos processos de elaboração de estratégias de longo prazo, seja a nível local ou regional, convidando os sectores da sociedade a terem uma voz efectiva na tomada de decisões que a todos interessam!
O trabalho desenvolvido pela câmara municipal de Vila Real de Santo António nos últimos meses e a distribuição de trinta mil questionários em todos os lares do concelho de Portimão são métodos exemplares de gestão apoiada.
Os objectivos são os mesmos – colocar o cidadão no centro do processo de decisão, responsabilizando ainda mais quem o representa nos órgãos do município.
O poder local de Abril está parcialmente saturado e justifica uma atenção especial para descobrir novos caminhos, com base na democracia deliberativa e assegurando o reforço da participação dos cidadãos, aproveitando as suas potencialidades e assumindo novas formas de gestão apoiada.
A mobilização da energia dos algarvios para o desenvolvimento das grandes prioridades regionais é uma obrigação dos responsáveis políticos. O próximo ano é particularmente decisivo porque encerra-se um ciclo e preparamo-nos para enfrentar novas oportunidades – as eleições dos órgãos das autarquias locais, o novo quadro de apoio comunitário e as eleições legislativas de 2006.
Para quem tinha qualquer tipo de dúvidas, a manifestação anti-portagens do dia 12 de Novembro foi uma prova concreta da energia dos algarvios e da sua capacidade para ultrapassarem divergências ancestrais quando estão em jogo interesses vitais da região e das suas gentes…
Certamente, durante as longas horas de marcha na EN125, milhares de algarvios devem ter pensado nos prejuízos que a adopção das portagens vai acarretar para a economia do Algarve, no aumento dos índices de sinistralidade e no estado caótico da rede viária, marcada pela elevada degradação de estradas e obras de arte e pela ausência de investimentos de vulto nos últimos dois anos.
Como tudo seria diferente se estes milhares de participantes tivessem a hipótese de responsabilizar directamente quem tomou a decisão de impor as portagens, contra os compromissos assumidos pelos ex-Primeiros-Ministros Cavaco Silva e Durão Barroso, ou quem retardou investimentos urgentes previstos no Plano Rodoviário Nacional. Como tudo seria diferente se a regionalização fosse uma realidade!
Poucos dias depois, esta lacuna do edifício administrativo português foi recordada por Miguel Cadilhe, sublinhando tratar-se de um imperativo constitucional, desenvolvido de forma sequencial pelas leis 56/91 e 19/98, que previa o mapa das oito regiões, posteriormente rejeitado no referendo.
Já defendemos nestas páginas a necessidade de voltar a colocar este tema na agenda política, assegurando um processo de verdadeira descentralização, transferindo atribuições e competências do Estado para quem está em melhores condições de tomar as decisões mais acertadas e permita uma melhor gestão dos recursos disponíveis, que são cada vez mais limitados, garantindo a aplicação do princípio da subsidiariedade e a responsabilização democrática dos decisores políticos.
A regionalização teria permitido atenuar as assimetrias regionais e a criação de empregos, constituindo um factor de incentivo à fixação das populações e contrariando o êxodo das populações do interior, que marcou a demografia portuguesa das últimas décadas.
Por tudo isto, é fundamental insistir no reforço dos mecanismos de participação democrática nos processos de elaboração de estratégias de longo prazo, seja a nível local ou regional, convidando os sectores da sociedade a terem uma voz efectiva na tomada de decisões que a todos interessam!
O trabalho desenvolvido pela câmara municipal de Vila Real de Santo António nos últimos meses e a distribuição de trinta mil questionários em todos os lares do concelho de Portimão são métodos exemplares de gestão apoiada.
Os objectivos são os mesmos – colocar o cidadão no centro do processo de decisão, responsabilizando ainda mais quem o representa nos órgãos do município.
O poder local de Abril está parcialmente saturado e justifica uma atenção especial para descobrir novos caminhos, com base na democracia deliberativa e assegurando o reforço da participação dos cidadãos, aproveitando as suas potencialidades e assumindo novas formas de gestão apoiada.
A mobilização da energia dos algarvios para o desenvolvimento das grandes prioridades regionais é uma obrigação dos responsáveis políticos. O próximo ano é particularmente decisivo porque encerra-se um ciclo e preparamo-nos para enfrentar novas oportunidades – as eleições dos órgãos das autarquias locais, o novo quadro de apoio comunitário e as eleições legislativas de 2006.
sábado, novembro 20, 2004
Estamos de acordo...
O presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Miguel Cadilhe, defendeu ontem o regresso da regionalização ao debate político, certamente desconfiado com as desandanças do processo de "descentralização" inventado por Miguel Relvas e agarrado com as duas mãos por alguns dos seus admiradores...
Lamentavelmente, parece que o Orçamento de Estado esqueceu-se desse processo...
Quanto aos prováveis benefícios decorrentes da criação das regiões administrativas, sustentados por Miguel Cadilhe, parece que estamos todos de acordo, não é?!
Lamentavelmente, parece que o Orçamento de Estado esqueceu-se desse processo...
Quanto aos prováveis benefícios decorrentes da criação das regiões administrativas, sustentados por Miguel Cadilhe, parece que estamos todos de acordo, não é?!
sexta-feira, novembro 19, 2004
Heróis de volta ao mar?!
Segundo Ana Fernandes, editora de ambiente do jornal Público, Portugal tem uma imagem banalizada que é traduzida em meia dúzia de "clichés" que servem para definir o rectângulo - "É o país do sol, da praia, da simpatia, da segurança, do golfe e pouco mais. Um rótulo aparentemente atractivo, mas que não só não modifica a opinião generalizada de que se trata de um país pobre e periférico, como há centenas de outras nações que oferecem o mesmo produto embrulhado num pacote mais paradisíaco do que o nacional."
Para mudar esta visão, a resposta está no mar, que poderá dar aos portugueses uma nova identidade. É esta a proposta da Comissão Estratégica dos Oceanos, criada a 27 de Maio por resolução do Conselho de Ministros e empossada a 9 de Julho de 2003 sob a dependência do primeiro-ministro, a Comissão, coordenada por Tiago Pitta e Cunha, entregou o seu relatório a Durão Barroso em Julho deste ano.
Porém, com a queda do Executivo do agora Presidente da Comissão Europeia, o documento nunca chegou a ser divulgado, o que finalmente acontece nesta sexta-feira, no encerramento da Semana do Mar. Com uma diferença: a sua publicitação caberá ao Ministério da Defesa e dos Assuntos do Mar, tendo-se perdido parte do carácter transversal que tinha quando estava sob a alçada do chefe do Governo.
Resta saber quanto tempo vai ser necessário para implementar um conjunto ambicioso de iniciativas, embora algumas delas já existam e sejam apresentadas como novidade (como o Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca, a título de exemplo) e qual a intervenção dos demais ministérios e serviços públicos que têm nas suas atribuições e competências matérias relacionadas com o mar...
Para mudar esta visão, a resposta está no mar, que poderá dar aos portugueses uma nova identidade. É esta a proposta da Comissão Estratégica dos Oceanos, criada a 27 de Maio por resolução do Conselho de Ministros e empossada a 9 de Julho de 2003 sob a dependência do primeiro-ministro, a Comissão, coordenada por Tiago Pitta e Cunha, entregou o seu relatório a Durão Barroso em Julho deste ano.
Porém, com a queda do Executivo do agora Presidente da Comissão Europeia, o documento nunca chegou a ser divulgado, o que finalmente acontece nesta sexta-feira, no encerramento da Semana do Mar. Com uma diferença: a sua publicitação caberá ao Ministério da Defesa e dos Assuntos do Mar, tendo-se perdido parte do carácter transversal que tinha quando estava sob a alçada do chefe do Governo.
Resta saber quanto tempo vai ser necessário para implementar um conjunto ambicioso de iniciativas, embora algumas delas já existam e sejam apresentadas como novidade (como o Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca, a título de exemplo) e qual a intervenção dos demais ministérios e serviços públicos que têm nas suas atribuições e competências matérias relacionadas com o mar...
segunda-feira, novembro 15, 2004
Estava visto...
A hipotética demissão de José Rodrigues dos Santos já era notícia antes de ser, foi alvo do nosso comentário apreensivo sobre o rumo da RTP e da RDP há mais de quinze dias e não é que... concretizou-se!
Depois de uma certa anarquia, a RTP melhorou bastante nos últimos tempos e voltou a ser alvo das apetências governamentais. Morais Sarmento já tinha avisado que quem paga é quem manda!
Se José Rodrigues dos Santos foi a vítima escolhida para avisar a navegação, as divergências em torno do processo de escolha do correspondente em Madrid não passam de um pretexto...
Depois de uma certa anarquia, a RTP melhorou bastante nos últimos tempos e voltou a ser alvo das apetências governamentais. Morais Sarmento já tinha avisado que quem paga é quem manda!
Se José Rodrigues dos Santos foi a vítima escolhida para avisar a navegação, as divergências em torno do processo de escolha do correspondente em Madrid não passam de um pretexto...
sábado, novembro 13, 2004
Um filme... de outras vidas!!!
Nos últimos anos, mercê das suas condições patrimoniais ímpares, a cidade de Tavira conquistou novos admiradores, que a procuram em busca de sossego e tranquilidade, apesar da progressiva degradação da qualidade de vida que oferece...
A intensificação do tráfego automóvel e a falta de lugares para estacionamento, o crescimento incessante das áreas urbanizadas e as deficiências do sistema de saneamento básico, o aumento exponencial da população flutuante e a falta de soluções adequadas ao desenvolvimento sustentável do concelho em muitos domínios têm contribuído para degradar uma das mais belas e preservadas cidades do Algarve onde (por enquanto) apetece viver!
Apesar de tudo, em muitos sítios ainda é possível respirar o ambiente dos anos 50/60, bem retratados no filme Kiss Me, particularmente venturosos em consequência das receitas provenientes do funcionamento das fábricas do atum e sempre animados pelas fornadas incessantes de jovens milianos!
Se voltássemos ao passado, ganharíamos o futuro?!
A intensificação do tráfego automóvel e a falta de lugares para estacionamento, o crescimento incessante das áreas urbanizadas e as deficiências do sistema de saneamento básico, o aumento exponencial da população flutuante e a falta de soluções adequadas ao desenvolvimento sustentável do concelho em muitos domínios têm contribuído para degradar uma das mais belas e preservadas cidades do Algarve onde (por enquanto) apetece viver!
Apesar de tudo, em muitos sítios ainda é possível respirar o ambiente dos anos 50/60, bem retratados no filme Kiss Me, particularmente venturosos em consequência das receitas provenientes do funcionamento das fábricas do atum e sempre animados pelas fornadas incessantes de jovens milianos!
Se voltássemos ao passado, ganharíamos o futuro?!
sexta-feira, novembro 12, 2004
Não há duas sem três...
Se as eleições legislativas fossem realizadas nesta altura, o PS tinha uma probabilidade elevada de vencer com maioria absoluta.
De acordo com a sondagem divulgada pelo jornal Correio da Manhã e pela revista Sábado, o PSD seria claramente penalizado pela imagem negativa que a opinião pública tem do Governo PSD/PP, cuja avaliação ao desempenho do primeiro-ministro e respectivos ministros está longe de ser positiva.
No início de Novembro, o Partido Socialista recolhia 47,5 por cento das intenções de voto do universo de inquiridos enquanto o maior partido da coligação governamental obtinha apenas 29,4 por cento, o seu resultado mais baixo desde Junho.
Apesar de estarmos longe de eleições, a abstenção não ultrapassava os 38,4 por cento, deixando perceber que o sentimento de mudança está a consolidar-se na sociedade portuguesa. Esperemos pelas sondagens do final do mês para perceber os resultados do regresso de António Guterres aos temas nacionais ou do Congresso do PSD e das trapalhadas de Santana Lopes em torno da temática presidencial...
De acordo com a sondagem divulgada pelo jornal Correio da Manhã e pela revista Sábado, o PSD seria claramente penalizado pela imagem negativa que a opinião pública tem do Governo PSD/PP, cuja avaliação ao desempenho do primeiro-ministro e respectivos ministros está longe de ser positiva.
No início de Novembro, o Partido Socialista recolhia 47,5 por cento das intenções de voto do universo de inquiridos enquanto o maior partido da coligação governamental obtinha apenas 29,4 por cento, o seu resultado mais baixo desde Junho.
Apesar de estarmos longe de eleições, a abstenção não ultrapassava os 38,4 por cento, deixando perceber que o sentimento de mudança está a consolidar-se na sociedade portuguesa. Esperemos pelas sondagens do final do mês para perceber os resultados do regresso de António Guterres aos temas nacionais ou do Congresso do PSD e das trapalhadas de Santana Lopes em torno da temática presidencial...
quinta-feira, novembro 11, 2004
Ele está de volta...
António Guterres quebrou hoje o silêncio numa análise à situação política portuguesa, ao intervir no I Congresso sobre a Democracia Portuguesa, promovido pela Associação 25 de Abril.
Na sua intervenção, o ex-primeiro-ministro e actual presidente da Internacional Socialista acusou o poder político de não resistir à tentação de manipular os órgãos de comunicação social, deixando para segundo plano o debate dos problemas essenciais do país.
Um regresso muito aguardado e devidamente acompanhado pela TSF e pela SIC...
Na sua intervenção, o ex-primeiro-ministro e actual presidente da Internacional Socialista acusou o poder político de não resistir à tentação de manipular os órgãos de comunicação social, deixando para segundo plano o debate dos problemas essenciais do país.
Um regresso muito aguardado e devidamente acompanhado pela TSF e pela SIC...
As pessoas estão primeiro?!
(Publicado na edição de 11 de Novembro de 2004 do jornal POSTAL DO ALGARVE)
A apresentação do Orçamento de Estado (OE) de 2005 foi marcada por uma intensa campanha mediática baseada no crescimento do investimento público e na redução dos impostos, entre outras maravilhas que nos fazem desejar o final deste tempo de incertezas e sacrifícios. Uma espécie de sol na eira e chuva no nabal, muito própria de ano eleitoral!
O parecer do Conselho Económico e Social (CES) é que não vai nestas cantigas, referindo que “a cumprir-se o cenário, prosseguirá a não convergência da economia portuguesa com a média comunitária”.
Os cenários de crescimento indicados pelo Governo são manifestamente irreais, piorando tudo quando “é acompanhado por um crescimento fraquíssimo da produtividade do trabalho (1,2%) que, a cumprirem-se as previsões da Primavera da União Europeia,
será dos mais baixos (…) dos 25 Estados-membros” e não garante de forma alguma a sustentabilidade necessária para aumentar e manter os níveis de emprego.
Apesar da aceleração da actividade económica ser superior a 2004, espera-se um crescimento das importações superior aos das exportações, provocando “um défice externo significativo e, consequentemente, verificar-se-á o aumento do endividamento em relação ao exterior, já de si muito elevado na actualidade”.
Por tudo isto e muito mais, o CES considera que “mesmo a verificar-se o cenário previsto para 2005, o próximo ano registará ainda, do ponto de vista macroeconómico, uma evolução longe da desejável”.
Escrutinados os documentos, analisadas as medidas e os seus efeitos, o sorriso vai-se desfazendo e multiplicam-se as surpresas. Apesar das promessas em sentido contrário e das isenções anunciadas, o próximo ano vai ser marcado pela introdução das portagens na Via do Infante, ameaçando toda a economia do Algarve. Para mais, o OE abre a porta à implementação de uma nova taxa municipal sobre as estadias dos turistas que também penalizará a principal fonte de receitas do País e da Região.
No Plano de Investimentos da Administração Central (PIDDAC), caracterizado pelas limitações da informação disponível, o ensino básico e secundário e o sector da saúde vêem as suas verbas reduzidas em mais de 9,5% e os financiamentos relativos às pescas e à modernização da indústria, energia, comércio, turismo e restantes serviços também decrescem. Em matéria de ambiente e ordenamento do território, a redução de 6,1% é pouco compatível com as intenções de Nobre Guedes. Assim vai o nosso País!
Uma leitura rápida sobre as intenções de investimento do Governo no concelho de Tavira, tentando descobrir as obras no viaduto da EN125 sobre o Rio Gilão (Ponte Nova), deixa-nos perplexos com o desaparecimento de três projectos fundamentais – a Pousada da Juventude de Tavira, que já teve 981.926 euros no PIDDAC e não tem um tostão furado no próximo ano, a instalação da telemedicina no Centro de Saúde de Tavira, programada em 2003 com 50.000 euros e só agora anunciada pelo ministro da tutela e a construção da Extensão de Saúde de Santa Luzia, com 25.000 euros previstos em 2004, mas que ninguém sabe onde foram gastos!
As construções da Biblioteca Municipal (que já ultrapassou todos os prazos previstos), do Quartel da GNR e do Porto de Pesca (que resistem a sair do papel), e do Lar de Idosos do Centro Paroquial de Cachopo, apesar de justificarem no total a inclusão de quase três milhões de euros no PIDDAC, são casos crónicos de atrasos persistentes, adiamentos e transferências mal explicada…
Certamente outras necessidades e reivindicações serão contempladas em programas de âmbito regional ou nacional, mas muitas ficaram no esquecimento ou reservadas para a chuva de milhões cairá sob a forma de contratos-programa e duvidosos subsídios na véspera das eleições municipais. Os portugueses e os tavirenses mereciam mais respeito deste Governo!
PS – Há cinco meses, as obras da Ponte Nova estavam na fase de projecto e está prevista uma intervenção de reabilitação no valor de 1,75 milhões de euros. Até lá, mantém-se as restrições de velocidade e de carga (proibida a passagem de veículos com mais de 30 toneladas), com as consequências que são conhecidas de todos…
A apresentação do Orçamento de Estado (OE) de 2005 foi marcada por uma intensa campanha mediática baseada no crescimento do investimento público e na redução dos impostos, entre outras maravilhas que nos fazem desejar o final deste tempo de incertezas e sacrifícios. Uma espécie de sol na eira e chuva no nabal, muito própria de ano eleitoral!
O parecer do Conselho Económico e Social (CES) é que não vai nestas cantigas, referindo que “a cumprir-se o cenário, prosseguirá a não convergência da economia portuguesa com a média comunitária”.
Os cenários de crescimento indicados pelo Governo são manifestamente irreais, piorando tudo quando “é acompanhado por um crescimento fraquíssimo da produtividade do trabalho (1,2%) que, a cumprirem-se as previsões da Primavera da União Europeia,
será dos mais baixos (…) dos 25 Estados-membros” e não garante de forma alguma a sustentabilidade necessária para aumentar e manter os níveis de emprego.
Apesar da aceleração da actividade económica ser superior a 2004, espera-se um crescimento das importações superior aos das exportações, provocando “um défice externo significativo e, consequentemente, verificar-se-á o aumento do endividamento em relação ao exterior, já de si muito elevado na actualidade”.
Por tudo isto e muito mais, o CES considera que “mesmo a verificar-se o cenário previsto para 2005, o próximo ano registará ainda, do ponto de vista macroeconómico, uma evolução longe da desejável”.
Escrutinados os documentos, analisadas as medidas e os seus efeitos, o sorriso vai-se desfazendo e multiplicam-se as surpresas. Apesar das promessas em sentido contrário e das isenções anunciadas, o próximo ano vai ser marcado pela introdução das portagens na Via do Infante, ameaçando toda a economia do Algarve. Para mais, o OE abre a porta à implementação de uma nova taxa municipal sobre as estadias dos turistas que também penalizará a principal fonte de receitas do País e da Região.
No Plano de Investimentos da Administração Central (PIDDAC), caracterizado pelas limitações da informação disponível, o ensino básico e secundário e o sector da saúde vêem as suas verbas reduzidas em mais de 9,5% e os financiamentos relativos às pescas e à modernização da indústria, energia, comércio, turismo e restantes serviços também decrescem. Em matéria de ambiente e ordenamento do território, a redução de 6,1% é pouco compatível com as intenções de Nobre Guedes. Assim vai o nosso País!
Uma leitura rápida sobre as intenções de investimento do Governo no concelho de Tavira, tentando descobrir as obras no viaduto da EN125 sobre o Rio Gilão (Ponte Nova), deixa-nos perplexos com o desaparecimento de três projectos fundamentais – a Pousada da Juventude de Tavira, que já teve 981.926 euros no PIDDAC e não tem um tostão furado no próximo ano, a instalação da telemedicina no Centro de Saúde de Tavira, programada em 2003 com 50.000 euros e só agora anunciada pelo ministro da tutela e a construção da Extensão de Saúde de Santa Luzia, com 25.000 euros previstos em 2004, mas que ninguém sabe onde foram gastos!
As construções da Biblioteca Municipal (que já ultrapassou todos os prazos previstos), do Quartel da GNR e do Porto de Pesca (que resistem a sair do papel), e do Lar de Idosos do Centro Paroquial de Cachopo, apesar de justificarem no total a inclusão de quase três milhões de euros no PIDDAC, são casos crónicos de atrasos persistentes, adiamentos e transferências mal explicada…
Certamente outras necessidades e reivindicações serão contempladas em programas de âmbito regional ou nacional, mas muitas ficaram no esquecimento ou reservadas para a chuva de milhões cairá sob a forma de contratos-programa e duvidosos subsídios na véspera das eleições municipais. Os portugueses e os tavirenses mereciam mais respeito deste Governo!
PS – Há cinco meses, as obras da Ponte Nova estavam na fase de projecto e está prevista uma intervenção de reabilitação no valor de 1,75 milhões de euros. Até lá, mantém-se as restrições de velocidade e de carga (proibida a passagem de veículos com mais de 30 toneladas), com as consequências que são conhecidas de todos…
segunda-feira, novembro 08, 2004
E o Ministério do Mar?!
Uma parte do país entrou este fim-de-semana em ebulição por causa de uma notícia que não tinha nada de novo: o Tratado Constitucional da União Europeia "roubava" o mar a Portugal!
Na falta de título mais sugestivo e vendável, o Expresso agarrou-se ao texto dos artigos 12º e 13º, onde se atribui "competência exclusiva" na área da "conservação dos recursos biológicos do mar, no âmbito da política comum das pescas" à UE. Tal como na "política monetária para os Estados-Membros cuja moeda seja o euro". Ou no "estabelecimento das regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado interno".
José Manuel Fernandes discorre hoje sobre a matéria e explica-nos o sentido estratégio da aposta de Portugal no mar...
Vinte anos depois da criação do Ministério do Mar, que foi sol de pouca dura, e seis após o encerramento da EXPO'98, dedicada aos oceanos, vale a pena começar a pensar de forma estratégica e global no principal recurso do nosso País e nas suas extraordinárias potencialidades!
Na falta de título mais sugestivo e vendável, o Expresso agarrou-se ao texto dos artigos 12º e 13º, onde se atribui "competência exclusiva" na área da "conservação dos recursos biológicos do mar, no âmbito da política comum das pescas" à UE. Tal como na "política monetária para os Estados-Membros cuja moeda seja o euro". Ou no "estabelecimento das regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado interno".
José Manuel Fernandes discorre hoje sobre a matéria e explica-nos o sentido estratégio da aposta de Portugal no mar...
Vinte anos depois da criação do Ministério do Mar, que foi sol de pouca dura, e seis após o encerramento da EXPO'98, dedicada aos oceanos, vale a pena começar a pensar de forma estratégica e global no principal recurso do nosso País e nas suas extraordinárias potencialidades!
domingo, novembro 07, 2004
Comunicar é preciso?!
A denúncia do ex-director do Diário de Notícias sobre uma guerra das agências de comunicação, que funcionam como grupos de pressão sobre o Governo, veio colocar na ordem do dia um tema que é bastante controverso.
As maiores empresas de consultadoria contactadas pelo Público refutam as palavras de Fernando Lima, que apontou o dedo, mas sem nomear, a agências de comunicação que trabalham com grandes empresas públicas.
Este é um sector em crescimento nos últimos anos (trabalham neste sector cerca de 700 colaboradores) e é essencialmente dominado por pessoas que adquiriram experiência e contactos quando passaram pelo jornalismo. Podem trabalhar com grandes empresas, públicas ou privadas (muitas com interesses em privatizações e outros negócios a realizar com o Estado), partidos políticos ou agremiações profissionais.
O trabalho de Helena Pereira e Cristina Ferreira é um contributo importante para perceber este mundo e toda uma teia de relações que podem tornar-se... perigosas!
As maiores empresas de consultadoria contactadas pelo Público refutam as palavras de Fernando Lima, que apontou o dedo, mas sem nomear, a agências de comunicação que trabalham com grandes empresas públicas.
Este é um sector em crescimento nos últimos anos (trabalham neste sector cerca de 700 colaboradores) e é essencialmente dominado por pessoas que adquiriram experiência e contactos quando passaram pelo jornalismo. Podem trabalhar com grandes empresas, públicas ou privadas (muitas com interesses em privatizações e outros negócios a realizar com o Estado), partidos políticos ou agremiações profissionais.
O trabalho de Helena Pereira e Cristina Ferreira é um contributo importante para perceber este mundo e toda uma teia de relações que podem tornar-se... perigosas!
sexta-feira, novembro 05, 2004
Truques de... Mexia!
O ministro António Mexia continua a defender assanhadamente a introdução de portagens nas SCUT's, procurando iludir a opinião públicoa com a fixação de tarifas mais baixas em relação à rede de auto-estradas da Brisa.
Em declarações ao Público, António Mexia reconhece que as SCUT's têm menor qualidade, têm mais entradas e saídas e uma menor velocidade média de circulação.
Além desta redução, António Mexia prometeu no Parlamento que metade dos concelhos atravessados pelas SCUT's estará isenta de pagamentos de portagens e será aplicado um período de isenção até quatro anos para os residentes nos municípios abrangidos por estas vias, dependente das condições das vias alternativas e dos índices locais de desenvolvimento, entre outros critérios para fazer o cálculo dessa isenção.
No próximo dia 12 de Novembro, nas Estrada Nacional 125, os algarvios vão dar-lhe a resposta que merece!!!
Em declarações ao Público, António Mexia reconhece que as SCUT's têm menor qualidade, têm mais entradas e saídas e uma menor velocidade média de circulação.
Além desta redução, António Mexia prometeu no Parlamento que metade dos concelhos atravessados pelas SCUT's estará isenta de pagamentos de portagens e será aplicado um período de isenção até quatro anos para os residentes nos municípios abrangidos por estas vias, dependente das condições das vias alternativas e dos índices locais de desenvolvimento, entre outros critérios para fazer o cálculo dessa isenção.
No próximo dia 12 de Novembro, nas Estrada Nacional 125, os algarvios vão dar-lhe a resposta que merece!!!
quarta-feira, novembro 03, 2004
E agora, América?!
Com a vitória de George W. Bush, a América e o mundo inteiro vão continuar a viver em suspense nos próximos quatro anos, pendurados na imprevisibilidade de alguém que demonstrou aquilo que vale e dependentes do espírito aventureiro dos conservadores norte-americanos...
Mais uma vez, a ignorância e o medo foram superiores ao desejo de mudança, revelando uma sociedade extremamente dividida, mas cada vez mais participativa, que não deixará de reinvindicar a reforma de um sistema eleitoral multifacetado e problemático. Um homem, um voto!
Felizmente, as eleições deixaram alguns sinais de esperança!
Mais uma vez, a ignorância e o medo foram superiores ao desejo de mudança, revelando uma sociedade extremamente dividida, mas cada vez mais participativa, que não deixará de reinvindicar a reforma de um sistema eleitoral multifacetado e problemático. Um homem, um voto!
Felizmente, as eleições deixaram alguns sinais de esperança!
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